Ricardo critica imposto da gasolina, mas foi o governador que mais aumentou tributos na história da Paraíba

É impressionante, mas basta o governador Ricardo Coutinho abrir a boca que ele se contradiz em seu discurso. Criticou a terceirização trabalhista, mas terceirizou o hospital de Trauma e agora vai terceirizar a Educação. E nesta semana criticou Temer e a alta dos impostos da gasolina, mas é o governador que mais aumentou e inventou tributos, alguns chegando a 400% de majoração.

Se hoje você abastecer seu carro com R$ 100 de gasolina, saiba que R$ 30 vai para o governo “socialista” de Ricardo Coutinho. Um verdadeiro assalto. É o maior ICMS do Nordeste!

Até imposto que não existe em lugar nenhum no mundo ele inventou. É o imposto de 3 centavos cobrado a cada nota fiscal emitida. Um absurdo.

Confira a tabela dos aumentos:

 

Romero não reconhece que é menor que Cartaxo e começa a fazer o jogo de Ricardo

Dividir a oposição é o sonho de Ricardo Coutinho, pois ele sabe que não tem candidato viável para 2018. E para alcançar seu objetivo RC manda, semanalmente, plantar notas na imprensa e gerar boatos sobre conversas com Maranhão e Cartaxo. Mas ninguém quer papo com RC e a oposição segue unida.

Mas Ricardo não esperava contar com a “ajudinha” de Romero, que por inocência, ou vaidade, faz o jogo de Ricardo e ameaça a unidade de um bloco forte. Nem o próprio RC esperava que a faísca da desunião partisse do próprio PSDB. Ele apostava no PMDB para trincar o blocão da oposição.

Ricardo tem consciência que hoje seu projeto caminha para a derrota em primeiro turno, já que a campanha agora só tem 45 dias e João Azevedo tem baixa popularidade. Porém, caso chegue ao segundo turno, RC virá um gigante, seu candidato se torna competitivo e a eleição zera. E como o governador usa a máquina como poucos e joga pesado, o resultado será o mesmo de 2014.

Mas Romero finge não entender essa lógica.

Eufórico por ter chutado cachorro morto na eleição de 2016, Romero se vê hoje maior que Cartaxo, mas não é. Contou com as estratégias equivocadas dos adversários e a divisão da força do governo do estado para vencer no primeiro turno. Já Cartaxo, venceu a unidade do governo e o prestígio de RC em seu berço político.

Se Romero se considera tão bom de voto, será que ele topa uma pesquisa quantitativa para definição do candidato da oposição?

Além de entregar a prefeitura de Campina Grande para outro grupo político, Romero ainda poderá prejudicar a reeleição do senador Cássio Cunha Lima.

Ricardo agradece. Em dose dupla.

Com quase 80 mil eleitores, Bayeux conseguirá eleger um deputado estadual em 2018?

Todas as grandes cidades da Paraíba conseguem eleger no mínimo um deputado estadual. Patos, Guarabira, Sousa, Pombal e Cajazeiras são exemplos. Até Santa Rita elegeu um deputado, muito ruim por sinal, mas elegeu. Só Bayeux que não consegue emplacar um representante na Assembleia Legislativa.

Expedito Pereira e outros políticos assumiram a titularidade por poucos meses, mas não contam como deputados eleitos.

Sabemos que a proximidade com João Pessoa facilita a entrada de candidatos de fora, mas são quase 80 mil eleitores em jogo. E dependendo da coligação, é possível conquistar uma vaga no parlamento estadual como apenas 13 mil votos, a exemplo de João Bosco Carneiro, deputado da pequenina Alagoa Grande.

O grande problema de Bayeux não está apenas na proximidade com João Pessoa, mas na autoestima do povo de Bayeux; destruída ao longo de décadas por uma classe política que vive do assistencialismo, vereadores apaixonados pelo governo e prefeitos incompetentes, acomodados e sem criatividade.

O sentimento de pertencimento não existe mais e a população de Bayeux não se sente como parte de algo maior. É como se a cidade fosse mais um bairro de João Pessoa.

