Gervásio Maia seria o motivo das especulações de rompimento entre RC e João Azevedo

Informações de bastidores dão conta de uma movimentação intensa de Ricardo Coutinho pela candidatura do deputado federal Gervásio Maia à prefeitura de João Pessoa. O ex-governador teria feito reuniões com o que chamam de ‘PSB raiz’, mas sem convidar João Azevedo e Adriano Galdino, que supostamente fariam parte do ‘PSB Nutella’.

Gervásio caiu nas graças do Mago, assim como Estela em 2012. E dizem que quando RC se apaixona ninguém segura.

O problema é que João não apoia a pré-candidatura de Pé de Pano…

“Não é mais caso de impeachment, mas de interdição”, diz o jurista Miguel Reale sobre Bolsonaro

Durante participação no programa “Esfera Pública”, da Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, Reale disse que o caso do presidente Bolsonaro é de interdição, não de impeachment.

“Estamos realmente num quadro de insanidade, das mais absolutas. Não é mais caso de impeachment, mas caso de interdição”, defendeu o jurista, que foi um dos autores do pedido de impeachment da presidenta Dilma.

“Eu, há mais de ano, dizia que quem fosse democrata não deveria votar em Bolsonaro”, afirmou o jurista, que lembrou do discuso feito por Bolsonaro, como deputado, na votação do impeachment da presidente Dilma, em que homenageou Carlos Brilhante Ustra, torturador do regime de 1964.

“Hoje o presidente da República se sentiu no direito de ofender a todos nós, não só os advogados, mas todos que prezam pelos direitos humanos, provocando o presidente eda OAB”, repeliu ele, manifestando solidariedade ao presidente da OAB.

Presidente da CINEP é acusado de indicar sócio para diretoria de operações

Segundo informações veiculadas no portal Fonte83, do jornalista Fabiano Gomes, o atual presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Rômulo Polari Filho, emplacou o seu amigo e sócio Henrique Candeia Formiga na Diretoria de Operações do órgão.

Empresas denunciam que pedidos protocolados em janeiro junto à Cinep ainda estão sem resultados. A celeridade só é dada aos projetos pessoais do presidente Rômulo, em empresa que mantém com Henrique e que possui contrato com prefeituras. Veja documentos. 

A indicação para os cargos na Cinep passa pelo governador João Azevêdo (PSB). Mas, ao consultar Azevêdo, Rômulo Polari ocultou a sociedade com Henrique Candeia.

 

Veja documentos que comprovam sociedade:

REINALDO AZEVEDO: Moro fez uso político, na boca da urna, de acusações sem provas de Palocci

Dá para compreender por que o ministro Sergio Moro gostaria de destruir todas as provas colhidas pela Polícia Federal na ação contra hackers. Seja ou não o conteúdo obtido o mesmo que chegou ao The Intercept Brasil, ressalte-se uma evidência: o ex-juiz tem medo do que disse e fez e do que disseram e fizeram seus subordinados no MPF. O passado de ilegalidades e de abusos políticos os assombra.

Leiam o que informa a Folha. Volto em seguida:
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Considerações políticas influenciaram a decisão do então juiz Sergio Moro de divulgar parte da delação do ex-ministro Antonio Palocci a seis dias do primeiro turno da eleição presidencial do ano passado, sugerem mensagens trocadas na época por procuradores da Operação Lava Jato.

Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados pela Folha junto com o site, indicam que Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas por Palocci, mas achava sua colaboração relevante mesmo assim por representar uma quebra dos vínculos que uniam os petistas desde o início das investigações.

“Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omertà petista”, disse o procurador Paulo Roberto Galvão a seus colegas num grupo de mensagens do aplicativo Telegram em 25 de setembro, tratando Moro pelo apelido que eles usavam e associando os petistas à Omertà, o código de honra dos mafiosos italianos.

Outros membros do grupo também expressaram ceticismo. “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, afirmou a procuradora Laura Tessler. “O melhor é que [Palocci] fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja”, acrescentou Antônio Carlos Welter.

