Mandetta já admite saída: “Não sei até quando ficarei ministro”

Em reunião com integrantes do Ministério Público, que possivelmente foi transmitida por engano nesta segunda-feira (6), o Mnistro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, admitiu que não sabe “até quando ficará Ministro da Saúde”. As afirmação reforça as especulações que dão como certo que Jair Bolsonaro deve demití-lo ainda nesta segunda. A informação é do jornal O Globo.

“Não sei até quando ficarei Ministro da Saúde. Se eu ficar aqui, enquanto ficar aqui, me coloco à disposição de vocês para eventualmente podermos fazer as tomadas de decisões que o momento requer”, disse o Mandetta.

O ministro também afirmou que o cenário político atual é extremamente complexo, com “pessoas que almejam o cargo de ministro” e admitiu que pode não ficar por muito mais tempo no cargo.

O nome mais cotado para substituir Mandetta é o deputado federal Osmar Terra, que tem defendido as mesmas teses de Jair Bolsonaro contra o isolamento. Ele almoçou com Bolsonaro e os quatro ministros que despacham do Palácio do Planalto nesta segunda.

De acordo com fontes, a demissão de Mandetta deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União após reunião de Bolsonaro com todos os ministros, entre eles Mandetta, convocada para as 17h.

“Temos visões diferentes, temos pessoas que almejam o cargo de ministro e acham que o que estamos fazendo não é o correto”, afirmou Mandetta em outra reunião, criticando a proposta de isolamento vertical defendida por Bolsonaro.

O ‘migué’ de Tovar no Correio Debate

Ao ser questionado sobre a sua pré-candidatura após a filiação de Bruno Cunha Lima ao PSD, o deputado estadual Tovar Correia Lima deu um verdadeiro migué e não respondeu os entrevistadores da rádio Correio.

Tovar usou o coronavírus para sair pela tangente e se esquivou do foco da pergunta. Foi bater no Rio de Janeiro, invocou César Maia e especulou sobre o adiamento das eleições. E só foi mais incisivo quando Victor Paiva disse que não tinha entendido a resposta.

Tovar então respondeu que continua pré-candidato, mas ficou nítido o seu desconforto ao tratar sobre o tema.

PSDB definha sob o comando de Pedro Cunha Lima, perde lideranças e não apresenta nenhuma filiação de peso

O deputado federal Pedro Cunha Lima assumiu o comando estadual do PSDB com a promessa de vitalizar a legenda, mas de lá pra cá o partido só vem definhando e perdendo lideranças.

Em poucos dias o partido perdeu o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, o prefeito de Patos, Dinaldinho, e o vereador Marcus Vinícius, com quase duas décadas de filiação. Antes o partido já tinha perdido Bruno Cunha Lima.

O PSDB chega em 2020 menor do que em 2018, e com a expectativa de encolher ainda mais. A unica exceção é a pré-candidatura consolidada de Ruy Carneiro em João Pessoa, e a reeleição de Emerson Panta em Santa Rita.

Alguém precisa perguntar aos Cunha Lima se eles ainda pretendem fazer politica na Paraíba. Porque após a derrota de 2018, Cássio foi cuidar da vida dele e pouco se envolve na politica local. E Pedro é a promessa que ficou só na promessa.

Se a direção estadual continuar de cara pra cima, o PSDB corre o risco de virar um partido nanico. Porque camarão que dorme a onda leva. E jacaré que fica parado vira bolsa.

 

As entrelinhas da filiação de Bruno Cunha Lima ao PSD

Escrevi um artigo há alguns dias questionando se o deputado estadual Tovar Correia Lima iria se filiar ao PSD e correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Sendo o candidato de Romero a prefeito de Campina, seria um risco aceitável.

No mesmo artigo ressaltei que quem se filiasse ao partido de Romero teria a predileção do prefeito na sucessão municipal. Porque Romero pode ter muitos defeitos, mas é um político conhecido por manter a palavra. Logo, quem aceitasse seu convite de filiação é porque seria o escolhido.

Bruno Cunha Lima aceitou. Quanto a Tovar, não tenho informação se ele também foi convidado por Romero. Tentei contato, mas o mesmo não atendeu. Se também foi convidado, não quis arriscar perder o mandato de deputado. Uma preocupação que Bruno (sem mandato) não tinha.

Ainda não é oficial, mas tudo indica que Bruno será mesmo o candidato do grupo Cunha Lima em Campina. E por vários motivos.

Romero tem ambições para 2022, comanda um partido grande e quer mantê-lo administrando a cidade para servir de vitrine daqui a dois anos.

No PSDB, Tovar está refém da executiva estadual, já que Campina Grande conta apenas com comissão provisória. E como se sabe, a preferência do partido é por Bruno Cunha Lima. Ou seja, mesmo querendo ser candidato, a situação ficou complicada para Tovar.

Pesquisas também indicam uma ligeira vantagem para Bruno Cunha Lima, o que certamente deve ter influenciado o convite de Romero, bem como a relação do prefeito com Ivandro Cunha Lima, avô de Bruno.

 

Secretário Geral do PRTB comemora crescimento da legenda na Capital

O secretário-geral do PRTB em João Pessoa, Jair Soares, está comemorado o crescimento do partido para a disputa eleitoral deste ano.

O partido, que após a saída do deputado estadual Eduardo Carneiro da Câmara Municipal de João Pessoa tinha perdido a cadeira no legislativo municipal, ganhou a filiação do vereador Thiago Lucena.

Para Jair Soares, a chegada de Thiago Lucena é motivo de comemoração, “pois além da qualidade parlamentar e da postura ética do vereador, fortalece nossa chapa proporcional para a disputa deste ano”.

O PRTB tem como principal referência a nível nacional o vice-presidente General Amilton Mourão, e aqui no Estado o deputado Eduardo Carneiro; dois grandes cabos eleitorais que oferecerão suas identidades para fortalecimento das candidaturas proporcionais.

Segundo Jair Soares, o PRTB vem forte para a disputa eleitoral em João Pessoa.

“Como filiado e soldado da construção de um modelo de fazer política inovadora desenvolvido pelo nosso partido, juntamento com nosso presidente municipal João Eduardo, com nosso presidente estadual Fábio Carneiro, construímos um grupo de 41 pré candidatos com atuação em diversas áreas e segmentos de nossa cidade”, disse Jair Soares.

Perguntado se é candidato, Jair Soares disse que é uma soldado, e se for convocado, estará pronto para ajudar na construção da boa política.