Pesquisa revela que eleitor de Bolsonaro é o que mais divulga ‘fake news’ nos grupos de WhatsApp

Difusão de mentiras camufladas como notícias, vídeos que tentam desmentir publicações negativas da imprensa, desconfiança das pesquisas e falsos apoios de celebridades à candidatura Jair Bolsonaro. Assim funcionam no aplicativo de mensagens WhatsAapp uma amostra de grupos públicos de eleitores do presidenciável do PSL. Nas últimas três semanas, a reportagem do EL PAÍS se inscreveu em três desses grupos – juntos, eles publicam mais de 1.000 mensagens ao dia. Em dois deles a presença de fake news é mais evidente e forte do que em outro, mas em todos o discurso é o de que é preciso usar a plataforma, de uso massivo em todas as faixas de renda no país e de difícil monitoramento, para combater a “grande mídia tendenciosa” e ajudar na disseminação das mensagens.

No acompanhamento da reportagem ou no monitoramento dos pesquisadores da universidade, aparecem resultados semelhantes que incluem a difusão de informações falsas. Para entrar nos ambientes, basta receber um convite de algum dos participantes ou buscar o caminho pela Internet. Foi o que o EL PAÍS fez para entrar em dois grupos nos quais todos os participantes podem trocar informações. No “Brasil é Bolsonaro 17” e “Mulheres de Bem” se pode identificar uma circulação intensa de boataria criada por apoiadores voluntários –não se constatou, a princípio, a presença de militantes pagos.

Em outro grupo, chamado “Vídeos do Bolsonaro”, onde são distribuídas imagens para viralizar, são só dois administradores e ambos vivem no exterior (Estados Unidos e Portugal) – raramente aí há informações falsas. A maioria das mensagens de “Vídeos do Bolsonaro” trata de promover a candidatura do militar reformado do Exército ou exibir discursos de quem está ao seu lado, como os feitos pelo seu vice, o general Hamilton Mourão. “Além da guerra entre os partidos esta eleição será marcada pela guerra virtual. Uma guerra entre a grande mídia tendenciosa e a mídia nas redes sociais onde tem de tudo, mas com certeza é mais democrática e está se mostrando mais poderosa”, diz Carlos Nacli, que mora em Portugal e afirma ter criado 50 grupos para fazer campanha.

As estratégias

De maneira geral, todos os grupos acompanhados servem para produzir respostas às notícias publicadas pela imprensa. Por exemplo, depois que, com base em documentos do Ministério das Relações Exteriores, a Folha de S. Paulonoticiou que uma das ex-mulheres de Bolsonaro relatou ter sido ameaçada por ele em 2011, todos os grupos divulgaram um vídeo em que a Ana Cristina Valle “desmente” a informação. Ela é candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro e, com autorização de seu ex-marido, passou a usar o mesmo sobrenome dele.

Imagem divulgada para combater reportagem da revista Veja.
Imagem divulgada para combater reportagem da revista Veja. REPRODUÇÃO/WHATSAPP

Em resposta à reportagem da revista Veja mostrando que, no processo de separação litigiosa, Ana Cristina teria acusado Bolsonaro de furtar o cofre de um banco, ter “comportamento explosivo” e “desmedida agressividade”, os apoiadores dele disseram, mais uma vez, que tudo era boato. Logo na madrugada desta sexta-feira passaram a disseminar informações de que o candidato jamais foi investigado por esse crime e que o gerente do banco seria o responsável pelo furto do cofre. Diz trecho da mensagem: “O processo que a Veja está alardeando estava arquivado e Bolsonaro era o autor, não o réu. Foi desarquivado a pedido da Editora Abril S/A, numa clara tentativa de golpe contra a candidatura de Bolsonaro”.

Em outra frente, os grupos distribuem fake news. Um dos boatos é o de que as urnas eletrônicas no Brasil já foram fraudadas – apesar de que nenhuma irregularidade tenha sido comprovada em 22 anos de uso do sistema, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Há ainda a falsa informação de que Manuela D’ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa do petista Fernando Haddad (PT), teria recebido diversas ligações de Adélio Bispo de Oliveira, o criminoso que esfaqueou Bolsonaro, no mesmo dia do atentado, em 6 de setembro. Há ainda questionamentos em que se tenta imputar a culpa do ataque à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ou em adversários do político. Num deles, há uma montagem de fotos de 12 políticos seguidos da pergunta: “Quem mandou matar Bolsonaro?”. Até o momento, as investigações da Polícia Federal apontam que o agressor agiu sozinho, era um lobo solitário.

