ELEIÇÕES 2020: Tovar vai se filiar ao PSD e arriscar perder o mandato de deputado por infidelidade partidária?

Pré-candidato a prefeito de Campina Grande, o deputado licenciado Tovar Correia Lima terá que decidir até o dia 4 de abril se continua no PSDB ou se filia ao PSD do prefeito Romero Rodrigues.

No PSDB a candidatura de Tovar corre o risco de ser preterida pela direção estadual, de maioria Cunha Lima e em tese mais simpática a Bruno Cunha Lima, que pode voltar ao partido.

Caso Tovar se filie ao PSD, deverá a médio prazo perder o mandato por infidelidade partidária. O que não será um problema se ele realmente for o candidato de Romero Rodrigues. É um risco calculado.

Sem mandato, Bruno Cunha Lima não tem a mesma preocupação e também pode ingressar no partido de Romero.

Mas uma coisa é certa, se Tovar se filiar ao PSD é porque ele realmente será o candidato do prefeito. Quem conhece Romero sabe que ele não convidaria Tovar ou Bruno em vão para se filiar ao partido.

Sendo assim, saberemos até 4 de abril quem será o nome escolhido por Romero. Ou não, no caso da improvável filiação de ambos (Bruno e Tovar) ao PSD.

 

Pelo Twitter, Luciano Cartaxo mantém defesa do isolamento social e critica manifestações: “Bom senso e a humanidade vão vencer”

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, criticou, neste sábado (28), as manifestações públicas contra o isolamento social, em vigor na capital paraibana como medida preventiva ao novo Coronavírus. “O momento atual não é apenas de crise, muito menos de disputas políticas, mas de luta pelo maior bem que existe: a vida. João Pessoa cumpre o protocolo internacional de prevenção à Covid-19, recomendado pela OMS. Em outros países, não seguir as orientações teve um custo pago com milhares de vidas humanas. É inadmissível repetir este erro”, escreveu.

O gestor pontuou que não se trata de opinião, mas de uma decisão baseada na ciência e na experiência. “Ir às ruas para se manifestar contra o isolamento social expõe quem sai, quem precisou sair por alguma razão séria e até quem ficou em casa. Hoje precisamos, mais do que nunca, de gestos solidários, humanitários, de respeito ao outro, não de atitudes irresponsáveis que semeiam a discórdia e a desordem”, afirmou.

Reforçando as medidas de prevenção, o prefeito agradeceu à imensa maioria da população que fechou as portas ao vírus. “Vamos continuar sendo agentes de proteção, não da transmissão de uma doença que não para de matar. Quem resolve sair de casa, sem levar a sério uma ameaça à saúde pública, desrespeita não só a lei, como também a própria vida e a vida do outro”, disse, por meio da rede social.

O prefeito reafirmou, ainda, “que todos queremos retomar a rotina, mas no tempo certo” e lembrou que “quem se precipitou nesta decisão, condenou pessoas à morte”, a exemplo do que mostrou a experiência internacional. “Trabalhar para recuperar a economia, já atingida, será uma missão no mundo todo. Voltar à vida normal, sim, como deve ser. Quando for a hora. Porque vida perdida não volta. Serenidade, paz e respeito, sempre. O bom senso e a humanidade vão vencer. Sigamos na luta! Que Deus nos abençoe!”, encerrou.

Mídia nacional destaca ações de João Azevêdo na PB para combater o coronavírus

O site nacional Pragmatismo Político publicou uma matéria na tarde deste sábado (28) mostrando as medidas que foram adotadas pelo governador João Azevêdo na Paraíba, para o enfrentamento ao coronavírus. O site destacou o fato de João ter ido na contramão do presidente Jair Bolsonaro, que em seu pronunciamento em rede nacional, na noite de terça-feira (24), contradisse todas as práticas mundialmente recomendadas de enfrentamento ao coronavírus. Em sua fala, Bolsonaro minimizou a pandemia e ordenou que o país “retornasse à normalidade”.

Confira a matéria na íntegra:

“Por favor, para a sua segurança, fique em casa”. Essa é uma das frases disparadas por carros de bombeiros que circulam com alto-falante pelas principais cidades da Paraíba há pelo menos dez dias.

No estado, o governo adotou medidas enérgicas de contenção ao novo coronavírus antes mesmo da confirmação do primeiro infectado.

Quando não havia ainda nenhum caso confirmado de Covid-19 na PB, o executivo estadual antecipou as férias escolares, decretou o fechamento de bares, restaurantes e comércios, e colocou os bombeiros nas ruas espalhando mensagens de conscientização. Dias depois, shoppings também foram fechados.

Para os servidores públicos, foi determinado aos com mais de 60 anos e integrantes dos grupos de risco que ficassem em casa, em home office. Os demais, trabalhariam em uma espécie de rodízio.

