PESQUISA OPINIÃO: Diego Tavares perde para a margem de erro e alguém precisa avisar aos gêmeos que a estratégia para 2020 está equivocada

Pior do que ter um candidato ruim é não ter um candidato. Apesar de ser disparado o melhor prefeito da história de João Pessoa, Luciano Cartaxo está apostando numa estratégia equivocada e arriscada.

O ano está acabando e o prefeito ainda não lançou seu pré-candidato/candidata, mesmo batendo recorde na avaliação da gestão.

O pré-candidato extraoficial, Diego Tavares, desde janeiro perde para a margem de erro e na pesquisa do Opinião não passou de um dígito:

Alguém precisa lembrar aos gêmeos que a campanha eleitoral não tem mais 90 dias, logo, fica mais difícil a tarefa de levar um candidato desconhecido para o 2° turno em apenas 6 semanas de campanha.

Cartaxo deixou sua marca em João Pessoa através de obras relevantes e que poucos tiveram coragem de realizar, como a reforma da Lagoa, nova Beira Rio, bairro São José, entre outros.

Mas está errando na estratégia eleitoral desde 2018.

Estão brincando com fogo…

OUTSIDER: Pré-candidatura de Nilvan Ferreira começa a ganhar corpo e forma e radialista já lidera pesquisa pra prefeito de JP

O que começou como uma especulação despretensiosa de ouvintes, começa a se consolidar no eleitorado de João Pessoa. Considerado um pré-candidato outsider (fora da política), o nome de Nilvan Ferreira começa a ganhar corpo e forma e já lidera a disputa sem a presença do até então favorito Ricardo Coutinho, que deverá chegar em 2020 com a ficha suja.

Pesquisa encomendada pelo programa Hora H, do radialista Heron Cid, e realizada pelo renomado Instituto Opinião, mostra que o apresentador Nilvan Ferreira (sem partido) lidera com 17,6% a preferência do pessoense no cenário com o deputado federal Gervásio Maia.

Em seguida aparece Ruy Carneiro (PSDB) com 11,1%; Walber Virgulino com 10,5% e Gervásio Maia com 4,9% das intenções.

Brancos, nulos e nenhum somam 14,6% e Indecisos ou os que não opinaram chegam a 21,8%.

Nilvan tem a seu favor um forte recall (lembrança) no eleitorado por conta dos programas de rádio e TV. Mas seu posicionamento político tem feito a diferença. Entre os principais pré-candidatos, Nilvan é o único que consegue polarizar com Ricardo Coutinho, mesmo o socialista não ‘comendo a corda’.

Resta a Nilvan Ferreira pensar João Pessoa e consolidar sua candidatura com conteúdo relevante que inspire confiança no eleitorado para dar continuidade a uma gestão muito bem avaliada.

Meses atrás, o blog já alertava sobre a possibilidade de Nilvan vir a surpreender:

ELEIÇÕES 2020: Seria Nilvan Ferreira o ‘outsider’ a disputar a prefeitura de JP?

 

 

Governador deixa ideologias de lado e faz agradecimento em público a Julian Lemos pelas emendas destinadas à segurança pública

O governador João Azevedo deu mais um gesto de grandeza ao agradecer publicamente o deputado federal Julian Lemos por ter destinado todas as suas emendas para a segurança pública da Paraíba.

João Azevedo continua um político de centro esquerda. E Julian continua um conservador de direita.

O que muda é que o atual governador está mais preocupado com recursos que chegam aos cofres da Paraíba do que com a ideologia de quem destina a emenda.

É a civilidade dos novos tempos pós RC. Que sirva de exemplo.

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Na política o que pode está acima dos interesses da sociedade ? Nada ! Seja base ou não de um governo. É dessa forma que vejo o modo de fazer política, e foi assim que tanto eu, como o Governador João Azevedo @joaoazevedolins tratamos institucionalmente dos interesses da Paraíba. Na oportunidade o recebi em meu gabinete e inicialmente destinei 16 milhões podendo chegar a mais de 22 milhões de Reais para segurança Pública da Paraíba até ano que vem. Polícia e bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários assim como guardas municipais. Isso é agir direto na segurança pública do estado, investimento nunca antes feito por um congressista. Esse é o meu compromisso, deixo aqui minha estima consideração ao Governador pelo agradecimento e reconhecimento ao nosso trabalho. #JulianLemosDeputadoFederaldaParaiba #DeputaddaSegurancaPublica #OFederaldaSegurancaPublica #NaoeUmMandatoeUmaMissao #AvozdaParaiba

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Em carta, João Azevedo se desfilia do PSB e manda recado para RC: “Democracia, sempre! Ditadura, nunca mais!”

