COINCIDÊNCIA? Advogado pessoal de Ricardo Coutinho também advoga para organização social da Saúde

À esquerda, Waldson de Souza, ex-secretário de Saúde que teve conversa gravada enquanto planejava superfaturar licitação

Mais uma “coincidência” evidencia a estreita relação do ex-governador Ricardo Coutinho com as organizações sociais que tomaram conta do sistema público de saúde da Paraíba. O advogado particular de RC, Francisco das Chagas Ferreira, foi constituído pela organização social ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária) para atuar nas ações judiciais da terceirizada.

Não constitui imoralidade, muito menos ilegalidade, o fato do advogado pessoal de Ricardo também advogar para uma OS que chegou à Paraíba pelas mãos do ex-governador. Mas é muita coincidência.

Nas redes sociais, Francisco Ferreira não esconde sua militância pelo PSB. A foto em questão traz o advogado com o secretário Waldson de Souza, alvo de um mandado de busca e apreensão na Operação Calvário.

Waldson também teve uma conversa grampeada ao planejar o superfaturamento de uma licitação da Saúde:

 

Na semana passada, publicamos uma matéria sobre a cunhada de Ricardo Coutinho, superintendente de uma organização social que o ex-governador trouxe para o estado:

Cunhada de Ricardo Coutinho é superintendente da Organização Social contratada na Educação

No começo do mês a imprensa veiculou outra “coincidência”. A presidente da Cruz Vermelha na Paraíba foi chefe de gabinete da deputada estadual Estela Bezerra, do mesmo partido de Ricardo Coutinho.

Contrato irregular

Em 2015, o Tribunal de Contas do Estado julgou irregular o contrato de gestão firmado pelo governo do Estado com a Organização Social ABBC para gerenciar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade de Guarabira.

O valor do contrato foi de R$ 15,5 milhões. A auditoria apontou dentre outras irregularidades ausência de razão da escolha da empresa contratada e ausência de comparativos de preços, demonstrando que a contratação era menos onerosa para o Estado.

No exercício de 2014, segundo o SAGRES, foram pagos R$6.282.720,69 decorrente do contrato de gestão.O ex-secretário de Saúde Waldson de Souza recebeu multa de R$ 2 mil pelas irregularidades.

Polítika com informações de Hélder Moura.

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