Ricardo Coutinho ordena que João Azevedo não afaste nenhum secretário envolvido na Operação Calvário

Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Cumprindo com o seu papel de poste, João Azevedo recebeu ordens do ex-governador para não afastar nenhum secretário envolvido na Operação Calvário, ou seja, Livânia Farias e Waldson Souza.

A informação foi revelada por uma fonte que já foi ricardista, fez oposição e depois voltou para os braços de Ricardo novamente.

João vai obedecer, claro. E continuará dando uma de “João sem braço”…

Reforma da previdência de Bolsonaro quer desatrelar benefícios de idosos e deficientes de baixa renda do salário mínimo e pagar R$ 500

A Reforma da Previdência proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, acende um sinal de alerta para a população brasileira, pois  aumenta o tempo de contribuição e a idade minima para aposentadoria, além de igualar a idade mínima de homens e mulheres, deixando de levar em considerações as diferentes expectativas de vida no campo, dos trabalhadores mais pobres, que têm menos acesso a serviços de alta qualidade na área de saúde, e mulheres, que já têm dupla jornada de trabalho.

A proposta prevê idade mínima de 65 para homens e mulheres se aposentarem e é tão injusta que até o vice-presidente, Hamilton Mourão, está contra; o tempo de 40 anos de contribuição é cruel; e a combinação desses dois pré-requisitos tornará o acesso à aposentadoria integral quase impossível, porque serão raras as pessoas que os atingirão. A massa das aposentadorias será com o benefício abaixo do salário mínimo, de apenas R$ 500; Será um verdadeiro extermínio de pobres e idosos. O Brasil estará no caminho do Chile, onde há uma epidemia de suicídios de idosos.

Atualmente, existem duas formas de se aposentar no Brasil. Uma por idade, com a exigência de ter 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres), com no mínimo 15 anos de contribuição. A outra é por tempo de contribuição, quando não se exige idade mínima. Neste caso são necessários 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) de pagamentos ao INSS. De acordo com a proposta de Guedes, a nova idade valeria depois de um período de transição que pode chegar a 19 anos – dois anos a mais do que o previsto na reforma proposta pelo governo anterior, de Michel Temer.

A equipe de Guedes prevê uma economia de até R$ 1,3 trilhão em 10 anos nas despesas do governo, se a reforma for aprovada – dinheiro que será aplicado no pagamento de juros da dívida pública ao longo dos anos -que favorece os rentistas, o topo da pirâmide social brasileira, que detêm os títulos do governo.

A proposta de igualar a idade (65 anos) para homens e mulheres se aposentarem não tem consenso nem dentro do próprio governo. O vice-presidente Hamilton Mourão se posicionou contra a idade igualitária (65 anos) para homens e mulheres se aposentarem. “O presidente não é favorável a igualar homem e mulher na idade mínima. Eu também não”, disse ele, de acordo com reportagem do jornal O Globo.

A proposta de capitalização não foi bem sucedida no Chile, onde a proposta levou aposentados à pobreza. Segundo este modelo, o trabalhador terá de fazer uma espécie de poupança e abrir uma conta individual para depositar um percentual do salário todos os meses com o objetivo de bancar seus benefícios no futuro.

Pacote de Moro libera policiais para matar

O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, apresenta na última segunda-feira, 4, a governadores e secretários estaduais de segurança de todo o país, a proposta de projeto de lei que muda os códigos Penal e de Execução Penal. O titular da pasta incluiu uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro, a possibilidade de redução ou mesmo isenção de pena de policiais que causarem morte durante sua atividade.

De acordo com o texto, a proposta permite ao juiz reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso for decorrente de escusável medo, surpresa ou violenta emoção. As circunstâncias serão avaliadas e, se for o caso, o acusado ficará isento de pena.

A nova redação que o texto propõe no Código Penal para o chamado “excludente de ilicitude” permite que o policial que age para prevenir agressão ou risco de agressão a reféns seja considerado como se atuando em legítima defesa.

Segundo a legislação atual, o policial deve esperar uma ameaça concreta ou o início do crime para então reagir. Moro entende que a proposta pretende diminuir a sensação de insegurança durante atuação policial.

CPI DA CRUZ VERMELHA: Notícia de 2018 mostra Cida Ramos elogiando acessibilidade da ALPB, o que comprova manobra de Galdino para abafar escândalo de corrupção

É de se lamentar que o PSB e o presidente da Assembleia Legislativa usem a deficiência física da professora Cida Ramos – pessoa que admiro muito, desde os tempos da UFPB – como pretexto para suspender os trabalhados da Assembleia Legislativa por 15 dias. Recesso este que deverá ser imprensado com o Carnaval. Ou seja, debate sobre a CPI da Cruz Vermelha e a Operação Calvário só em março!

Em dezembro do ano passado, a própria parlamentar rasgou elogios à reforma realizada pelo ex-presidente Gervásio Maia:

Matéria veiculado em 27 dezembro de 2018 no portal Paraíba On Line:

A professora Cida Ramos, deputada diplomada para o primeiro mandato e primeira mulher deficiente a assumir um cargo na Assembleia Legislativa, elogiou a iniciativa do presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), que promoveu acessibilidade ao deficiente físico, auditivo e visual com as reformas no prédio do Poder Legislativo, que ficou agora totalmente adaptado às necessidades desse segmento da população paraibana.

(…)

Para a deputada, foram bastante relevantes as adaptações o que significa que a o Legislativo está democratizando o acesso, cumprindo um direito elementar das pessoas com deficiência puderam opinar e viver a vida pública da cidade e do Estado.

