Bolsonaro manda recado para Mandetta: “Médico não abandona paciente, mas o paciente troca de médico”

Um dia depois de se reunir com o ministro Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaro voltou a alfinetar o titular da Saúde. Em sua sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro voltou a defender o uso generalizado da hidroxicloroquina para o tratamento generalizado da covid-19.

“Médico não abandona paciente, mas o paciente troca de médico”, afirmou Bolsonaro sem citar o nome de Mandetta. Ao justificar que não deixaria o cargo, mesmo em confronto com Bolsonaro, Mandetta tem dito que “médico não abandona paciente”.

“Você tem todo o direito de trocar de médico”, disse. Bolsonaro disse também que já entrou em contato com um dos fabricantes no Brasil e que o país tem capacidade de produzir o remédio em grande escala.

Conselho de Contabilidade disponibiliza canal para sanar dúvidas sobre auxílio financeiro do Governo Federal  

O Conselho Regional de Contabilidade da Paraíba (CRCPB) lançou, nesta quinta-feira (9) um canal de atendimento ao público para sanar dúvidas sobre o Auxílio Financeiro Emergencial do Governo Federal. Os profissionais da Contabilidade estão realizando plantões das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, com atendimentos gratuitos via WhatsApp. Essa é uma iniciativa da Comissão do Voluntariado da Classe Contábil, que promove ações em todo o estado da Paraíba.

O CRCPB alerta a população para que, caso necessite dos serviços de contadores e técnicos em Contabilidade, certifique-se de que se trata de um profissional habilitado e regularizado no Conselho. Durante a quarentena pela pandemia, o atendimento ao público está sendo realizado no horário normal, das 8h às 12h e das 13 às 17h, no entanto, de forma remota. Os telefones e e-mails estão descritos abaixo.

Números de WhatsApp para sanar dúvidas sobre Auxílio Financeiro:

(83) 98771.9004

(83) 99603.2179

(83) 98693.1783

(83) 98861.6878

(83) 98658.5575

 

Números de telefone e e-mails para atendimento aos profissionais da Contabilidade

Dúvidas e orientações gerais:

diretoria@crcpb.org.br

(83) 99179-3472

 

Parcelamento de débitos:

cobranca@crcpb.org.br

(83) 99129-4873

 

Registro e atendimento cadastral:

registro@crcpb.org.br

(83) 99116.4768

 

Agendamento, fiscalização, prazo e Decore:

fiscalizacao@crcpb.org.br

(83) 99127.2063 / 99169.7724

 

Senha / problemas nos serviços online:

informatica@crcpb.org.br

(83) 99109.3512

 

Licitações e Contratos:

patrimonio@crcpb.org.br

(83) 99169.7718

 

Certificados de eventos / EPC:

eventos@crcpb.org.br

(83) 99116.6228

Julian Lemos é relator do projeto de lei que suspende inclusão de devedor no SPC e Serasa durante a pandemia do coronavírus

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) proposta que suspende, por 90 dias, a inclusão de novos inscritos em cadastros negativos como Serasa e SPC. A regra vale apenas para inadimplência registrada após 20 de março de 2020, ou seja, relacionada com as medidas de isolamento social usadas no combate ao coronavírus. A medida segue para o Senado Federal.

A proposta autoriza a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça a prorrogar a suspensão das novas inscrições nos cadastros de devedores enquanto durar a calamidade.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Julian Lemos (PSL-PB) ao Projeto de Lei 675/20, dos deputados Denis Bezerra (PSB-CE) e Vilson da Fetaemg (PSB-MG). O objetivo da suspensão, segundo Lemos, é garantir acesso ao crédito pelos atingidos pela pandemia.

A proposta aprovada determina que o Poder Executivo deverá realizar a regulamentação e a fiscalização necessárias, sem prejuízo da aplicação de sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. Se houver cobrança de multa por descumprimento da norma, o dinheiro deverá ser aplicado em medidas de combate à Covid-19.

Fechamento de bancos
Julian Lemos afirmou que foi procurado por pessoas e empresas atingidas pelas dificuldades causadas pela pandemia, que vai desde a diminuição de fluxo de caixa ao fechamento de bancos.

