Prefeitura de João Pessoa realiza higienização na UPA Oceania em ação preventiva ao coronavírus

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Oceania, no bairro de Manaíra, foi o primeiro equipamento de saúde da Capital a passar por um processo de higienização especial com objetivo de evitar a contaminação por coronavírus. A ação, que teve início nesta sexta-feira (27), foi determinada pelo prefeito Luciano Cartaxo e se será estendida a todas unidades de saúde do município ao longo dos próximos dias.

A higienização foi feita em pontos de contato externos da unidade, como grades, postes, guarda-corpo e o piso, e também em setores internos e contou com máquinas de pulverização. A força-tarefa foi composta pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (CVAZ), Defesa Civil, Vigilância Sanitária e a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur).

“É mais uma ação para combater o covid-19, fortalecendo a nossa rede de saúde, dando garantias para os profissionais que estão na linha de frente e aos usuários que procuram os serviços de saúde”, explicou Zennedy Bezerra, secretário de Desenvolvimento Urbano do Município (Sedurb) e que também coordena a força-tarefa. “Por serem áreas de grande circulação de pessoas, o prefeito pediu para a gente fazer esse trabalho preventivo”, concluiu.

A diretora da UPA Oceania, Tatiane Coelho, disse que a unidade passa por serviços de dedetização e higienização regularmente, para controle de pragas e evitar outras contaminações. Diante da pandemia de coronavírus os trabalhos foram reforçados e ampliados para outras áreas. “Garante mais segurança, porque inclui setores isolados, principalmente aqueles que não têm circulação de funcionários e usuários, além de banheiros, expurgos, entre outras”, explicou Tatiane, acrescentando que dos casos com sintomas suspeitos de covid-19 que deram entrada na UPA, nenhum um foi confirmado.

Entre os usuários a medida é vista como positiva, como destacou o comerciante Ramalho da Siva. “A gente saí de casa tomando todos os cuidados e espera chegar num lugar púbico como esse e ver que as pessoas também estão tomando as medidas. Isso passa mais segurança, com certeza. Não é fácil combater esse vírus, mas a gente tem que fazer a nossa parte, como o pessoal do hospital também está fazendo”, afirmou.

Zennedy Bezerra lembra que a ação de limpeza já foi realizada na base do Sam, que fica no Centro Administrativo Municipal (CAM), e nos mercados públicos. “Este trabalho de prevenção é mais uma medida contra a propagação da Covid-19 e será permanente”, explicou o secretário.

Depois da Upa Oceania será a vez das UPAs de Cruz das Armas, Bancários e Valentina. Em seguida, será a vez do Hospital Santa Isabel, Valentina, Ortotrauma, Instituto Cândida Vargas e Samu receberem o serviço de limpeza especial. Confira o cronograma:

Dia 30/03 – Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Cruz das Armas.

Dia 30/03 – Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do Valentina.

Dia 31/03 – Unidade de Pronto Atendimento (Upa) dos Bancários.

Dia 01/04 – Hospital Santa Isabel.

Dia 02/04 – Hospital do Valentina

Dia 03/04 – Hortotrauma de Mangabeira

Dia 04/04 – Instituto Cândida Vargas

Dia 07/04 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

ABRADEP: Especialistas avaliam os desafios da mulher advogada no meio jurídico

A Constituição e legislações infraconstitucionais brasileiras garantem a presença formal de direitos iguais entre homens e mulheres. A realidade, no entanto, é de disparidade no tratamento entre os gêneros mesmo em ambiente jurídico.

Enquanto a presença feminina nas faculdades de Direito e listas de aprovação dos concursos públicos é ampliada, paradoxalmente, a predominância ainda é masculina no topo das carreiras. A Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) não apenas ratifica o compromisso com a pluralidade, que deve marcar todo espaço democrático, como também incentiva que mulheres contribuam jurídica e politicamente com o debate.

Polianna Pereira dos Santos, mestre em Direito, professora, assessora no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidente da Associação Visibilidade Feminina e membro fundadora da ABRADEP, ressalta que o problema não é a carência de acadêmicas mulheres de elevada qualidade, mas a naturalização da invisibilidade feminina na produção e reprodução do conhecimento jurídico, ambos marcadamente masculinos.

“Nas faculdades de Direito, compreendidas como espaços de poder, a preponderância é de professores homens. A bibliografia de referência nos cursos também é maiormente masculina. Então, apoiar mulheres a ocuparem os eventos acadêmicos é uma estratégia importante”, assevera Polianna dos Santos, referindo-se à necessidade da presença feminina maciça nos espaços de fala e nas comissões que organizam as atividades.