Outro boato que circulou nos grupos foi o de que uma entrevista com Adélio Bispo de Oliveira seria publicada em breve e nela o agressor diria que o atentado foi planejado pelo próprio Bolsonaro e sua equipe: ou seja, uma fake news para alertar sobre uma possível fake news futura. Algumas das mensagens diziam que a publicação ocorreria nesta quarta-feira (dia 26). Outras, no dia 5 de outubro, a dois dias do primeiro turno das eleições. Eis uma delas: “Adelio foi autorizado a dar entrevista dia 5 sexta-feira depois que acabar o horário eleitoral. Fontes confiáveis e dignas viram os textos. Ele vai dizer q foi o próprio partido de Bolsonaro que armou tudo. Vai contar todos os detalhes. Não acreditem, meus irmãos, será a última cartada nojenta, nazista dessa gentalha vermes vermelhos”.

Essas antecipações de “notícias” também criam diversas teorias da conspiração. A jornalista Joice Hasselmann, que é candidata a deputada federal pelo PSL de São Paulo, divulgou um vídeo no qual diz que uma fonte confiável lhe disse que um órgão de imprensa teria recebido 600 milhões de reais para, nesta reta final de campanha, detonar a candidatura de Bolsonaro. Mesmo que ela não tenha apresentado nenhuma prova, a notícia se propaga como fogo em mato seco.

Além da mobilização dos voluntários, a própria campanha de Bolsonaro distribuiu ela mesma informações falsas, como a de que códigos das urnas eletrônicas foram passados à Venezuela ou mentiras a respeito da mobilização de mulheres. O candidato, porém, também tem sido alvo de manipulações. Há um áudio falso em que ele xingaria enfermeiras no hospital, por exemplo. Até mesmo uma reportagem do EL PAÍS sobre um caso de pedofilia no Rio teve o título falseado no Facebook para ligar o acusado a Bolsonaro.

Pesquisas e falsos apoios

Outro foco de constante desconfiança nos grupos pró-Bolsonaro é sobre pesquisas eleitorais. Os militantes creem que Bolsonaro será eleito no primeiro turno. Quando leem algo de que ele estancou nas pesquisas Ibope ou Datafolha abaixo dos 30% e que Fernando Haddad vem se aproximando dele, rapidamente dizem que os dados foram fraudados. Criticam a rede Globo, que costuma contratar alguns desses institutos, ou os jornais que a divulgaram, principalmente Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Alguns desses membros passaram a pedir que as pessoas colaborassem com uma vaquinha virtual (um crowdfunding) para bancar uma pesquisa sobre intenções de votos para presidente, sobre o regime de Governo e sobre o voto distrital. A iniciativa foi proposta pelo Movimento Parlamentarista Brasileiro, uma entidade suprapartidária sediada no Rio Grande do Sul que quer mensurar o apoio ao regime parlamentar. “Não temos vinculações com os partidos ou candidatos, mas queremos aproveitar esse momento para sabermos o apoio que nossas ideias têm na sociedade”, explicou o advogado Vinicius Boeira, presidente dessa organização.

Nesses grupos ainda há falsas declarações de apoios à candidatura do militar de extrema direita. Por exemplo, difundiram imagens de que o apresentador e empresário Silvio Santos, o treinador e ex-goleiro Rogério Ceni e a cantora Sandy estariam fazendo campanha para Bolsonaro. Algo que foi desmentido por todos eles. A mensagem falsa de Silvio dizia o seguinte: “Desde quando fundei meu próprio canal [o SBT], sempre tive como princípio a união da família brasileira. Hoje, vejo somente uma pessoa disposta a praticar o mesmo princípio na política: o sr. Jair Bolsonaro. Por isso, ele tem não só o meu apoio, mas o meu voto e os votos de todos de minha família!”. Em nota, o apresentador afirmou que não declarou apoio a ninguém e que não revela em quem votará.