O desafio dos pré-candidatos de 2018 é despertar este sentimento de pertencimento e resgatar a autoestima de um povo que social e culturalmente não tem apego ao regional, mas não tem culpa. A culpa é da classe política que não desenvolveu a cidade e não despertou a valorização da comunidade.

Se um povo tem orgulho do lugar onde mora, ele luta para que fique melhor, conserva e valoriza, inclusive, a sua classe política. Vejamos o exemplo de Campina Grande e o fenômeno eleitoral do campinismo!

Bayeux tem tamanho e necessita de um deputado estadual.

Mas poucos candidatos saberão conquistar corações e mentes de um eleitorado descrente na política.

Arrogância e preguiça de Berg Lima deram espaço a humildade e disposição de Luiz Antônio

Ainda não sabemos se o governo de Luiz Antonio será melhor que o de Berg Lima e Expedito Pereira; tarefa não muito difícil. É impossível mensurar as ações e avaliar um governo em menos de um mês. No entanto, o caráter de um governante se identifica no primeiro dia de gestão.

A arrogância e a preguiça de Berg Lima deram espaço a disposição e humildade de Luiz Antonio. Em 30 segundos de conversa com o novo prefeito você percebe claramente a diferença que relato. E não é só uma opinião, é um fato generalizado, inclusive de quem faz oposição a Luiz Antônio.

Enquanto Berg Lima chegava na prefeitura às 10h e com cara de sono, às 8h Luiz já está despachando. Até aos domingos de manhã Luiz tem ido à prefeitura trabalhar. O trato com a equipe e o funcionalismo mudou e a marca de Luiz tem sido o respeito, não importando se você é secretário e ganha R$ 10 mil de salário ou um simples prestador de serviço recebendo um salário mínimo.

Tanto Luiz como Berg são de origem humilde, mas o último se revelou outra pessoa quando conquistou o poder. Os relatos dos casos arrogância de Berg Lima com seus amigos e auxiliares são inacreditáveis.

O poder revela a verdadeira personalidade das pessoas.

NA CONTA: Prefeitura de Bayeux volta a pagar salários dos aposentados e pensionistas dentro do mês

A Prefeitura de Bayeux,  através do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos do Município da Bayeux (IPAM) já liberou na tarde desta sexta-feira (28) os valores relativos ao pagamento dos servidores inativos, ou seja, aposentados e pensionistas, referente ao mês de julho.

De acordo com Diêgo Medeiros, superintendente do órgão, “mesmo com todas as dificuldades, é importante manter o pagamento dentro do mês, para aqueles que tanto fizeram por nossa cidade”.

Ainda hoje a secretaria de administração estará divulgando a tabela de pagamento das demais secretarias.

Manoel Junior descarta Romero e diz que Cartaxo é o favorito nas pesquisas

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior, confirmou que o PMDB seguirá na oposição e defendeu o nome de Cartaxo para disputar o governo, descartando o prefeito de Campina, Romero Rodrigues.

“Este é um momento de unidade. Eu tenho certeza e convicção. É esse o nosso objetivo e nosso direcionamento. Não tenha nenhuma dúvida, o PMDB não estará com o PSB nas eleições de 2018”, declarou.

Questionado se essa aliança também valeria para Campina Grande, que tem o prefeito Romero Rodrigues como possível pré-candidato ao governo, ele garantiu que união atingirá todo o estado, mas voltou a dizer que o nome mais bem avaliado para a disputa é o do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD).

“Nós temos uma constelação de nomes na oposição. O que eu posso dizer, nesse instante, pautado nas pesquisas de opinião, não só nas qualitativas, mas nas quantitativas, o melhor nome para a disputa é o nome do prefeito Luciano Cartaxo”, disse.

Temer é o pior presidente desde a redemocratização

A popularidade do presidente Michel Temer sofreu uma forte queda em julho e chegou ao patamar mais baixo da série histórica do Ibope, mostrou nesta quinta-feira pesquisa encomendada ao instituto pela CNI, em meio à crise econômica e à turbulência política após a delação da JBS envolvendo o peemedebista.