O que mudou de dezembro pra cá? Certamente é o medo da CPI da Cruz Vermelha e o constrangimento de Adriano Galdino em ter que barrar mais um inquérito contra o esquema do governo.

E mesmo que a reforma fosse necessária, precisaria de 15 dias para fazer ajustes na acessibilidade ao plenário da ALPB? Até o próprio Gervásio Maia ficou indignado com a manobra que desqualifica sua gestão:

“Chama um marceneiro, corta lá 20 centímetros da altura do púlpito, da tribuna, e o assunto está resolvido”, ironizou.

De acordo com o deputado, antes não tinha elevador para cadeirante, não tinha sinalização em braile, não tinha botão de pânico nos banheiros, não tinha nada. “Fizemos tudo. Não precisava dessa zoada toda que está se fazendo. O quesito acessibilidade foi tratado com muito respeito, até por que eu conheço a legislação e procurei fazer com que o projeto arquitetônico verificasse isso” disse Gervásio.

 

Operador da propina da Cruz Vermelha sempre foi nomeado por Ricardo Coutinho para trabalhar com Livânia Farias desde a prefeitura de João Pessoa

Leandro Nunes de Azevedo, flagrado na investigação da Operação Calvário recebendo caixa de dinheiro da Cruz Vermelha que administra o Hospital de Trauma da Capital, sempre foi muito prestigiado nas gestões de Ricardo Coutinho , tanto na Prefeitura de João Pessoa, como no Governo do Estado.

Exonerado do Governo do Estado, pelo governador João Azevedo, após estourar o escândalo da Operação Calvário, Leandro sempre foi pessoa de confiança do grupo Girassol, desde que Ricardo Coutinho era prefeito de João Pessoa e Livânia Fairas ocupava a secretaria de finanças do Município.

Quando era prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho nomeou Leandro Nunes de Azevedo para o cargo comissionado de coordenador de informática da Secretaria de Finanças, à época comandada exatamente por Livânia Farias.

Ricardo Coutinho venceu as eleições para governador em 2010, e em 2011 quando assumiu o cargo tratou de nomear Leandro Nunes de Azevedo para ocupar o cargo comissionado de Gerente de Administração e Tecnologia da Informação da Procuradoria Geral do Estado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mês de julho de 2011, no Diário Oficial do Estado do dia 11, foi publicada a nomeação pelo então governador Ricardo Coutinho,  de Leandro Nunes de Azevedo para o cargo de Assessor Técnico de Gabinete da Secretaria de Administração do Governo do Estado, época em que a pasta era comandada pela secretária Livânia Farias.

A nomeação de Leandro Nunes de Azevedo para o cargo de Assessor do Gabinete da Livânia Farias, ocorreu 5 dias após a assinatura do contrato do Governo do Estado com a Cruz Vermelha Brasileira para administrar o Hospital de Emergência e Trauma da Capital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No último domingo o programa Fantástico da Rede Globo de Televisão exibiu uma matéria mostrando um flagrante em que o assessor da Secretaria de Administração do Governo do Estado, Leandro Nunes de Azevedo, após viajar ao Rio de Janeiro, em plena terça-feira, portanto quando deveria estar cumprindo seu expediente na Secretaria comandada por Livânia Farias.

Leandro Nunes se hospede em um hotel e recebe a visita de Michelle Cardoso, secretária de Daniel Gomes da Silva, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o chefe da Organização Criminosa que desviava recursos públicos através de contratos com fornecedores para hospitais.

Leandro Nunes e Michelle se encontraram no hotel e ele recebeu uma caixa de dinheiro. A investigação descobriu que a caixa de dinheiro não foi fato isolado, mas uma rotina na relação de agentes públicos com a Cruz Vermelha Brasileira.

Marcelo José

 

Maior esquema de corrupção da Paraíba pode ter financiado campanhas de Ricardo Coutinho e João Azevedo

O maior escândalo de corrupção da história da Paraíba pode ter financiado as campanhas de Ricardo Coutinho e João Azevedo, ambos do PSB, partido que governa o estado desde 2011. Segundo reportagem especial do JPB, o Ministério Público acredita que há indícios que a propina repassada ao governo da Paraíba teria sido utilizada para financiar campanhas eleitorais.

De acordo com as investigações, em agosto de 2018, Leandro Nunes, assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, recebeu uma caixa com dinheiro em um hotel no Rio de Janeiro. O dinheiro foi entregue por Michele Cardoso, braço direito de Daniel Gomes da Silva, acusado de comandar a organização criminosa:

Segundo o Ministério Público, horas antes de pegar a caixa, Leandro recebeu uma ligação de Waldson Souza, atual secretário de Planejamento:

Meia hora antes do encontro no hotel, Leandro Nunes recebeu uma outra ligação de um celular pertencente à secretaria de Administração, comandada por Livânia Farias, onde Leandro supostamente trabalhava:

No celular de Michele Cardoso, assessora do chefe do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

A investigação também identificou, em junho de 2018, seis chamadas feitas para o celular de Coriolano Coutinho, o famoso “Cori”, irmão de Ricardo Coutinho. Coriolano já se envolveu em outra denúncia de corrupção quando era Superintendente da Emlur, no caso que ficou conhecido como o escândalo do “gari milionário”, sendo atestado pelo Ministério Público a fraude em licitação e lavagem de dinheiro:

De acordo com o MP, Jaime Gomes da Silva, tio de Daniel Gomes (chefe da quadrilha), doou R$ 300 mil para o comitê estadual do PSB, em 2010. A doação foi realizada 8 meses antes do hospital de Trauma ser terceirizado para a Cruz Vermelha:

O mais curioso é que Jaime Gomes é português e nunca teve relação política com a Paraíba.