Houve também uma tentativa de complementar, com mentiras, informações publicadas na imprensa. Na semana passada, o jornalista Ricardo Noblat, da revista Veja, publicou em seu blog que um dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal pretendia se aposentar caso Bolsonaro fosse eleito. O nome desse ministro não foi revelado. A informação era de que esse ministro queria que o atual presidente, Michel Temer (MDB), indicasse seu sucessor. Não daria essa oportunidade a Bolsonaro, já que o magistrado seria obrigado a se aposentar nos próximos quatro anos, pois está próximo de completar 75 anos, data limite para o afastamento compulsório. Nesse período, apenas dois ministros chegarão a essa idade, Celso de Mello, que completa 75 anos em novembro de 2020, e Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Ainda assim, a rede de fake news pró-Bolsonaro atribuiu a informação a Gilmar Mendes, o polêmico ministro, de 63 anos de idade, que desperta a ira de diversas correntes políticas porque costuma conceder habeas corpus a dezenas de condenados. “Se o Gilmar Mendes se aposentar, ele será o maior cabo eleitoral do Bolsonaro”, advertiu um dos membros dos grupos pró-Bolsonaro.

Uma outra estratégia é de tentar mobilizar os bolsonarianos, como alguns deles se chamam, para criticar os opositores do candidato. Nesses grupos é comum se deparar com mensagens de pessoas pedindo para entrarem nos perfis de artistas que se declararam a favor da campanha #EleNão, contra Bolsonaro, e “descurtirem” as publicações. Dizia uma das mensagens, seguida dos links das páginas dos artistas: “Vamos dar dislike: negativar — Meta pra hoje MILHÕES DE DESLIKES vamos mostrar para ele que nossa bandeira não é vermelha”. A campanh, liderada por mulheres opositoras de Bolsonaro, promete uma mobilização nas ruas no próximo dia 29.

Como esses grupos são públicos é comum eles serem invadidos por militantes de partidos adversários de Bolsonaro. Na madrugada do último sábado, por exemplo, ao menos três simpatizantes do PT entraram no grupo “Mulheres de Bem” e passaram a xingar as participantes. Enviaram imagens pornográficas, além de dezenas de fotos dos candidatos petistas. Foram mais de 500 mensagens em menos de quatro horas. Na manhã seguinte, acabaram sendo expulsos do grupo. Como os membros ficaram em alerta, qualquer um que postasse uma informação que não fosse de apoio a Bolsonaro virava potencial alvo. Por exemplo, uma apoiadora perguntou se era verdadeira uma reportagem crítica sobre o economista Paulo Guedes, o possível ministro da Fazenda do militar. Em dois minutos outros participantes decretaram: “Ela tem de ser expulsa daqui!”. Ao que a mulher disse: “Calma, gente. Eu sou Bolsonaro. Só quero saber se é verdade para saber como responder”. A desconfiança que o candidato tem com relação a quase tudo parece contagiar seus seguidores.

El País

ÁUDIO: Irmã de Ricardo Coutinho escancara uso da máquina pública na campanha de João Azevedo

Para a surpresa de ninguém, vazou um áudio da irmã de Ricardo Coutinho escancarando o uso da máquina pública na campanha de João Azevedo. Todo sabem, inclusive o TRE, que RC fez do Estado um aparelho do PSB e usa os cargos para se manter no poder.

Em 2014, Ricardo quase quebra o governo para não perder para Cássio Cunha Lima no 1º turno. E está usando a máquina novamente para fazer um sucessor.

No áudio, Sandra Coutinho ameaça e constrange pessoas que, supostamente, receberam cargos no Governo e não estariam se dedicando nos eventos de João Azevêdo. Em diversos momentos, ela pressiona os membros do grupo e chega a confessar que guarda, em sua residência, informações sobre as pessoas que foram beneficiadas com cargos no Governo do irmão.

Mais um crime eleitoral que vai passar batido…

A MÁSCARA CAIU: Bolsonaro é um Aécio Neves piorado

Bolsonaro sempre foi uma fraude. Um analfabeto político que arregimentou fanáticos com frases de efeito, promessa de armamento, homofobia e muito ódio. Mas era o discurso da honestidade que fazia eleitores menos conservadores tapar o nariz e aceitar votar no candidato que ia “mudar tudo isso aí”, mesmo sem mostrar como.

O eleitor indignado acreditava na honestidade de Bolsonaro e relevava suas loucuras na esperança de “um bem maior”. Mas agora a máscara caiu e Bolsonaro é jogado na vala comum da corrupção pela sua ex-mulher, que o acusa de roubar um cofre, ocultar bens e receber pagamento não declarados.

E não é boato, muito menos fakenews. A reportagem da revista Veja cita uma ação aberta em 2008 na 1.ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, logo depois que o casal se separou, na qual constam as acusações de Ana Cristina ao ex-marido.

Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil no centro do Rio, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo, incluindo joias avaliadas em R$ 600 mil, US$ 30 mil em espécie e mais R$ 200 mil também em dinheiro vivo.

É uma apunhalada e tanto, pior que o atentado do maluco que hospitalizou o “capitão”. Bolsonaro teve sua imagem de político honesto ferida de morte, e pela própria ex-mulher.

Assim como Aécio Neves, Bolsonaro também é uma fraude. Mas uma fraude piorada, que sequer entende o básico de economia. A diferença é que Bolsonaro é mais perigoso e já declarou que não vai aceitar a iminente derrota nas urnas. A mesma prática do sabotador Aécio Neves, que orquestrou uma instabilidade política para derrubar Dilma. Os efeitos colaterais dessa instabilidade é sentido até hoje na nossa economia em crise.

Mas como Bolsonaro é mais perigoso, certamente ele planeja um golpe militar.

É um Aécio Neves piorado. O Aécio Neves da extrema-direita.

Candidatura de Zé Maranhão: Semiótica e armadilha para a oposição – Por Rômulo Oliveira

Semiótica é uma esfera do conhecimento que existe há um longo tempo, e revela as formas de como o indivíduo dá significado a tudo que o cerca. É, portanto, a ciência que estuda os signos, símbolos e todas as linguagens e acontecimentos culturais como se fossem fenômenos produtores de significado.

No melhor ensinamento do filósofo americano Charles S. Peirce, semiótica é uma disciplina que compõe uma arquitetura filosófica concebida como ciência de caráter abstrato. Entre seus ramos se destaca a lógica crítica, que estuda os tipos de ilações e argumentos como a indução.

Ao que parece, Ruy Dantas fez bem o dever de casa na matéria semiótica. É o que tem se percebido com o seu esforço em tentar induzir a oposição sobre a viabilidade da candidatura de José Maranhão ao governo em 2018, apresentando-a como uma novidade.

Ruy é um empresário bem sucedido e um publicitário talentoso, mas não é mágico. Ele até conseguiu criar um Maranhão virtual, desvinculado do impopular e radioativo presidente Michel Temer e do seu candidato Henrique Meirelles, mas não consegue o mais difícil: vendê-lo como novidade no mundo real.

Não é fácil transformar em novidade um senhor de 84 anos, que por 3 vezes foi governador, tendo amargado em sua passagem pelo governo, índices bem aquém do esperado em áreas essenciais como educação, saúde e segurança. E que não satisfeito com os seus quase 60 anos na política, defende que pode voltar fazer o que não fez em 10 anos de mandato.

É brincar com a inteligência das pessoas.

Mesmo utilizando uma abordagem semiótica inteligente, o publicitário tem dificuldade em demonstrar, na prática, o candidato vigoroso que José Maranhão diz ser nas entrevistas e debates que participa. Isto é, quando consegue chegar a tempo nestes espaços. Nos últimos dias, o candidato chegou atrasado em 3 debates dos quais saiu antes do término em 2, demonstrando aparente cansaço. Num desses foi vaiado pela atitude.

Em que pese sua determinação, a falta vigor físico é compreensível para um homem nesta idade, uma rápida olhada nas agendas do candidato atesta que ela foi estrategicamente reduzida quanto as atividades de rua.

O resumo das agendas diárias de campanha do ex-governador compreende reuniões com a equipe de campanha e adesões imaginárias. Sim, imaginárias, porque são movimentos para fazer com que as pessoas, sobretudo pessoas da oposição, sejam induzidas a acreditar que a campanha está crescendo. Mas adesões que vem num dia e n’outro se vão, não existem. São, portanto, obras da imaginação, basta que nos lembremos da adesão de Arnaldo Monteiro de Esperança.

Procura-se a militância de Zé!

Não tem. Pelo menos aqui em João Pessoa, suas caminhadas são raras. Confesso que ainda não vi arrastões e/ou grandes atividades, também não custa lembrar a dificuldade que foi para o MDB colocar gente no Clube Branco no dia da sua convenção.

Diferente das outras duas candidaturas, mais competitivas, que dispõem de agendas robustas e volumosas em contingente, não se observa volume na campanha de Zé, e até aonde se sabe não se ganha eleição sem volume de campanha.

Dito isto, passo a escrever sobre o histórico recente de resultados eleitorais de José Maranhão em João Pessoa. Algo que não é digno de grandes comemorações.

Vamos aos números.

