As opções de Cartaxo; 3 técnicas e um político

A eterna novela do sucessor (ou sucessora) do prefeito Luciano Cartaxo parece não ter fim. De uma vez só, 4 secretários deixaram os cargos dentro do prazo de desincompatibilização estabelecido pela lei eleitoral. Ou seja, os 4 se colocam como opção para disputar a prefeitura de João Pessoa.

Das opções, 3 são técnicas: Daniella Bandeira (Planejamento), Socorro Gadelha (Habitação) e Edilma Freire (Educação). Diego Tavares (Desenvolvimento Social) é a opção política dos gêmeos, e também o mais ‘chegado’. É um dos poucos que faz parte da pequena panelinha – que decide – e tem opinião dentro do grupo.

Cartaxo agora terá que escolher o perfil do seu pré-candidato (a). As três opções técnicas são exatamente as áreas mais fortes da gestão. Na habitação, por exemplo, Socorro Gadelha é responsável pela construção de quase 8 mil casas. Edilma Freire é responsável pela entrega de quase 70 creches. E Daniella Bandeira, como secretária de Planejamento, tem participação em tudo isso.

Seja quem for, Cartaxo precisa ser rápido, pois pode correr o risco de não levar seu candidato, ou candidata, para o 2° turno. O prefeito errou em não anunciar o nome no final de 2019. Porém, chegando ao 2° turno, a avaliação positiva da gestão (ótimo + bom) torna o candidato governista o favorito da eleição.

Será que Cartaxo vai acertar na escolha do seu João Azevedo?

O MAGO É PENTA! Mais uma denúncia e Ricardo Coutinho já pode pedir duas músicas no Fantástico

Governo federal retira R$ 83 milhões do Bolsa Família e destina à comunicação, mas o gado bolsonarista se cala

Incentivado pelos deputados Wallber Virgolino e Cabo Gilberto, o gado bolsonarista fez um espetáculo com a suplementação de R$ 7,5 milhões realizada pelo governo João Azevedo para a secretaria de Comunicação. Não se tratava de um aumento dos gastos com propaganda, mas uma reposição para compensar os R$ 17 milhões que os deputados remanejaram da SECOM no final de 2019.

Mas agora o governo federal fez pior, uma portaria publicada nesta quinta-feira (4), no Diário Oficial da União, suspende o repasse de R$ 83 milhões ao programa Bolsa Família e destina os valores para a comunicação institucional do governo federal. De acordo com o texto da medida, a suspensão da verba atinge diretamente famílias de baixa renda do Nordeste.

Certamente ninguém vai escutar um pio dos deputados Cabo Gilberto e Wallber Virgolino sobre o assunto, muito menos do gado bolsonarista que já engoliu coisa pior, como o Centrão e o rompimento com Sérgio Moro.

Desembargador indefere liminar contra verbas da Secom-PB e destaca importância das ações de comunicação neste momento de pandemia

O MAGO É PENTA! Mais uma denúncia e Ricardo Coutinho já pode pedir duas músicas no Fantástico

Preso na Operação Calvário e usando tornozeleira eletrônica até o presente momento, o ex-governador Ricardo Coutinho acaba de conquistar o pentacampeonato em denúncias do Ministério Público por corrupção. A sexta denúncia está por vir e o ex-presidiário terá direito a duas músicas no Fantástico.

RC é acusado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, de ter comandado uma organização criminosa instalada no governo do Estado entre os anos de 2011 e 2018. A atual peça acusatória trata de suposta corrupção em contratos firmados pela Cruz Vermelha Brasileira com o governo do Estado para gerir o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

De acordo com a acusação, o esquema de desvio de recursos teria provocado prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos, só nos contratos do Hospital de Emergência e Trauma. O lapso temporal da vigência das irregularidades seria entre 2011 e 2019, período no qual a Cruz Vermelha Brasileira esteve à frente do Hospital de Trauma. A denúncia diz que desde o primeiro ano havia esquema de corrupção com a criação, inclusive, de caixa de propina para o enriquecimento ilícito de autoridades.

VÍDEO: Preso na Operação Calvário, Ricardo Coutinho diz que delator da Cruz Vermelha era um espião do MP

DESVIO DE R$ 20 MILHÕES: Gaeco denuncia Ricardo e mais 12 por fraudes no Hospital de Trauma

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) tornou-se alvo, nesta quinta-feira (4), da quinta denúncia de envolvimento em suposto esquema desvio de recursos públicos. Ele é acusado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, de ter comandado uma organização criminosa instalada no governo do Estado entre os anos de 2011 e 2018. A atual peça acusatória trata de suposta corrupção em contratos firmados pela Cruz Vermelha Brasileira com o governo do Estado para gerir o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

Além de Coutinho, são acusados de participação no esquema Daniel Gomes da Silva, Livânia Farias, Waldson de Souza, Jovino Machado da Nóbrega, Ney Suassuna, Aracilba Rocha, Fabrício Suassuna, Otto Hinrichsen Júnior, Edmon Gomes da Silva, Saulo de Avelar Esteves, Gilberto Carneiro da Gama e Sidney da Silva Shmid. Todos são acusados de participação no esquema, com maior ou menor grau e envolvimento.

De acordo com o histórico descrito no processo, a Cruz Vermelha chegou à Paraíba trazida por Daniel Gomes, que foi apresentado ao então candidato a governador Ricardo Coutinho em 2010. A apresentação dos dois foi feita pelo ex-senador Ney Suassuna. Naquele ano, o empresário doou, utilizando o nome de um tio, R$ 200 mil para a campanha eleitoral de Coutinho. Depois disso, teria havido o afinamento para a chegada dele na Paraíba com o intuito de administrar o Hospital de Trauma. Isso ocorreu já em 2011.

“Segundo constatado, o inédito modelo de gestão pública no Estado da Paraíba somente foi concretizado após prévio pagamento de propina e fraude ao processo de dispensa de licitação n° 27/2011, atos necessariamente precedentes ao CONTRATO DE GESTÃO N° 01/2011, que marcaria o início de um modelo de governança regado à corrupção, tingido pelo desvio de recursos públicos em prol de agentes políticos”, diz um dos trechos da denúncia.

De acordo com a acusação, o esquema de desvio de recursos teria provocado prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos, só nos contratos do Hospital de Emergência e Trauma. O lapso temporal da vigência das irregularidades seria entre 2011 e 2019, período no qual a Cruz Vermelha Brasileira esteve à frente do Hospital de Trauma. A denúncia diz que desde o primeiro ano havia esquema de corrupção com a criação, inclusive, de caixa de propina para o enriquecimento ilícito de autoridades.

Na ação, o Ministério Público da Paraíba pede a condenação dos 13 denunciados, bem como a perda da função pública ou emprego eletivo. É pedido, também, o ressarcimento aos cofres públicos de pelo menos R$ 6.597.156,19, correspondente ao recurso desviado ilicitamente do tesouro estadual pelos acusados, sendo R$ 4.100.737,24 referente ao pagamento indevido da taxa de administraçao; e R$ 1.408.335,47  vinculado ao pagamento por bens e serviços nao fornecidos.

Suetoni Souto Maior

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