Pelas ruas dos municípios do estado, tornou-se habitual ver comboios policiais em circulação para assegurar o cumprimento das determinações do governo.

Evolução dos casos

No dia 18 de março, os paraibanos ficaram sabendo do primeiro paciente que testou positivo — um homem de 60 anos, com histórico de viagem para a Europa, residente da capital João Pessoa.

Até ontem (27), a Secretaria de Saúde do estado contabilizou um total de 10 infectados — média de um novo caso por dia. Três desses pacientes (incluindo o primeiro) já são considerados curados e não há nenhuma morte.

Em 14 de março, quatro dias antes do primeiro caso, o governador João Azevêdo (Cidadania-PB) decretou situação de emergência na Paraíba. A medida, com validade de 90 dias, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

No dia 21 de março, com apenas um caso de coronavírus confirmado, o governo anunciou a implantação de 300 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender possíveis vítimas. Dias antes, outros 270 leitos de enfermaria e 90 de UTI já haviam sido reservados.

Em 23 de março, com dois testes positivos para Covid-19 na Paraíba, foi publicado um edital de contratação de 2.443 profissionais da saúde para atender a implantação daqueles 300 novos leitos de UTI.

Ainda na segunda-feira, dia 23 de março, uma reunião entre os governadores do Nordeste e o presidente Jair Bolsonaro, através de videoconferência, parecia sacramentar avanços conjuntos no combate à pandemia.

Na oportunidade, João Azevêdo (PB) cobrou a necessidade da instituição da renda básica da cidadania para atender os profissionais autônomos, questionou sobre o prazo de entrega dos testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19 e pediu a liberação de operações de créditos e de benefícios do Bolsa Família.

A reunião entusiasmou os governadores do Nordeste. Camilo Santana (PT), do Ceará, disse que a conversa com Bolsonaro “foi muito produtiva e todos ficaram muito otimistas, com disposição de cooperar, superar questões políticas, partidárias, ideológicas”. Segundo ele, o presidente atendeu praticamente todos os pontos pleiteados pelos líderes da região.

O baque

O otimismo durou apenas 24 horas. Na noite de terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional que contradizia todas as práticas mundialmente recomendadas de enfrentamento ao coronavírus. Em sua fala, Bolsonaro minimizou a pandemia e ordenou que o país “retornasse à normalidade”.

“O pronunciamento foi um desserviço, a destruição de tudo que está duramente sendo construído para proteger a população. Em resumo, um absurdo”, declarou João Azevêdo.

Os efeitos da fala de Bolsonaro já são sentidos em todo o Brasil, e a Paraíba não é exceção. O silêncio que antes imperava nas ruas agora cede lugar ao barulho provocado por pessoas que, desde a quarta-feira, voltaram a circular gradualmente.

O vídeo de um comerciante local, amplamente difundido em grupos de WhatsApp, deu o tom do que estaria por vir: “Bolsonaro tem razão. Amanhã vou reabrir minha loja”.

Nos supermercados da capital paraibana, muitas pessoas já circulam sem desconfiança. “Esse coronavírus não é tudo isso. Já houve doenças muito piores”, dizia um homem, em voz alta, na fila do caixa, como se estivesse tentando convencer os demais.

As praças, vazias até terça-feira, aos poucos estão sendo ocupadas por corredores, ciclistas, crianças e caminhantes, inclusive idosos.

Atentos aos exemplos de lugares que enfrentam verdadeiras catástrofes por terem adotado tardiamente as medidas de isolamento, os paraibanos conscientes tentam reverter a sangria.

Igrejas de diferentes doutrinas do estado afirmaram que não irão reabrir as portas, apesar do decreto presidencial que considerou as atividades em templos religiosos como “serviços essenciais”.

O governo também segue firme em sua posição. “A OMS recomendou a todos os países atingidos pela Covid-19 que adotem medidas de isolamento social como única forma de evitar um colapso do sistema de saúde e a morte de muitas pessoas. Todas as medidas visando a proteção da população do nosso Estado, contidas no Plano de Contingenciamento elaborado pela Secretaria da Saúde, continuarão sendo implantadas.Vamos em frente, venceremos mais esta batalha”, comunicou o governador João Azevêdo.

polícia militar paraíba coronavírus
Nesta sexta-feira (27), foi deflagrada a operação “Previna-se II”, que mobiliza 1,2 mil policiais. “Aqueles que insistirem em continuar circulando, mesmo com sintomas da doença, serão responsabilizados, pois isso é crime contra a saúde pública”, explicou o secretário de segurança.

Além da fiscalização, a ordem é para que esses policiais reforcem a segurança em estabelecimentos onde funcionam serviços essenciais como farmácias, unidades de saúde, postos de combustíveis e supermercados.