O governador João Azevêdo anunciou, nesta terça-feira (3), a desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em carta divulgada ao povo paraibano, o gestor afirma que chegou a aguardar o restabelecimento do diálogo no PSB, mas, diante da falta de qualquer atitude de autocrítica depois da intervenção no Diretório Estadual, sai da legenda “em busca da democracia perdida”.

João Azevêdo também agradeceu a todos os militantes, dirigentes e colaboradores que confiaram nas propostas do governo e têm hipotecado solidariedade irrestrita nesse momento tão delicado.

Segundo um dos trechos do documento assinado pelo governador, “A democracia que defendemos não deve ser um conceito vago, um ser abstrato, que se usa quando convém, para embasar as próprias teses e dar ganho de causa a argumentos e procedimentos. Democracia é uma palavra viva que precisa estar presente no nosso dia a dia. E eu procuro praticá-la nas minhas atividades, no cotidiano, com minha equipe, com amigos, com companheiros e companheiras, na relação com a comunidade, com as instituições e os movimentos sociais. Uma prática que adoto em família, compartilhando com minha esposa e estendendo esse conceito a filhos e netos, como um legado de vida”, conceituou.

Leia a carta na íntegra:

“Saio do PSB em busca da democracia perdida

Ao povo paraibano.

Tenho exercido os limites da paciência para não incorrer nas falhas que a pressa leva sempre a cometermos. Mas, como humanos, todos temos nossos limites. E o meu chegou com o PSB, partido ao qual sou filiado e me elegi governador em 2018. Desde a dissolução do Diretório Estadual, em agosto deste ano, sucedido por uma intervenção nacional ou simplesmente pelo golpe aplicado – segundo companheiros de partido e a imprensa local, que o incômodo com a situação só se agravava e exigia, mais cedo ou mais tarde, uma tomada de decisão. E ela chegou. Saio do PSB em busca da democracia perdida.

Muitos achavam que essa decisão deveria ter sido imediata ao ato de força que culminou com a dissolução do Diretório eleito em congresso, sem a menor justificativa. Ou quando foi nomeada uma Comissão Interventora pela direção nacional da legenda que colocaram meu nome junto com o senador Veneziano Vital e outros dois companheiros, sem consulta alguma, nessa tal Comissão Interventora.

Não a tomei em nenhum desses momentos, embora justificativas não faltassem, justamente para que os ânimos pudessem ser serenados, o diálogo restabelecido e a ordem verdadeiramente democrática voltasse a predominar no PSB paraibano.

O que se viu, no entanto, foi a falta de qualquer gesto ou atitude de autocrítica pelo terrível erro cometido com a bonita história de nosso partido na Paraíba. Nos nivelamos a legendas autocráticas, de ocasião, sem zelo pelos mandatos eletivos em andamento. E pensar que o partido acaba de realizar evento nacional para promover uma Autorreforma. Sem democracia interna não existem sequer reformas, imaginem autorreforma.

A democracia que defendemos não deve ser um conceito vago, um ser abstrato, que se usa quando convém, para embasar as próprias teses e dar ganho de causa a argumentos e procedimentos. Democracia é uma palavra viva que precisa estar presente no nosso dia a dia. E eu procuro praticá-la nas minhas atividades, no cotidiano, com minha equipe, com amigos, com companheiros e companheiras, na relação com a comunidade, com as instituições e os movimentos sociais. Uma prática que adoto em família, compartilhando com minha esposa e estendendo esse conceito a filhos e netos, como um legado de vida.

Mágoas e rancores não cabem em meu coração. Apenas lamentações. A primeira, por ter que deixar o partido pelo qual fui eleito. Sem antes deixar de agradecer a todos os militantes, dirigentes e colaboradores que confiaram nas nossas propostas e têm hipotecado solidariedade irrestrita nesse momento tão delicado.

A segunda e última lamentação eu não poderia deixar de registrar, porque essa dói profundamente e não vou guardar apenas comigo, pois isso faz mal à alma. Ironicamente, as maiores críticas ao nosso Governo nesses 11 meses não vieram da oposição, dos partidos políticos, dos sindicatos e associações de classe, dos deputados na Assembléia, da imprensa, dos artistas e intelectuais, das universidades e da sociedade em geral, que têm toda legitimidade para contestar e apontar os caminhos a serem seguidos pelos governantes.