“Neste momento, a economia do nosso país está paralisada, amargando inúmeras perdas em função da restrição de circulação de pessoas por meio de isolamento e quarentenas”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

CNN intercepta diálogo de Onyx e Osmar Terra sobre saída de Henrique Mandetta

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra, conversaram na manhã desta quinta-feira sobre a substituição do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e a mudança da política do governo de enfrentamento ao coronavírus no Brasil.

CNN ouviu a conversa após ter telefonado às 8h33 para Terra. O ministro atendeu ao telefonema, nada falou e não desligou, o que possibilitou que o diálogo de pouco mais de 14 minutos fosse ouvido.

No trecho inicial da conversa, Terra defende a mudança da política do governo. “Tem que ter uma política que substitua a política de quarentena. Ibaneis (Rocha, governador do Distrito Federal) é emblemático. Se Brasília começa a abrir… (Mas) ele está com um pouco de receio. Qualquer coisa que fala em aumentar…”, disse fazendo uma analogia de como as pessoas estão, mesmo com a restrição, saindo às ruas: “Supermercado virou shopping”.

Para ele, a política do atual ministério da Saúde “não está protegendo o grupo de risco” e que uma ideia é estabelecer uma política especial para os municípios onde há asilos.

Ambos fazem ainda projeções sobre número de mortos no Brasil pelo COVID-19. Onyx estima que deve chegar a 4 mil mortos. Terra acha que fica “entre 3 e 4 mil”. “Vai morrer menos gente de coronavírus do que da gripe sazonal.” Ele também cita São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza como os locais onde deve estar concentrada a restrição de circulação de pessoas.

Ambos começam, então, a falar mais especificamente de Mandetta.

Onyx: “Eu acho que esse contraponto que tu tá fazendo…”
Terra: “É complicado mexer no governo por que ele tá…”
Onyx: “Ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo.”
Terra: “E ele (Mandetta) se acha.”
Onyx: “Eu acho que (Bolsonaro) deveria ter arcado (com as consequências de uma demissão)…”
Terra: “O ideal era o Mandetta se adaptar ao discurso do Bolsonaro.”
Onyx: “Uma coisa como o discurso da quarentena permite tudo. Se eu tivesse na cadeira (de Bolsonaro)… O que aconteceu na reunião eu não teria segurado, eu teria cortado a cabeça dele…”
Terra: “Você viu a fala dele depois?”
Onyx: “Ali para mim foi a pá de cal. Eu já não falo com ele (Mandetta) há dois meses. Aí acho que é xadrez. Se ele sai vai acabar indo para a secretaria do Doria.”
Terra: “Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser.”

Onyx é do DEM, mesmo partido de Mandetta. Ele começou o governo como ministro da Casa Civil, mas neste ano acabou sendo deslocado para a Cidadania. É, porém, um dos aliados mais fieis do presidente. Foi ele que desde o início se entusiasmou com o projeto político de Bolsonaro.

Em 2018, promoveu reuniões com parlamentares para coletar apoios ao então candidato. Onyx é muito próximo aos filhos do presidente, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e Carlos, vereador pelo Rio de Janeiro. Também é próximo ao ministro da Educação, Abraham Weintraub. É próximo, portanto, ao que se convencionou chama “ala ideológica” do governo, um núcleo que nos últimos meses foi perdendo espaço para os militares, mas que manteve grande influência com o presidente e com sua militância nas redes sociais.

Já Terra é deputado federal pelo MDB. Deixou o ministério da Cidadania após algumas queixas do Palácio do Planalto, mas principalmente para que Bolsonaro pudesse abrigar Onyx, a quem tem uma grande dívida por ter sido dos primeiros a acreditar e a se empenhar no seu projeto presidencial.

Ambos têm um projeto político conjunto no Rio Grande do Sul. A ideia predominante é que Terra seja o candidato ao governo gaúcho em 2022.

Esse contexto político ajuda a explicar também porque Terra se aproximou do Palácio do Planalto nesta crise do coronavírus. Seu discurso é alinhado ao que o presidente Jair Bolsonaro tem defendido: flexibilização do isolamento, foco das políticas nos grupos de risco e investimento na hidroxicloroquina.

Mas o que a conversa de ambos mais deixa claro é que a saída de Mandetta continua a ser algo ainda aventado no entorno do presidente Jair Bolsonaro. Procurado, Terra disse que não ia comentar porque se trata de uma conversa privada. Onyx não se manifestou.