Com efeito, algumas instituições têm ido ao encontro de tais demandas. A ABRADEP, além de não apoiar eventos com menos de 30% de palestrantes mulheres, lançou como política institucional um selo para promover eventos acadêmicos que contam com uma participação feminina expressiva. Por sua vez, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CMNA), realizou a III Conferência Nacional da Mulher Advogada, cujo objetivo foi levantar as principais bandeiras do universo feminino frente aos desafios da advocacia contemporânea.

“Claro que temos muitos obstáculos, mas há avanços que garantem a ampliação da presença das mulheres. A Conferência Nacional de Advocacia, que ocorrerá no final de 2020, vai ter paridade de gênero entre palestrantes. Além disso, atualmente, temos cotas na OAB que garantem, no mínimo, 30% de presença feminina nas chapas das seccionais. E no próximo triênio, teremos mais mulheres, inclusive, nas diretorias do Conselho Federal. Isso permite acelerar o processo de transformação com repercussões significativas”, afirma Daniela Borges, presidente da CNMA, a quem não é mais possível invocar os direitos fundamentais sem que as mulheres participem efetivamente do púlpito, sob pena de esvaziamento de significados ou mesmo de contradição.

Embora reconheça que as cotas pressionem e cumprem o seu papel a curto e médio prazo, já que é improvável a mudança espontânea oriunda de uma suposta evolução benevolente das tradicionais instituições, a deputada Margarete de Castro Coelho, professora, mestre em Direito, uma das principais lideranças da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher Advogada (FPDMA) e membro da ABRADEP, destaca a necessidade de mudar a cultura sexista que permeia a realidade das mulheres.

“Muitas prerrogativas da advogada são violadas pelo fato dela ser mulher e não simplesmente por ela estar na condição de advogada. Numa sustentação oral, por exemplo, quando a mulher aumenta o tom de voz, invariavelmente, recebe a pecha de louca, histérica, descontrolada. Isso acontece porque o timbre de voz masculino está naturalizado naquele espaço. Se o homem sobe o tom, o desempenho é interpretado como bravura, audácia, força”, afirma a deputada Margarete de Castro Coelho.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de ser presidido por uma mulher, a ministra Rosa Weber, possui 54% das funções de chefia e assessoramento ocupadas por mulheres. Trata-se de um exemplo institucional, no entanto, fora da curva. Para Juliana Freitas, doutora em Direito, advogada, professora e membro da ABRADEP.

“Apesar de conquistas pontuais, os desafios continuam enormes. Pela histórica concepção de que às mulheres não compete o espaço público, temos uma cobrança constante para reiterar a nossa competência, a nossa qualidade técnica no exercício das atividades, cobrança que não se faz, no mesmo nível, em relação aos homens”, diz Juliana Freitas.

Por se tratar de algo estrutural, a acadêmica Juliana Freitas defende ainda “a necessidade de somar perspectivas para desconstruir estereótipos que se apresentam nas mais variadas facetas da sociedade e tentam nos boicotar diuturnamente. É a luta constante das mulheres que será protagonista nas mudanças das instituições”.

Quem Somos

Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político – ABRADEP – foi fundada no dia 20 de março de 2015, em Belo Horizonte-MG. Com sede em Brasília-DF, é formada por diversos profissionais das mais variadas formações (advogados, professores, juízes eleitorais, membros do ministério público, profissionais da comunicação social, cientistas políticos, entre outros) e tem como propósito fomentar um debate equilibrado, transparente, objetivo e qualificado sobre a reforma política, promovendo a difusão de temas referentes ao direito eleitoral e a intersecção entre direito e política.

Após auxílio para autônomos e informais, Ruy cobra auxílio para empregados e empresas

Na luta contra a pandemia da Covid-19, uma grande conquista foi dada com o auxílio para trabalhares informais e autônomos. Mas ainda há muito o que ser feito, conforme defende o deputado federal Ruy Carneiro, para os trabalhadores formais e para as empresas, que estão sem funcionar neste período de crise. Um grande prejuízo para a economia brasileira que deve ser também analisado.

Ruy explicou que a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto que prevê o pagamento entre R$ 600 e R$ 1,2 mil a trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais por três meses foi um avanço. “Trabalhadores informais e autônomos terão a oportunidade de sustentar suas famílias nesse período de efeitos do coronavírus sobre a economia”, comentou.

Entretanto, o parlamentar afirma ser necessário um plano de apoio mais robusto para diminuir os impactos negativos da quarentena na economia brasileira. “É preciso resolver também a questão dos trabalhadores de carteira assinada. Que estão em empresas que fecharam as suas portas”, comentou Ruy.

O deputado paraibano ainda completou: “É importante, neste instante, dar esse suporte para estas empresas que estão em dificuldade, por que não estão vendendo, e os trabalhadores, por que estão sem renda.”