A avaliação negativa do governo disparou para 70 por cento em julho, ante 55 por cento em março, enquanto a desaprovação à maneira de governar subiu para 83 por cento contra 73 por cento no levantamento passado.

Apenas 5 por cento consideram o governo ótimo ou bom, queda ante os 10 por cento de março. Aqueles que consideram o governo regular somaram 21 por cento, contra 31 por cento.

“Ainda existe um peso muito forte da crise econômica na avaliação do governo”, disse o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

“Certamente as denúncias que surgiram com o caso JBS afetaram a popularidade do governo”, concluiu.

Temer é alvo de denúncia oferecida no final de junho pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva a partir de delação de executivos do grupo J&F, que controla a JBS.

“Uma intensificação da crise política junto com a crise econômica gera um quadro de uma popularidade muito baixa desse governo”, acrescentou Fonseca.

A avaliação do governo caiu em todas as áreas de atuação, mas o pior resultado se deu na política tributária, pesar de a sondagem ter sido realizada antes do recente aumento no PIS-Cofins sobre combustíveis –87 por cento desaprovam a política de impostos do governo.

“Eu acho que o governo deve apostar suas fichas na recuperação econômica”, disse Fonseca.

“Teve a redução de juros novamente ontem pelo Banco Central, a economia vai começar a responder a esses juros menores e à medida que a população perceber efetivametne que o emprego voltar a crescer, que a renda deixar de ser reduzida pela inflação, vai começar a mudar os índices de popularidade do governo”, acrescentou.

Desconfiança

A pesquisa apontou ainda que 87 por cento dos entrevistados não confiam no presidente, ante 79 por cento na sondagem anterior, ao mesmo tempo em que apenas 10 por cento disseram confiar em Temer, queda sobre os 17 por cento de março.

Os dados sobre as perspectivas para o governo também não são favoráveis a Temer. Para 65 por cento o restante do governo será ruim ou péssimo, enquanto apenas 9 por cento acreditam que será ótimo ou bom.

Os dados trazidos pela pesquisa apontam que Temer atingiu numericamente o patamar mais baixo de aprovação da série histórica do Ibope. A avaliação positiva do governo (ótimo/bom) de 5 por cento do atual governo fica tecnicamente empatada com os 7 por cento apurados em junho e julho de 1989, no governo do ex-presidente José Sarney.

Ao mesmo tempo, a avaliação negativa do governo Temer, de 70 por cento, é semelhante à verificada no final do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que bateu os 70 por cento de desaprovação em dezembro de 2015 e 69 por cento em março de 2016.

O levantamento CNI/Ibope mostra ainda um descolamento na comparação entre o governo Temer e o anterior. Para 52 por cento dos entrevistados o atual governo está sendo pior que o governo Dilma, contra 41 por cento em março. Agora, 35 por cento consideram este governo igual ao anterior, quando em março eram 38 por cento, e apenas 11 por cento o consideram melhor, ante 18 por cento na pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 125 municípios entre 13 e 16 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Cartaxo ironiza desafio de Ricardo: “Desafio é coisa de coronel”

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), reuniu sua equipe de auxiliares na manhã desta quinta-feira (27) e ironizou desafio lançado pelo governador Ricardo Coutinho em relação à proposta de contratar organizações sociais na área da educação. Para Cartaxo, a atitude do governador representa a velha política.

“Essa política de chamar adversário para duelo, guerra, disputa, é coisa do século retrasado. A boa política é a do resultado, que é o que estamos apresentando aqui. Vamos continuar trabalhando pela cidade. Desafio é coisa da velha política”, avaliou.

Alvo frequente de críticas da oposição e entidades, Coutinho afirmou que se a terceirização não desse certo deixaria o Governo do Estado.

Cartaxo ainda voltou a defender a unidade das oposições nas eleições de 2018 e destacou a necessidade de equilíbrio para evitar divisões.

“O caminho é a maturidade e equilíbrio para não deixar que haja uma divisão nesse campo da oposição. Há todas as condições de permanecer unida para no ano que vem a gente fazer uma avaliação da formação da chapa”, afirmou.