A maioria das críticas – ou melhor, dos ataques –, veio de membros do nosso próprio partido. E não foi do militante lá na ponta ou de alguém que votou e contribuiu de alguma forma, talvez desgostoso com algum fato menor ou desentendimento com alguém dos quadros governamentais. O antagonismo veio de figuras de proa do PSB, que mesmo antes da Intervenção ou do golpe, já atacavam o Governo, secretários e o governador.

Cheguei a ser severamente criticado em entrevistas e redes sociais simplesmente por dar continuidade ao Projeto do PSB, por sequenciar obras e realizações que não foram concluídas até 31 de dezembro de 2018 e muitas dadas como concluídas e inauguradas. Mantivemos nomes e continuamos todos os programas e projetos do Governo anterior, com direito a ampliá-los, incorporando novas visões e atores sociais. Mantive grande parte da equipe anterior, mesmo assim, pelo fato de ter realmente assumido as funções de governador do estado, tomando minhas próprias decisões, com possíveis erros e acertos, não foi do agrado de alguns que achavam que continuariam a governar a Paraíba.

Convivi neste período, com boicotes e sabotagens internos à gestão promovidos por alguns, que apegados a funções e salários, não tiveram a dignidade de entregar seus cargos, agindo ou não sob algum tipo de comando superior.

Confesso que ainda não entendi o porquê disso tudo. Quais objetivos se escondem – se é que existem ou foi de ato impensado – para a semeadura de tanta discórdia em uma legenda que venceu as eleições de forma consagradora e transformou-se na maior agremiação partidária do Estado.

Mas, como a vida é feita de ciclos, iniciaremos uma nova caminhada a partir de hoje.

“A cada chamado da vida, o coração deve estar pronto para a despedida e para novo começo, com ânimo e sem lamúrias”, assim escreveu um famoso escritor alemão.

Quero agradecer aos inúmeros convites que tenho recebido, de dirigentes estaduais e nacionais, para ingressar em uma nova legenda. Não abri diálogo e nem avancei em qualquer tratativa, ante minha filiação anterior ao PSB. Mas irei fazê-lo neste final de ano, a fim de iniciar 2020 em uma nova e acolhedora casa. Não pretendo criar novo partido ou seguir modismos oportunistas. Acredito que o fortalecimento da democracia passa por partidos programáticos, ideológicos, com diversidade, unidade e, principalmente, com eleições internas de seus membros em fóruns regimentais e respeito às decisões de todas as instâncias partidárias.

Irei mudar de partido porque o meu atual desconfigurou-se por completo na Paraíba. Mas os princípios e o conjunto de idéias que acredito, caminharão sempre comigo. Vou procurar uma legenda que se afine com nossa visão de mundo e de Brasil, que não seja sectária, dona da verdade, que não exerça patrulha ideológica e refute alianças programáticas. Também que não flerte com o extremismo, com o fanatismo político, seja de direita ou de esquerda, nem tampouco pratique a idolatria personalista. Que os discursos para dentro sejam os mesmos para fora. Que a verdade seja sempre o que norteie as decisões. Que o dinheiro público seja respeitado.

Acredito em um partido que abrace o pluralismo de idéias, a independência e o respeito entre os poderes; que professe a liberdade de imprensa e de religião, o estado laico, o multiculturalismo, o desenvolvimento sustentável, a globalização e a inclusão social com desenvolvimento; a defesa das causas ambientais, o direito das minorias e o respeito às famílias; a diversidade, o empreendedorismo e o Estado para corrigir as desigualdades e também como indutor da economia; os valores cristãos, sem usar em vão o nome de Deus em atividade política; e, por fim, a harmonia, o diálogo e a paz social entre nós cidadãos.

Aos amigos e amigas que esperaram por essa decisão e confiam em nosso trabalho, que com muita humildade e seriedade vem mantendo e melhorando praticamente todos os índices da Paraíba, em destaque no cenário nacional, convido-os para nos acompanhar nessa caminhada que se inicia.

A partir de hoje, vou consultar muitos de vocês para que tomemos a decisão em conjunto, porque ninguém, sozinho, é dono da verdade.

Aos paraibanos e paraibanas, meus sinceros respeitos. Ajudem-me a continuar trilhando o mesmo caminho confiado, até o dia 31 de dezembro de 2022.

DEMOCRACIA, SEMPRE!
DITADURA, NUNCA MAIS!

João Azevêdo Lins Filho
Governador da Paraíba