CNN

Imprensa nacional destaca que Operação Calvário prepara nova leva de ações contra organização criminosa de Ricardo Coutinho

A coluna Radar, da revista Veja, assinada pelo jornalista Robson Bonin, destaca que a Operação Calvário deve trazer surpresas nas próximas semanas. A força-tarefa agora trabalha para encontrar o dinheiro desviado pelo ex-presidiário Ricardo Coutinho, como também a identificação dos laranjas.

Confira:

Novos desdobramentos da Operação Calvário devem atingir o grupo político do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho nos próximos dias.

As investigações do Ministério Público da Paraíba, com base na delação do lobista Daniel Gomes, tem seguido normalmente. Mesmo diante da crise que paralisa todo o país. 

Ricardo Coutinho já é denunciado por organização criminosa, em razão dos esquemas que teriam subtraído R$ 134,2 milhões dos cofres públicos da Paraíba.

Efraim Filho garante emenda de R$ 224 mil para prefeitura de Cabedelo adquirir ventiladores pulmonares e demais insumos

A prefeitura de Cabedelo, mais precisamente o hospital e maternidade Padre Alfredo, foi contemplada com uma emenda do deputado federal Efraim Filho no valor de R$ 224.650,00.

O objeto da emenda é a aquisição de equipamentos para atenção especializada em saúde; ventiladores pulmonares e outros insumos.

Líder do DEM na Câmara, o deputado Efraim Filho tem trabalhado dobrado para garantir a liberação das emendas agora, quando as prefeituras mais precisam dos recursos para combater o coronavírus.

 

Luciano Cartaxo abre novo Centro POP 24h com leitos para acolher pessoas em situação de rua

Depois de assegurar kits de higiene, refeições gratuitas nos restaurantes populares, ampliar atendimento nos programas de assistência e ofertar auxílio-moradia para famílias em situação de rua, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, abriu, nesta quinta-feira (9), o novo Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). A nova unidade irá funcionar no bairro de Jaguaribe, com atendimento 24h, e vai ofertar 20 leitos para acolher pessoas que vivem nesta condição.

O gestor visitou as instalações do segundo Centro POP implantado na Capital e abriu a unidade sem solenidade. “O suporte às pessoas em situação de rua é parte fundamental do plano de combate ao novo coronavírus em João Pessoa. Desde o primeiro momento, um conjunto de medidas foram adotadas para garantir segurança alimentar e reduzir os riscos de contágio. Com o Centro POP 24h avançamos em uma nova fase de acolhimento, que teve início com a oferta do auxílio-aluguel para aproximadamente 200 pessoas”, disse o prefeito.

Além dos leitos, o Centro POP 24h vai ofertar café da manhã e jantar inicialmente para 100 pessoas em situação de rua, número que pode ser ampliado de acordo com a demanda. Além das duas refeições oferecidas no Centro Pop, as pessoas em situação de rua também ganham o almoço gratuitamente nos restaurantes populares. Junto com a primeira unidade e com os restaurantes populares, 100% de quem vive nas ruas terá acesso às medidas de segurança alimentar.

O espaço vai dispor de banheiros e áreas para a higienização dos moradores, que vem recebendo um kit de proteção ao novo coronavírus, com produtos como máscaras e álcool em gel.

Novas medidas – De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Diego Tavares, outros 20 leitos de acolhida para pessoas em situação de rua serão abertos na próxima semana. “Estamos abrindo mais uma casa para o atendimento exclusivo de pessoas em situação de rua, assegurando novos espaços de acolhimento”, disse Tavares.

Outros programas de atenção social ampliaram a sua capacidade de atendimento durante o período da epidemia, como o Consultório na Rua e o Ruartes. Diego Tavares lembrou a importância da população seguir fazendo um gesto solidário, doando, sempre que possível, alimentos e insumos. “Apenas nos primeiros dias, a Central de Doações recebeu mais de meia tonelada de alimentos, destinados às pessoas em situação de rua e abrigos para idosos de longa permanência”, afirmou.

João Azevêdo anuncia que está alugando o antigo Hospital Santa Paula com mais 150 leitos para atendimento aos casos de Covid-19

O governador João Azevêdo anunciou, nesta quinta-feira (9), que o Estado está alugando o antigo Hospital Santa Paula, em João Pessoa, que irá disponibilizar 150 leitos para o tratamento exclusivo da Covid-19. O contrato de locação já foi assinado com os proprietários e os serviços de manutenção começam esta semana. Essa é mais uma ação do Governo da Paraíba para fortalecer a rede hospitalar e assegurar atendimento de qualidade às pessoas que precisarão de auxílio médico.