Nas eleições para prefeito em 2012, o ex-governador amargou a 4ª colocação, atrás da então desconhecida candidata do PSB, Estelizabel Bezerra. Na peleja de 2014 – quando venceu para o senado –, enquanto Lucélio Cartaxo obteve 161,595 mil votos e chegou a 50,27% dos votos válidos, Maranhão alcançou 81,625 mil votos, o correspondente a 25,39% dos válidos.

Os dados apresentados bastam em si para desmontar o que determinadas pesquisas de intenção de voto demonstram ao colocarem o senador do MDB em patamares acima de 30% na capital. Além disso, o desempenho de Zé em retas finais de campanha para o governo tem sido tão sofrível que nem mesmo a melhor semiótica se fez capaz para atenuá-lo.

O que se observa ao longo dessa campanha, é que a candidatura de José Maranhão tem servido a dois infelizes propósitos: dividir a oposição e dar sobrevida a candidatura governista.

Na verdade, se quiser vencer as eleições, o campo das oposições precisa parar de vacilar e concentrar suas energias em Lucélio e Micheline. A História tem nos mostrado que a união de João Pessoa e Campina Grande consegue, não apenas pautar, mas integrar a Paraíba. Isso já aconteceu no passado, acontecerá novamente.

Para isso, é preciso que as lideranças da oposição façam a análise mais inteligente. Tomando por base para tal leitura, que a obra semiótica de Ruy Dantas merece elogio, mas é, na verdade, uma grande cilada.

A oposição não precisa de um candidato com capacidade de ir ao 2º turno, precisa de um que ganhe a eleição.

O desafio é complexo, mas o que já foi demonstrado é que para derrotar o projeto do governador Ricardo Coutinho não basta recall e fala mansa, é preciso ter o que mostrar e capacidade de comparar. Receita que os Cartaxos dominam muito bem. Afinal, foram os únicos que experimentaram esse sabor… por duas vezes.

#BolsonaroNaCadeia no topo do mundo

A hashtag #BolsonaroNaCadeia está entre os “trend topics” do Twitter na manhã desta sexta (28). Chegou a ser o assunto mais comentado no mundo. A façanha (ao contrário) do capitão teve um empurrãozinho da panfletária Veja. A revista tenta estender uma tábua de salvação ao seu preferido, porém combalido, Geraldo Alckmin (PSDB).

A reportagem da Veja fala sobre o processo da ex-mulher de Bolsonaro. A baixaria inclui roubo de cofre, ocultação de patrimônio, ameaças, etc.

timming foi perfeito. Estão marcadas para este sábado (29) manifestações do #EleNão por todo o mundo. O movimento de Mulheres Unidas Contra Bolsonaro contagia milhões e já extrapolou o feminismo, faz tempo.

Que ninguém duvide, a Veja só quer pagar tributo e ajudar os seus tucanos de estimação. Mas, já que a onda está aí…

Ex-mulher acusou Bolsonaro de furtar cofre com R$ 1,6 milhão e ocultar bens

A advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, acusou o presidenciável de furtar um cofre de um banco, de ocultar patrimônio e de receber pagamentos não declarados, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira, 28, no site da revista Veja.

A reportagem cita uma ação aberta em 2008 na 1.ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, logo depois que o casal se separou, na qual constam as acusações de Ana Cristina ao ex-marido.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro

Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil no centro do Rio, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo, incluindo joias avaliadas em R$ 600 mil, US$ 30 mil em espécie e mais R$ 200 mil também em dinheiro vivo.

No processo, que tem mais de 500 páginas, a advogada afirma também que Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006, quando foi candidato a deputado federal. Na ocasião, ele declarou bens que somavam, na época, R$ 433,9 mil. Ana Cristina, no entanto, apresentou outra relação de bens e a declaração do Imposto de Renda do ex-marido que citavam a propriedade de mais três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens, em valores de hoje, somariam R$ 7,8 milhões.

Conforme a reportagem, na ação pós-divórcio a ex-mulher do candidato diz que resolveu se separar por causa do “comportamento explosivo” e da “desmedida agressividade” de Bolsonaro.

Ana Cristina relatou ainda no processo, segundo Veja, que o ex-marido recebia “outros proventos” que faziam sua renda mensal alcançar cerca de R$ 100 mil (valores da época), embora recebesse, como deputado, salário de R$ 26,7 mil e, como militar da reserva, mais R$ 8,6 mil. A advogada não detalha a origem de tais “proventos”.

