Vereadora que tinha filhos recebendo bolsa-família enquanto marido era presidente da Câmara agora quer ser prefeita de Bayeux

Bayeux é uma cidade sem sorte. O prefeito é um ladrão que foi preso em flagrante e contou com a benevolência dos vereadores que por três vezes livraram o corrupto Berg Lima da cassação. Agora, eis que surge a vereadora Luciene de Fofinho como pré-candidata a prefeita.

Luciene é esposa do ex-presidente da Câmara Municipal, o Fofinho, que de tão queimado desistiu de disputar a eleição e botou a mulher em seu lugar. Mesmo recebendo um salário de R$ 7 mil, em 2009, Fofinho queria ficar ainda mais fofinho e não cancelou o bolsa família dos filhos:

A esposa do parlamentar, Luciene Andrade, a Fofinha, ganhava o valor de duas bolsas-famílias referentes aos dois filhos do casal: Victor Daniel Gomes Martinho (de sete anos) e Vitória Danielly Gomes Martinho (de cinco anos).

Mesmo com o salário do marido político, portanto, ela recebia o dinheiro destinado pelo Governo Lula às famílias pobres do país.

Fofinho chegou a ser afastado da Câmara e uma CPI investigou o recebimento indevido do Bolsa-família, mas como tudo no legislativo de Bayeux acaba em pizza, Fofinho escapou.

Em 2011, Fofinho e mais 9 vereadores foram denunciados pelo Ministério Público, acusados de montarem um esquema de desvio de recursos públicos através da contratação de assessorias:

À época, os vereadores de oposição e da situação foram acusados de contratar assessores fantasmas e ainda de se apropriar criminalmente dos salários dos funcionários. Há casos em que os próprios vereadores ficavam de posse dos cartões e senhas das contas dos assessores fantasmas, onde mensalmente retiravam e usufruíam totalmente e indevidamente dos seus salários, a exemplo do ex-presidente da Casa, o Fofinho.

O esquema funciona da seguinte maneira. A maioria dos assessores eram contratados com um salário de R$ 1.200,00, mas ficavam apenas com 200 reais, sendo obrigados a repassar R$ 1 mil ao vereador que o contratou. As despesas com salários dos gabinetes dos vereadores chegavam a quase R$ 80 mil por mês.

Pesquisa no site do Tribunal de Justiça confirma que Fofinho e os demais vereadores figuram como réus no inquérito policial na 5a Vara de Bayeux:

Em 2017, a vereadora Luciene de Fofinho foi motivo de piada nacional ao propor voto de aplausos para um grupo de WhatsApp:

Após a prisão de Berg Lima, Fofinho, como um bom amigo, saiu em defesa do ex-presidiário nas redes sociais:

Bayeux não tem sorte. É um político pior do que o outro.

‘Pergunta para o Paulo Guedes’, diz Bolsonaro sobre piora em indicadores; levantamento aponta que 44 indicadores pioraram e 28 melhoraram

O presidente Jair Bolsonaro evitou fazer comentários sobre o levantamento publicado pela Folha neste domingo (11) que mostra uma deterioração de indicadores do país no primeiro semestre de seu governo.

“Pergunta para o Paulo Guedes, pergunta para o Paulo Guedes. Outra pergunta”, disse Bolsonaro, solicitando que repórteres que o acompanhavam abordassem outro assunto.

A compilação de quase 90 indicadores nacionais, que vão da economia ao meio ambiente, mostra que a maioria deles regrediu nos primeiros seis meses da gestão de Bolsonaro.

A Folha analisou 87 estatísticas oficiais e de estudiosos que têm números atualizados até algum ponto do primeiro semestre de 2019 e as cruzou com os dados de 2018. Desse total, 44 pioraram, 15 permaneceram estáveis e 28 apresentaram alguma melhora.

Entre os indicadores que mais apresentam deterioração estão os de educação, saúde e meio ambiente. Os dados oficiais reunidos pelo Ministério da Justiça apontam melhora nos índices de criminalidade. Na economia, há um equilíbrio.

Bolsonaro passeou por Brasília na manhã deste domingo. No Lago Paranoá, andou de jet ski. Depois seguiu de moto para uma feira de artesanato, onde foi recebido em meio a um misto de gritos de “mito” e “fascista”.

Antes de subir no jet ski, Bolsonaro disse que tem a “carteirinha de arrais-amador”.

Embora a habilitação “arrais-amador” dê direito a conduzir embarcações em navegação interior (canais, rios e lagos), ela não é válida para a categoria de moto aquática, como é denominado o jet ski pela Marinha.

Segundo a Marinha, desde 2012, a categoria arrais-amador deve ser complementada com a habilitação “motonauta” caso a pessoa deseje conduzir uma moto aquática. O presidente não informou se tem essa autorização.

Em abril deste ano, Bolsonaro circulou de moto por Guarujá (SP) com o capacete levantado, infração considerada equivalente a andar sem capacete.

Neste domingo, o presidente também andou de moto por Brasília, mas usou o capacete.

Visivelmente impaciente em uma das paradas nas quais falou à imprensa, o presidente foi questionado se encontraria os filhos neste domingo de Dia dos Pais.

“Não, eu vou encontrar a minha avó”, respondeu Bolsonaro. Depois explicou: “A minha avó morreu. Infelizmente já morreu. Mais alguma pergunta?

SÍNDROME DE ESTOCOLMO: Campus V da UEPB presta ‘homenagem’ ao seu algoz Ricardo Coutinho, que em 8 anos cortou meio bilhão de reais da universidade

Por isso que eu sempre digo, o pior do Brasil é o brasileiro! Somos um povo de memória curta e sem vergonha na cara. Na última sexta-feira, 09, o ex-governador Ricardo Coutinho recebeu do campus V da UEPB, em João Pessoa, o ‘Troféu do Mérito Acadêmico’, uma honraria que não existe no estatuto da universidade e que não foi aprovada pelo Conselho Superior.

Ou seja, pura babação de ovo da coordenadora do Campus V da UEPB, professora Jaqueline Barrancos e dos demais conselheiros. Certamente todos eles sofrem da síndrome de Estocolmo; um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor.

É como se as universidades federais prestassem homenagem a Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub. Dá pra imaginar?

Só que é muito pior: o que Bolsonaro vem fazendo nas IF’s, Ricardo Coutinho já faz na Paraíba desde 2011; desrespeitou a lei da autonomia e cortou meio bilhão de reais em 8 anos. Foi o pior governador da história da UEPB, que passou quase uma década comendo o pão que o diabo amassou e não abriu um campus sequer durante a gestão “socialista”.

Inclusive, o campus em que a senhora Jaqueline Barrancos e os demais professores que tietaram seu algoz dão aula, só existe graças ao ex-governador Cássio Cunha Lima. Porque se dependesse de Ricardo Coutinho e seu corte de meio bilhão, a UEPB teria fechado alguns campi, como chegou a ser especulado durante a crise.

Ricardo é digno de moção de repúdio – não de honraria. Bem como todos os professores e alunos que foram aplaudir o seu algoz.

Repito, o pior do Brasil é o brasileiro.

O que a reitoria da UEPB tem a dizer sobre tamanha falta de vergonha do campus V?

Em 7 anos, Ricardo Coutinho já cortou meio bilhão de reais da UEPB e entra para a história como o pior governador para a universidade

 

TROFÉU ÓLEO DE PEROBA: O mesmo Ricardo Coutinho que critica os cortes de Bolsonaro nas universidades, também cortou meio bilhão da UEPB em oito anos