Nesse dia, Moro acabara de receber as provas entregues pelo delator e se preparava para divulgar um dos depoimentos que o ex-ministro prestara sobre a corrupção nos governos do PT. O comentário reproduzido por Galvão sugere que o juiz deixou de lado sua insegurança sobre as provas ao tornar a delação pública.

Palocci fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em março do ano passado. Ele recorreu à PF após ver frustrados seus esforços para conseguir um acordo com a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa à frente da Lava Jato em Curitiba, que negociaram com o ex-ministro durante quase oito meses.

As mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept mostram que os procuradores encerraram as negociações ao concluir que a delação de Palocci acrescentava pouco ao que os investigadores já sabiam e não incluía provas capazes de sustentar os depoimentos que traziam novidades.

Os diálogos revelam que os procuradores cogitaram pedir a anulação do acordo de Palocci com a PF e continuaram manifestando dúvidas sobre o valor de sua colaboração após a divulgação de seus termos por Moro, embora tenham evitado críticas em público depois do movimento do juiz.

Moro divulgou a delação de Palocci no dia 1º de outubro, uma semana após o comentário reproduzido por Paulo Roberto Galvão no Telegram e uma semana antes do primeiro turno das eleições presidenciais.

O então juiz anexou os documentos aos autos de um processo que trata do apoio da Odebrecht ao Instituto Lula, em que o ex-presidente e seu ex-ministro são réus.

Em seu despacho, Moro justificou a medida argumentando que, como seria responsável por avaliar os benefícios oferecidos a Palocci mais tarde, na sentença do processo, era necessário anexar aos autos os termos da colaboração de Palocci, a decisão judicial que homologou o acordo e o depoimento que fosse “pertinente a estes autos”
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Íntegra aqui

Comento
Eis aí. Pouco mais de um mês depois, Moro aceitou o convite para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

Consta que a ala lava-jatista do Supremo acha que, até agora, não veio à luz nada de extremamente grave sobre a atuação de Moro.

Tenho certa curiosidade de saber o que esses valentes entendem exatamente por “gravidade”.

Então não é grave que um juiz decida divulgar, na boca da urna, um material de claro impacto eleitoral que ele próprio considera inconsistente, fraco, porque, segundo diz um procurador, o vê nele um racha no petismo?

Vamos dar nomes?

Isso é irrelevante, ministro Edson Fachin?

Isso é irrelevante, ministra Cármen Lúcia?

Isso é irrelevante, ministro Luiz Fux?

Isso é irrelevante, ministro Roberto Barroso?

Isso é irrelevante, ministra Rosa Weber?

Veja que curioso: os quatro ministros que chamo às falas foram indicados por petistas.

Parece que o PT formou, com efeito, um STF independente. Independente até da lei. Ou dependente demais do governo de turno e da metafísica influente.

O que vai acima só permite uma leitura: Moro fez uso político do depoimento de Palocci mesmo sem reconhecer a existência de provas.

Destemido, Ricardo Coutinho comenta sobre possível prisão na Operação Calvário

Em entrevista ao PBagora, o ex-governador Ricardo Coutinho revelou que não teme ser preso na Operação Calvário. Para RC, sua prisão seria fruto de uma armação política:

“Por justiça, eu jamais serei preso. Por justiça. Não há um único ato. Não há um único empresário na história da Paraíba, seja como prefeito seja como governador, que diga que eu o contatei, o chamei para pedir qualquer coisa ou para dizer que ele só teria algum a coisa se me desse algo. Não há nenhum empresário. Digo isso de uma forma até corajosa, porque o que a gente está vendo hoje aí no caso Lula, os caras começado a dizer que as delações foram por coação.

(…)

Eu tenho um profundo respeito pela Justiça, apesar de muitas vezes expressar minha opinião. Mas respeito a Justiça e o Ministério Público. Eu jamais seria preso através da Justiça sendo justa, porque eu não tenho porque ser preso. Ah, mas pode armar. É claro, a vida está cheia disso. Você pegar um sujeito como Lula que está preso por conta de um tríplex que a própria Justiça depois disse que não era dele.”

Há quem diga que o ex-governador estaria preparando o terreno com o discurso de vitimização…

Será?