O casamento de Bolsonaro e Ana Cristina durou dez anos. A separação foi oficializada em 2008. Na época da ação na 1.ª Vara Familiar, os dois disputavam a guarda do filho, hoje com 20 anos.

À revista, ela negou as acusações do passado. “Quando você está magoado, fala coisas que não deveria”, afirmou. Candidata nas eleições 2018 a deputado federal pelo Podemos do Rio, Ana Cristina usa o sobrenome do presidenciável no material de campanha.

Internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de ser esfaqueado durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro não quis se manifestar, de acordo com a revista.

Ex-mulher de Bolsonaro relatou ao Itamaraty ter sido ameaçada de morte por ele

Nesta semana, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que Ana Cristina afirmou a um funcionário da embaixada do Brasil na Noruega ter sido ameaçada de morte por ele. O episódio ocorreu em 2011, segundo confirmou ao Estado o então embaixador em Oslo, Carlos Henrique Cardim. O relato foi registrado em um telegrama interno do Itamaraty.

Questionada, a advogada também negou a versão contida no documento do Itamaraty. “Numa separação sempre há tensões, mas jamais falei aquilo, nem meu (atual) marido falou. Não faço ideia de como surgiu essa história”, disse ela em sua casa, em Resende, no sul fluminense, ao Estado.

Terra.

Mais conhecido como “jumento de carga”, vice de Bolsonaro quer acabar com 13° salário e férias

Ciro Gomes foi taxado de deselegante ao chamar o vice de Bolsonaro, General Mourão, de jumento de carga. Mas o tempo mostrou que Ciro tinha razão ao pegar pesado com o general.

Durante palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana (RS), na última terça-feira, 25, Mourão criticou a existência de 13º salário e o pagamento do adicional de férias no Brasil. O general da reserva do Exército Brasileiro defendeu a realização de uma reforma trabalhista que corrigisse esses pontos. Para ele, os direitos trabalhistas são “jabuticabas” — isto é, ocorrem só no Brasil e em mais nenhum outro país do mundo.

“Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada doze, como é que nós pagamos treze? É complicado, e é o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, disse o militar reformado.

Outro ponto criticado por Mourão foi o pagamento de imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017. “Sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador essa questão do sindicato, do imposto sindical, em cima da atividade produtiva, é o mais custo que existe”, disse Mourão.

Na palestra na cidade gaúcha, Hamilton Mourão defendeu um ajuste fiscal com “disciplina fiscal”. “Terá que ser produzido um ajuste fiscal, se não for produzido um ajuste fiscal o governo vai fechar. Isso vai importar em sacrifício de toda ordem, quem está dizendo que vai ser anos maravilhosos logo no começo está mentindo escandalosamente para a população”, afirmou ele, que propôs “enxugamento do Estado”, “liberalização financeira”, “desregulamentação”, abertura comercial e revisão progressiva de desonerações.

O general Mourão provocou polêmica recentemente, também durante palestra, quando disse acreditar que casas comandadas por mãe e avó, mas sem pai e avô são fábricas de desajustados.

Em João Pessoa, juristas lançam manifesto pelo estado democrático de direito e em apoio a Ciro Gomes

Dezenas de advogados se reuniram na manhã desta quinta, 27, para lançar um manifesto em apoio a Ciro Gomes e na defesa do estado democrático de direito. O ato aconteceu em frente ao antigo prédio da faculdade de Direito, no Centro de João Pessoa.

O movimento é apartidário e aposta numa terceira via para evitar a nociva polarização entre os extremos no segundo turno. O manifesto elaborado pelos juristas defende a democracia e a Constituição, combate o ódio na política e toda forma de preconceito contra negros, mulheres e LGBT’s.

Confira o manifesto:

O ano era 1936. Luiz Carlos Prestes havia sido preso em decorrência da Intentona Comunista, movimento deflagrado no ano anterior. Para patrocinar a sua defesa, perante o Tribunal de Segurança Nacional, foi nomeado Heráclito Fontoura Sobral Pinto.
Mineiro de Barbacena, Minas Gerais, oriundo de uma família humilde, era católico devoto, conservador e anticomunista. Porém, antes de tudo e qualquer coisa, era advogado. Aceitou a missão lhe atribuída; defendeu, arduamente, um opositor de ideias. Que falta faz uma referência como Sobral, nos dias atuais.

