Por que Luiz Antônio conseguiu fazer em 60 dias o que Berg Lima não fez em seis meses?

A cidade de Bayeux ainda vive as sequelas de décadas de abandono e gestões sem o mínimo de planejamento. No entanto, em pouco mais de dois meses já é possível enxergar o choque de gestão da administração do PSDB e do prefeito Luiz Antônio.

A própria postura mais humilde e menos exibicionista do prefeito Luiz Antonio o diferencia do narcisista Berg Lima; que mais se preocupava com o terninho novo do dia e as selfies em redes sociais do que com as centenas de problemas de Bayeux.

Luiz Antonio descentralizou a gestão e deu liberdade para seu secretariado trabalhar, mas adotou uma visão empresarial e estabeleceu uma reunião mensal de avaliação das ações de cada pasta.

O que tem gerado resultados.

A nova gestão praticamente resolveu o problema da falta de medicamentos, negligenciado por longos seis meses pelo ex-prefeito Berg Lima. O caos era tão grande que faltava até aparelho para medir pressão nos postos de saúde.

Após 4 anos fechada, a prefeitura de Bayeux reabriu a sala odontológica da UBS Mário Andreazza I. E entregou a UBS Mário Andreazza II e III toda reformada e atendendo no período noturno. Outra boa notícia para a saúde foi a reativação sala do Raio-x da Policlínica Geraldo Santana

Ao invés de presídio, Luiz Antonio apresentou projeto para a construção, no mesmo local, do primeiro Pólo Industrial de Bayeux, que vai atrair empresas e gerar emprego e renda para a cidade.

Outro grande problema que está sendo resolvido é o da iluminação pública, queixa constante da população nas redes sociais. O Programa Cidade Iluminada está instalando e trocando 6 mil lâmpadas em toda a cidade. E ainda terá a implantação de lampadas LED nas principais vias.

A primeira ciclovia da cidade também foi implantada na Avenida Marechal Rondon, no bairro do Alto da Boa Vista. E o Mário Andreazza vai ganhar um mercado público.

Agora vem a pergunta que não quer calar: por que Luiz Antônio conseguiu fazer em 60 dias o que Berg Lima não fez em seis meses?

A resposta é simples. Berg Lima nunca teve um projeto para Bayeux. Seu projeto era pessoal e visava apenas enriquecer com os recursos da prefeitura. Apesar de ser novo na política, Luiz Antonio possui mais maturidade e adotou um princípio que não falha nunca: colocar os interesses da população acima de tudo.

Sua postura mais sóbria e reservada, aliada às primeiras ações do governo, tem agradado a população de Bayeux. A equipe de secretários também tem ajudado, com destaque para o coordenador de comunicação Paulo Neto, que mesmo com poucos recursos (materiais e imateriais) conseguiu estabelecer um clima de confiança na imprensa e na população, e desviou o foco da comunicação para as ações, diferente do personalismo exacerbado do passado.

 

 

Maranhão e o PMDB valem o que vendem?

Tecnicamente na oposição ao governador Ricardo Coutinho e parte integrante do blocão (PSDB, PSD, PP, PRB e PSC), o senador José Maranhão tem se valorizado na pré-campanha, mesmo não liderando mais as pesquisas, como outrora. Esperto como poucos, Maranhão se aproveita do dualismo estabelecido pela nova ordem política: RC x Cartaxo.

Mas Maranhão e o PMDB valem o que vendem?

A questão é complexa e os elementos para a resposta remetem às eleições de 2012, passando por 2014 e 2016.

Em 2012, ainda no auge da carreira política, o senador José Maranhão liderava as pesquisas para a prefeitura de João Pessoa ao lado de Cícero Lucena. Com o início da campanha Maranhão começou a cair de ladeira abaixo e terminou a eleição em quarto lugar, atrás até de Estela Bezerra.

A candidatura de Vitalzinho, em 2014, então senador de muito prestígio no cenário nacional, não empolgou e o candidato do PMDB teve apenas 5,22%. Das duas uma, ou Vitalzinho era ruim de voto ou Maranhão não transfere seu prestígio.

O próprio resultado de Maranhão para o Senado nos ajuda a responder a questão inicial. O peemedebista teve 37,12% dos votos. Apenas 7% a mais que Lucélio Cartaxo (29,93%); um neófito desconhecido do eleitorado paraibano, onde o único cargo público em seu currículo era o de superintendente da CBTU.

Chegou 2016 e o PMDB se viu varrido das 10 maiores cidades da Paraíba. O partido perdeu as prefeituras de Patos, Sousa e Mamanguape. E ainda passou vexame com a candidatura de Veneziano, em Campina Grande, onde o ex-prefeito sequer levou a eleição para o segundo turno.

Único trunfo do partido foi a eleição de Manoel Júnior, em João Pessoa. Uma articulação que contou com a benevolência do PSDB, pois o candidato natural a vice era o ex-deputado federal Ruy Carneiro, vice-líder em todas as pesquisas de 2016.

A resposta é não. Maranhão e o PMDB não valem o que vendem. As circunstâncias eleitorais e a promiscuidade política de Ricardo Coutinho tem elevado o valor do PMDB na bolsa eleitoral. Mas não valem tanto.

E ainda podem perder o “eventual poder” com a saída do prefeito Luciano Cartaxo e a ascensão de Manoel Junior. Basta Cartaxo continuar na prefeitura e apoiar outro nome da Oposição. Como dizem no interior, o PMDB e Maranhão ficariam “sem mel nem cabaça”.

Mais vale um passarinho na gaiola do que dois voando…