MaisPB

Eleições 2018: Henrique Maroja diz que João Azevedo é o melhor nome do PSB: “É um técnico e tem as mãos limpas”

Pré-candidato a deputado estadual, o empresário Henrique Maroja (sem partido), em contato com o Polítika, revelou simpatia pelo nome de João Azevedo para a sucessão do governador Ricardo Coutinho e disse que é o melhor quadro do PSB no momento.

“Conheço João Azevedo desde criança e posso afirmar que ele é um técnico, conhece a administração pública e tem as mãos limpas. É sem dúvida o nome mais capaz dentro do PSB para continuar o projeto de Ricardo”, disse Maroja.

Apesar dos elogios, a família Maroja ainda não decidiu qual grupo vai apoiar em 2018.

Mas se depender da simpatia de Henrique por João…

Em declínio político, Veneziano corre o risco de não se reeleger deputado federal

O deputado federal Veneziano Vital do Rego está vivendo um declínio político precoce. É certo que todo político tem seu prazo de validade e depois de alcançar o topo vem o declínio na vida pública. Natural. Mas Veneziano conseguiu se antecipar ao topo e hoje está fora do debate macro da política paraibana.

O Veneziano de hoje briga para se reeleger deputado federal, diferente do Veneziano de 4 anos atrás que chegou a comandar a oposição no estado e um dia sonhou ser governador da Paraíba.

Os erros foram diversos, e talvez o maior dele, o medo de passar 4 anos sem mandato, fazendo-o desistir de disputar o governo do Estado em 2014. Cássio entrou na jogada e a derrota de Veneziano era certa. Mas, dependendo da campanha, seria aquela derrota com gosto de vitória, onde o político sai maior do que entrou e se projeta para o futuro.

Meses depois Veneziano se aliou a Ricardo Coutinho e rasgou seu discurso de “verdadeira oposição”. Do dia para a noite RC passou de vilão a herói e a Paraíba não tinha mais problemas. Era uma mar de rosas. Gente como Veneziano age assim porque acredita que o povo não tem memória, mas tem.

Chegou 2016 e Veneziano tomou mais uma decisão errada e entrou na disputa contra a reeleição de Romero. Perdeu. E feio. Veneziano conseguiu a proeza de ter menos votos que na eleição de deputado federal, quando obteve 62.915 votos, 32% dos votos válidos. Para prefeito Veneziano conseguiu apenas 53.837 votos, 24% dos votos válidos

Não aprendeu com a derrota de Cássio, em 2014, e saiu menor do que entrou. E com um agravante; sequer foi para o segundo turno. Ainda engoliu a seco a ingratidão de RC e do PSB, que preferiu lançar um candidato fraco do que ser recíproco e apoiar um aliado fundamental na vitória de 2014.

Dentre outros fatores, o péssimo resultado eleitoral de Veneziano foi intensificado pela traição a Lula e Dilma. Não que o eleitor campinense morra de amores pelos petistas, muito pelo contrário, mas rejeitaram o gesto de ingratidão de Veneziano, que em todas as eleições que disputou teve Dilma e Lula em seu palanque. E na primeira vez que Lula precisou Veneziano disse NÃO e votou SIM pelo golpe.

As peripécias do irmão Vital do Rego, na Lava Jato, suspeito de receber propina, também prejudicou a imagem de Veneziano, que sempre teve o irmão como mentor político.

A última esperança de Veneziano em continuar entre os “cachorro grande” da política estadual seria o apoio de RC para disputar a sucessão ao governo. Mas como o governador não confia nem na própria sombra, Veneziano ficou só na vontade.

A Paraíba esperava mais do seu mandato, mas se decepcionou com uma atuação simplória, sem bandeiras importantes e projetos de pouca relevância social. Não é um péssimo deputado, mas deixou a desejar. Faltou-lhe entusiamo e criatividade pra fazer diferente.

Em 2018, a disputa pela Câmara Federal promete ser a mais acirrada de todas e grandes nomes vão sobrar na curva.

Veneziano vai ter trabalho para se reeleger.