Eleições 2018: Candidatura de Romero pode jogar a prefeitura de Campina Grande no colo de Ricardo Coutinho

Pré-candidato a governador pelo PSDB, o tucano Romero Rodrigues é o que carrega o maior peso nas costas para decidir se abandona ou não a prefeitura de Campina Grande e concorrer ao governo do estado.

Os motivos são muitos, contudo, diante do alto pragmatismo que tomou conta da política paraibana nos últimos 5 anos, o maior deles seria o poder concentrado nas mãos da família Ribeiro e o interesse despertado em Ricardo Coutinho.

Caso Romero decida ser candidato e abandone a prefeitura de Campina, a família Ribeiro se fortalece no jogo eleitoral de 2018, com a consequente ascensão de Enivaldo Ribeiro ao cargo de prefeito. Coadjuvante até o momento, Aguinaldo e Daniella assumiriam protagonismo, já que o pai estaria controlando a segunda maior cidade da Paraíba, e ainda com direito à reeleição.

Tal cenário deixa o governador Ricardo Coutinho com água na boca. Considerado um animal político, Ricardo é a personificação do pragmatismo e faz aliança com Deus e o Diabo para conquistar ou se manter no poder. Lembram na inusitada aliança com Cartaxo em 2014? Cássio em 2010? PMDB em 2004?

Sem o menor constrangimento, Ricardo ofereceria a vaga de senador para Aguinaldo e a vice para Daniella Ribeiro. Seria a vice dos sonhos de Ricardo; campinense, com histórico na política e testada nas urnas. A união perfeita entre Campina e João (Pessoa)

Aguinaldo Ribeiro também sairia no lucro, pois certamente uma vaga ao Senado é do governo, a outra da oposição, com Cássio.

E como na Paraíba o boi já voou há muito tempo, este cenário é mais do que provável. Vale lembrar que a família Ribeiro trocou Ricardo Coutinho, em 2010, por Maranhão, logo após tirar fotos com RC na convenção do Clube Cabo Branco. Sem qualquer resquício ideológico, a família Ribeiro faz a política tradicional do quem dá mais. Justamente o que o governador Ricardo Coutinho mais gosta.

A saída de Romero Rodrigues não apenas deixa o grupo Cunha Lima órfão de poder, mas pode também fortalecer o projeto de Ricardo Coutinho e garantir a eleição de João Azevedo.

É por essas e outras que eu afirmo sem medo de errar; Romero não é candidato a nada.

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