Bolsonaro sai às ruas e escuta: “vai trabalhar, vagabundo”

Durante saída na capital federal na noite deste sábado (23), Bolsonaro foi alvo de panelaços de manifestantes insatisfeitos com seu governo. “Vai trabalhar, vagabundo”, ouve-se em vídeo divulgado pelo jornalista Lucas Rohan.

Pedro Cunha Lima segue no mesmo erro do pai

Cássio foi um bom senador da República. Representou a Paraíba como poucos e logo ocupou o cenário político nacional com habilidade. Mas se perdeu no golpe patrocinado por Aécio Neves e afundou de vez quando associou sua imagem a Temer.

Cássio merecia a reeleição, mas carregava o fardo de uma imagem associada ao presidente mais rejeitado da história. Era como correr uma maratona com uma mochila de 20kg nas costas. E ainda tinha que lutar contra o jogo pesado da ORCRIM de Ricardo Coutinho e suas ‘caixas de vinho’.

Pedro Cunha Lima está indo no mesmo caminho. Calou-se diante das dezenas de barbaridades do governo Bolsonaro. O motivo? Um cargo para o cunhado na Sudene.

Se Pedro fosse um deputado do Sul, tudo bem. Mas ele é do Nordeste, Paraíba, terreno infértil para o bolsonarismo.

Será que os Cunha Lima desaprenderam a fazer política? Em 2022 chega a fatura. E até lá Pedro Cunha Lima vai engolindo tudo calado, fingindo que o governo Bolsonaro presta.

O deputado deve gostar muito do cunhado.

Cenário eleitoral de Bayeux é resetado pelo TJ

O cenário eleitoral de Bayeux foi resetado pela decisão do Tribunal de Justiça que afastou pela segunda vez o ex-presidiário Berg Lima da prefeitura.

Quem era favorito agora já não é tanto.

Jeferson Kita – que tinha declarado apoio a Leo Micena, juntamente com o ex-prefeito Expedito Pereira – agora não tem outra alternativa senão disputar a prefeitura de Bayeux, porque agora está inelegível para a eleição de vereador.

Até o momento ninguém entendeu a aliança de Kita e Expedito com Léo, que nunca pontuou bem nas pesquisas.

Kita agora opera uma máquina, que mesmo corroída pela corrupção ainda representa uma vantagem eleitoral. São muitos cargos para negociar com a base política e formar um grupo competitivo. E também conta com o apoio da máquina do Estado.

Berg Lima tentaria – mesmo ficha suja –  disputar a reeleição. Ele tinha calçado 5 ruas e construído 3 praças mequetrefes e já estava se achando o melhor prefeito da Paraíba. O que prova que além de corrupto ele é doido.

Expedito já não deve apoiar Leo Micena, devendo ficar com Kita. Outros partidos que estavam com Berg também ficarão com o atual prefeito, porque Bayeux também tem o seu Centrão.

Bem cotado nas pesquisas, o vereador Inaldo Andrade agora assumiu a presidência da Câmara e também ganha força na disputa eleitoral, podendo formar um bom grupo. Inaldo é um dos poucos vereadores que sempre votou pela cassação de Berg Lima.

Liderando as pesquisas também temos o ex-vice-prefeito Dr. Francisco, que deve manter seu eleitorado intacto mesmo diante da mudança no cenário. É um dos pré-candidatos com mais experiência e que passa confiança ao eleitor, além de atuar há anos como médico em Bayeux. Também tem muito serviço prestado.

Capitão Antonio – um dos favoritos – terá que readequar o discurso e poderá se queimar se partir agora para a oposição à nova gestão. Porque todo prefeito que assume interinamente conta com uma trégua para mostrar serviço, ainda mais em tempos de pandemia. O momento é de mais ideias e menos cobrança. Mas se bem que Capitão Antonio sempre fez pouca oposição à Berg. Se fez, não teve repercussão.

Também existe a possibilidade de uma chapa com Inaldo e Jeferson Kita. Resta saber quem aceita ser vice de quem. Uma pesquisa poderia ser um critério para decidir o melhor candidato. A união representaria muito e criaria o clima para pacificar Bayeux em torno de Kita ou Inaldo.

Sendo Kita, ele precisa mostrar trabalho neste curto espaço de tempo e garantir o básico para a população. Só assim chegará na eleição como favorito.

População de Bayeux se livra do constrangimento de ter um ex-presidiário corrupto como prefeito