Maranhão e o PMDB valem o que vendem?

Tecnicamente na oposição ao governador Ricardo Coutinho e parte integrante do blocão (PSDB, PSD, PP, PRB e PSC), o senador José Maranhão tem se valorizado na pré-campanha, mesmo não liderando mais as pesquisas, como outrora. Esperto como poucos, Maranhão se aproveita do dualismo estabelecido pela nova ordem política: RC x Cartaxo.

Mas Maranhão e o PMDB valem o que vendem?

A questão é complexa e os elementos para a resposta remetem às eleições de 2012, passando por 2014 e 2016.

Em 2012, ainda no auge da carreira política, o senador José Maranhão liderava as pesquisas para a prefeitura de João Pessoa ao lado de Cícero Lucena. Com o início da campanha Maranhão começou a cair de ladeira abaixo e terminou a eleição em quarto lugar, atrás até de Estela Bezerra.

A candidatura de Vitalzinho, em 2014, então senador de muito prestígio no cenário nacional, não empolgou e o candidato do PMDB teve apenas 5,22%. Das duas uma, ou Vitalzinho era ruim de voto ou Maranhão não transfere seu prestígio.

O próprio resultado de Maranhão para o Senado nos ajuda a responder a questão inicial. O peemedebista teve 37,12% dos votos. Apenas 7% a mais que Lucélio Cartaxo (29,93%); um neófito desconhecido do eleitorado paraibano, onde o único cargo público em seu currículo era o de superintendente da CBTU.

Chegou 2016 e o PMDB se viu varrido das 10 maiores cidades da Paraíba. O partido perdeu as prefeituras de Patos, Sousa e Mamanguape. E ainda passou vexame com a candidatura de Veneziano, em Campina Grande, onde o ex-prefeito sequer levou a eleição para o segundo turno.

Único trunfo do partido foi a eleição de Manoel Júnior, em João Pessoa. Uma articulação que contou com a benevolência do PSDB, pois o candidato natural a vice era o ex-deputado federal Ruy Carneiro, vice-líder em todas as pesquisas de 2016.

A resposta é não. Maranhão e o PMDB não valem o que vendem. As circunstâncias eleitorais e a promiscuidade política de Ricardo Coutinho tem elevado o valor do PMDB na bolsa eleitoral. Mas não valem tanto.

E ainda podem perder o “eventual poder” com a saída do prefeito Luciano Cartaxo e a ascensão de Manoel Junior. Basta Cartaxo continuar na prefeitura e apoiar outro nome da Oposição. Como dizem no interior, o PMDB e Maranhão ficariam “sem mel nem cabaça”.

Mais vale um passarinho na gaiola do que dois voando…

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