A despeito da contraofensiva das autoridades paraibanas, não se sabe até que ponto germinará — no estado com o segundo menor número de infectados no Brasil — a semente do deboche ao coronavírus implantada pelo bolsonarismo.

ParaibaJá

Deputado Genival Matias defende unificação das eleições em 2022 e uso do fundo eleitoral no combate ao coronavírus

O presidente do partido Avante na Paraíba, deputado Genival Matias, adiantou seu posicionamento favorável à destinação dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral no valor de R$ 2 bilhões e dos recursos extras que financiam eleições no Brasil, cerca de R$ 4 bilhões para combater a proliferação do coronavírus.

O parlamentar também defende o adiamento das eleições municipais marcadas para outubro, no intuito de conter o avanço da pandemia no país, que está trazendo mortes, agravamento na saúde das pessoas, sobrecarga dos hospitais e enorme prejuízo na economia dos países, atingindo diretamente seus cidadãos.

Genival Matias pontuou que a democracia no Brasil já é financiada pela sociedade. A estrutura da Justiça Eleitoral custa sete bilhões de reais por ano, que tenha eleição ou não. No ano de eleição, ou seja, a cada dois anos, a Justiça Eleitoral precisa de mais 4 bilhões para realizar as eleições em todo o país, sem falar no Fundo Partidário de 2 bilhões, para ser distribuído entre partidos políticos e candidatos no ano de eleição.  A preço de hoje, são cerca de 13 bilhões investidos no período eleitoral.

“Acredito que chegou o momento de adiar as eleições deste ano, para que haja uma unificação, sendo realizada uma eleição geral em 2022 para prefeito, vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Dessa forma, os recursos da União que seriam gastos com a campanha eleitoral no Brasil e os recursos do fundão seriam destinados para conter a crise do coronavírus”, defendeu Genival Matias.

Ainda de acordo com ele, os recursos do fundo eleitoral de mais de R$ 2 bilhões e os R$ 4 bilhões destinados à Justiça Eleitoral em ano de eleição, devem ser direcionados à saúde, especialmente para equipar as emergências das unidades de saúde, implantação de UTIs e ações para conter a propagação do Covid-19.  “Nada mais justo e sensato que todos os políticos brasileiros, independentemente de suas filiações e ideologias políticas, ajam em favor de uma causa tão complexa e gravíssima que a população brasileira está enfrentando e que pode resultar em momentos de pânico, desespero, possíveis desabastecimento, falta de leitos hospitalares, remédios, equipamentos e insumos”, explicou o parlamentar.

Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou integralmente a Lei Orçamentária Anual de (LOA) de 2020, que inclui o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para financiar as campanhas dos candidatos nas eleições municipais de outubro. Além disso, as siglas ainda contam com mais R$ 1 bilhão do Fundo Partidário para as despesas com atividades das legendas. O montante garantido pelo Congresso é distribuído de acordo com o tamanho das bancadas.

A ideia de adiamento das eleições municipais deste ano foi cogitada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e divide opiniões no meio político. Por ora, a Justiça Eleitoral avalia que não é o momento de se discutir o adiamento e mantém o calendário eleitoral.

Projeto de Ruy que reduz salários de deputados e senadores é destaque nacional

A imprensa nacional destacou neste sábado (28) o projeto de lei do deputado federal Ruy Carneiro que prevê um corte de 50% nos salários de deputados federais e senadores durante três meses, como uma das medidas para reforçar o combate ao coronavírus. Matéria intitulada “Deputados propõem reduzir o próprio salário para combater coronavírus”, publicada pelo portal UOL, da Folha de S.Paulo, indica que a economia proposta por Ruy chega aos R$ 30 milhões.

O objetivo principal do parlamentar com esta matéria é “assegurar a compra de respiradores, equipamentos de proteção e operacionais para médicos, enfermeiros e outros profissionais que estão bravamente engajados no combate ao coronavírus”.

“O momento é dar exemplos”, enfatizou Ruy acerca do seu projeto. “Muitas trabalhadoras e trabalhadores tiveram ou terão perdas, inclusive com a suspensão dos contratos de trabalho instituída em Medida Provisória. Portanto, temos que dar exemplos também no parlamento e mesmo nos demais poderes”, defendeu o deputado.

Ruy Carneiro sugere ainda que outras esferas de poder possam também contribuir neste momento, e que todas as demais casas parlamentares do Brasil façam o mesmo: Senado, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

Além do projeto de Ruy, foram destacados também projetos semelhantes. Tais como os dos deputados Celso Maldaner (MDB-SC), Kim Kataguiri (DEM-SP) e Rodrigo Coelho (PSB-SC).