Os novos leitos do Hospital Santa Paula se somam aos 130 que estarão disponíveis nos próximos dias no Hospital Solidário, montado no estacionamento do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita.

O Plano de Contingência estadual já preparou outros Hospitais de Referência, que estão distribuídos por macrorregião de saúde, sendo o Hospital Clementino Fraga, Santa Izabel e Hospital Municipal do Valentina na primeira Macro, em João Pessoa. Na segunda Macrorregião, o Hospital Pedro I e o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luís Gonzaga Fernandes, em Campina Grande; e no Sertão e Alto Sertão, os hospitais Regionais de Cajazeiras, Pombal, Regional de Patos e o Infantil Noaldo Leite, também em Patos, garantindo, dessa forma, atendimento e, caso necessário, o deslocamento seguro dos pacientes de todas as regiões do Estado.

Convocação de profissionais de Saúde – Nesta quinta-feira (9), a gestão estadual publicou, no Diário Oficial do Estado, mais uma lista de convocação dos profissionais de saúde que trabalharão nos hospitais que estão sendo abertos para o atendimento  aos casos da Covid-19.  Eles foram  aprovados, recentemente, no processo seletivo promovido pelo Governo do Estado para suprir a demanda emergencial de atendimento na rede hospitalar durante a pandemia.

Ruy defende uso do fundo eleitoral no combate ao coronavírus

Depois de votar contra a criação do Fundo Eleitoral e Partidário, o deputado federal paraibano Ruy Carneiro defendeu nesta quinta-feira (9) a decisão da Justiça Federal de bloquear a liberação dos R$ 3 bilhões previstos para o fundo neste ano e destinar os recursos integralmente ao combate à pandemia do novo coronavírus.

“Todos os esforços neste momento devem ser feitos em favor da vida, em defesa das vidas das pessoas”, diz Ruy, acrescentando: “É preciso concentrar os recursos do país nesta guerra, lutando de um lado para proteger a saúde de todos e, de outro lado, para garantir a sobrevivência das famílias, oferecendo a renda mínima necessária ao sustento das pessoas”.

Na avaliação de Ruy Carneiro, cada setor da sociedade vai precisar dar o seu exemplo e a sua parcela de sacrifício para que o país como um todo minimize os efeitos negativos desta crise, seja na saúde pública, seja na economia. “Sou contra a criação do Fundo Eleitoral e Partidário e votei contra na Câmara dos Deputados. A maioria aprovou, mas o momento agora é outro, a urgência pede de nós respostas rápidas. Cada dia nessa luta são muitas vidas que salvamos”, defende Ruy Carneiro.

O bloqueio dos recursos do fundo eleitoral e sua destinação ao combate à Covid-19 foi decidido por meio de liminar pelo juiz da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta.

“Bolsonaro virou motivo de chacota internacional”, diz presidente da maior consultoria de risco do mundo

O executivo Ian Bremmer, presidente e fundador da Eurasia Group, considerada a principal consultoria de risco político do mundo, concedeu entrevista à Deutsche Welle e se disse surpreendido pela postura de Jair Bolsonaro perante o avanço da covid-19, a doença provocada pelo coronavírus, no país. Bremmer afirma que a Eurasia baixou as projeções e expectativas para o Brasil em função do cenário atual.

“O presidente de uma nação não pode confrontar a ciência e o bem-estar de seus cidadãos. Além disso, ele está minando a sua própria popularidade e causando divisões dentro da base de apoio à agenda de reformas econômicas no Congresso Nacional, o que pode conduzi-lo ao impeachment. No plano internacional, ele virou motivo de chacota”, afirma.

“Nós rebaixamos nossas projeções e expectativas para o Brasil em função da crise pandêmica. As principais razões são a condução de Bolsonaro, associada ao risco de que não consiga levar adiante a agenda de reformas econômicas e, em vez disso, volte-se para a sua base populista, mais ligada aos temas de segurança. Isso criaria muitas divisões no país. São elementos que abrem espaço para um impeachment após esta crise”, disse Bremmer.