Por que ainda tem gente defendendo um ladrão preso em flagrante para administrar a prefeitura de Bayeux?

A cidade de Bayeux foi palco de mais uma cena deprimente no último domingo. Meia-dúzia de “gato pingado” saiu em carreata para defender a volta do prefeito-presidiário Berg Lima à prefeitura. É isso mesmo que você está lendo; querem que a cidade seja administrada por um ladrão preso em flagrante.

Por sorte, essa turma desprovida de vergonha na cara, cúmplices da corrupção, não representa a maioria do povo trabalhador e honesto de Bayeux, povo este que respondeu a manifestação com vaias e gestos nada amigáveis.

Mas tal fato remete à uma questão: Por que ainda tem gente defendendo um ladrão preso em flagrante para administrar a prefeitura de Bayeux?

Chega a causar vergonha alheia o comportamento de algumas poucas pessoas (a maioria familiares de Berg Lima), que tentam tapar o sol com a peneira e insistem em não aceitar a realidade: Berg Lima é um ladrão e foi preso em flagrante ao extorquir um empresário da cidade. Ponto final.

Querer impor uma narrativa diferente e falar em “golpe” é acreditar que a população de Bayeux é formada exclusivamente por anencéfalos. É brincar com a inteligência de um povo que tem acesso à informação e assistiu, por diversos meios, a cena deprimente do jovem prefeito sendo preso em flagrante.

As pessoas que defendem Berg Lima representam o pior da nossa sociedade. É o tipo de gente que passa a mão na cabeça de um político ladrão para manter privilégios financeiros. Mas não me refiro ao político ladrão do senso comum – já que no Brasil todo político tem fama de ladrão -, mas um ladrão de fato, preso em flagrante, com vídeo; fruto de investigação policial coordenada pelo Ministério Público.

Em tempos de Lava Jato, com tantos escândalos, prisões, delações e dinheiro em caixas, acreditamos que chegamos no fundo do poço e que de agora em diante vamos “refazer” a política brasileira e mudar o presente. Entretanto, quando nos deparamos com os elementos que defendem a volta de Berg Lima à prefeitura, percebemos que o problema é mais complexo e que a nossa classe política é, em grande parte, reflexo da nossa sociedade.

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