Iniciamos, por ele, este manifesto, porque falar de Heráclito é falar de democracia. Melhor: falar de Heráclito é falar de luta, de coragem. É falar de alguém que não apenas passou por duas ditaduras, mas viveu e combateu os períodos de arbitrariedade capitaneados por Vargas e pelos militares.

Candelária, 14 de abril de 1984, um aglomerado de aproximadamente um milhão de pessoas calou; apenas murmurinhos eram ouvidos. Às 16h30, mais ou menos, Sobral Pinto foi anunciado. Diante daquela multidão, trajando um terno preto, exigiu: “silêncio, quero falar à nação.”

A partir daquele momento, um dos mais marcantes discursos em prol da democracia foi proferido. Engana-se quem acha que pode ter sido prolixo ou complexo. Apenas uma frase foi dita. Todos ali eram capazes de entender a força e o significado do que fora anunciado: “todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”. Fim. Esta foi a mensagem que Heráclito desejava transmitir.

Diante de todas as lutas, ante todas as mortes, em reverência a todas as conquistas, não podemos abrir mão; não devemos desistir da democracia. Vivemos, atualmente, uma quadra histórica que exige reflexão e cuidado. Nós – povo –, livres para escolher o nosso destino, podemos optar por não mais gozar da liberdade conquistada, dos direitos adquiridos.

O ódio, hoje, impera e define condutas. Rompe famílias, dissolve amizades. Vivemos uma dualidade inexplicável. Extremos que se detestam. Em nome do ódio, o que estaremos dispostos a fazer?

Repita-se: façamos o que for, não abramos mão da democracia. Não podemos tolerar discursos que legitimam a segregação, a desarmonia e a violência.
Não é com mais armas que resolveremos os problemas que nos afligem. Não é pela licença para matar, mas pela licença para, com livro e caneta na mão, aprender e se emancipar, tornar-se independente, conquistar o mundo.

O ódio culminou com a flagelação da figura humana que, verdadeiramente, representa a corporificação do amor: a mãe. Aliás, feriu de morte o símbolo de um amor que luta, que não desiste, que abre mão de si próprio e, de corpo inteiro, doa-se ao outro: a mãe solteira. Ela que, segundo, alguns, é a culpada por um sem número de desajustados.

Os ditos desajustados seriam os negros, os pobres, os homossexuais, dentre tantas outras minorias que, diuturnamente, lutam, apenas, pelo direito de serem o que são e de sentirem-se iguais a quaisquer outros.

No dia 07 de outubro, devermos definir o que será do nosso país. Se chancelaremos a cultura do ódio e dos preconceitos ou se optaremos por um recomeço, unidos, em prol de todos nós.

O Brasil precisa de um projeto. Um projeto que nos faça, novamente, uma nação respeitada, ouvida. Um projeto que pense um Brasil para todos os brasileiros, baseado no conhecimento amiúde das nossas heterogeneidades, idiossincrasias, daquilo que nos faz, enquanto povo e nação, únicos.

Nós, juristas residentes em João Pessoa, acreditamos que, nestas eleições presidenciais, apenas Ciro Gomes detém as qualidades necessárias para unir o Brasil e implementar um sólido projeto nacional de desenvolvimento.

Não nos esqueçamos de Churchill, jamais: “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”. Para e pela democracia, Ciro Gomes presidente!

Faculdade de Direito,
Praça dos Três Poderes,
João Pessoa – PB, 27 de setembro de 2018.

IBOPE/CNI: Bolsonaro é o mais rejeitado, mas Ciro é o único a vencê-lo no 2º turno

A pesquisa do instituto Ibope, encomendada a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que Ciro Gomes (PDT) é o único que, neste momento, superaria acima da margem de erro o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, líder do cenário para o primeiro turno. Se o ex-ministro enfrentasse o capitão da reserva, teria 44% contra 35% do adversário.

Nas demais simulações, há empate técnico. Dois candidatos, Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), tem vantagem numérica sobre Bolsonaro – Haddad por 42% a 38%; Alckmin por 40% a 36% –, enquanto Marina Silva (Rede) estaria numericamente atrás do presidenciável do PSL (38% contra 40%).

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em 126 municípios entre os dias 22 e 24 de setembro e foi registrado sob a identificação BR-04669/2018.

