REPUBLICANO DE ARAQUE: Ricardo Coutinho cria Guarda Pessoal para garantir segurança privada após deixar o governo

“Ser republicano é crer na igualdade civil de todos, sem distinção de qualquer natureza. É rejeitar hierarquias e privilégios… É saber que o Estado não é uma extensão da família, um clube de amigos, um grupo de companheiros… É repudiar práticas patrimonialistas, clientelistas, familistas, paternalistas, nepotistas, corporativistas”.

O texto acima é do historiador José Murilo de Carvalho e serve para mostrar aquilo que o governador Ricardo Coutinho nunca foi: um republicano. Ricardo é mais um político esperto que há quase 30 anos vive da política e dela se aproveita para viver uma vida de privilégios enquanto encena o personagem do antipolítico.

O governador da Paraíba ficou conhecido em rede nacional por gastar milhões de reais na compra de lagostas, sais de banhos, papel higiênico de luxo e outros mimos desnecessários. Tudo pago com o dinheiro público numa mansão (Granja Santana) incompatível com os novos tempos. E tudo sob uma retórica republicana falaciosa.

A criação da guarda pessoal para “proteger” Ricardo Coutinho da violência que ele mesmo alimentou em oito anos é um verdadeiro tapa na cara de uma sociedade que se revolta com os privilégios da classe política. De acordo com a lei criada pelo babão oficial do governador, deputado Hervázio Bezerra, a “segurança particular” de Ricardo será feita por um oficial da Polícia Militar e mais dos PMs durante quatro anos. Ou seja, além de diminuir o efetivo da PM de 9.793 para 8.993, RC vai desfalcar ainda mais:

Ricardo Coutinho não aceita ser um mortal qualquer, igual todos os paraibanos que trabalham diariamente e sustentam o Estado. Ele acredita que é superior. Uma espécie de Rei vivendo numa República.

É a República “Socialista” do Rei Ricardo Coutinho.

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