Rejeição

A pesquisa também mediu a rejeição aos principais candidatos à Presidência. Ao todo, 44% dos eleitores disseram que não votariam em Bolsonaro para presidente, índice que é de 27% nos casos de Haddad e Marina. Alckmin é rejeitado por 19%, Ciro por 16%, Cabo Daciolo (Patriota) e Henrique Meirelles (MDB) por 11%, e José Maria Eymael (DC) por 10%. Os demais têm rejeições 7% e 9%. Ao todo, 2% dizem que podem votar em todos e 7% não responderam.

 

“Brasil está obrigado a escolher entre o ‘coisa ruim’ e o PT?”, questiona Ciro Gomes

O candidato do PDT à PresidênciaCiro Gomes, acredita que as eleições no Brasil estão abertas e indefinidas apesar das pesquisas de opinião apontarem avanço do presidenciável do PT, Fernando Haddad, e uma consolidação no primeiro lugar de Jair Bolsonaro (PSL), que foi chamado pelo pedetista de “coisa ruim”.

Ciro argumentou que os institutos de pesquisa não podem escolher candidatos para os eleitores e lembrou que nos próximos dias haverá debates em três grandes emissoras de TV que podem mexer com as intenções de voto. Além disso, destacou que há ainda um grande número de indecisos, especialmente as mulheres.

“Acredito muito que o povo brasileiro vai usar esses últimos dias para pensar e que as pesquisas são apenas um momento”, disse a jornalistas, ao criticar os dois principais oponentes.

“Será que o Brasil aguenta projetar a crise de 2014 que não se evadiu até hoje? Será que está obrigado a escolher entre o coisa ruim e a volta do PT?”, acrescentou.

Ciro lembrou os dias que antecederam a eleição de 2014 para colocar em cheque o desempenho nas pesquisas e voltou a levantar suspeitas sobre a idoneidade das sondagens do Ibope, que na segunda-feira mostrou uma vantagem de 11 pontos de Haddad sobre ele.

“Em 23 de setembro de 2014 o Ibope dizia que Dilma tinha 37, Marina 32 e Aécio 19 e o resultado foi completamente diferente. A população agora não decidiu ainda e temos três debates fundamentais nas três maiores emissoras de TV, tem manifestações marcantes de mulheres. Apostem: a campanha está em aberto”, disse.

“Neste país se compra e se vende até deputado e será que instituto de pesquisa está imune a esse poder avassalador do dinheiro e da corrupção no Brasil?”, questionou, ao devolver pergunta dirigida a ele sobre suspeitas levantadas em relação às pesquisas por seguidores do pedetista na internet.

Pesquisa Ibope divulgada na noite de segunda-feira mostrou Bolsonaro, com 28 por cento das intenções de voto, seguido por Haddad, com 22 por cento, Ciro, com 11 por cento, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 8 por cento.

O levantamento de 23 de setembro de 2014 mostrava a então presidente Dilma Rousseff com 38 por cento, seguida por Marina Silva, com 29 por cento, e Aécio Neves (PSDB), com 19 por cento. Nos últimos dias, o tucano ultrapassou Marina e foi para o segundo turno contra Dilma.

Petróleo

Pelo segundo dia seguido, Ciro fazia campanha no Estado do Rio de Janeiro e nesta terça fez uma tímido e rápido corpo a corpo em Duque de Caxias, violento município da Baixada Fluminense, onde fica uma das principais refinarias da Petrobras, a Reduc (Refinaria de Duque de Caxias).

O candidato reiterou que no setor de petróleo vai expropriar áreas que foram concedidas no governo Temer mediante a indenização dos compradores.

O pedetista declarou que vai restaurar a Lei de Partilha, criada no governo do PT, mas que sofreu mudanças na gestão Temer. Uma das principais alterações foi pôr fim à obrigatoriedade de que a Petrobras tenha ao menos 30 por cento das áreas no pré-sal.

Essa semana, o governo vai realizar no Rio mais uma rodada no regime de partilha de produção quando serão ofertadas quatro áreas no pré-sal, considerado a fronteira mais atrativa do mundo na atualidade. Empresas estrangeiras de grande porte e a Petrobras estão habilitadas para participar do leilão organizado pela ANP.

No governo Temer, além da alteração no regime de partilha vários leilões foram feitos tanto do regime de partilha de produção quanto no modelo de concessão. Para especialistas essa foi uma das poucas áreas do governo que avançou desde que o presidente Michel Temer assumiu em função do impeachment de Dilma Rousseff.

Ciro disse que não faz sentido manter as mudanças promovidas por Temer e levantou suspeitas sobre o atual governo.