Para evitar pagar os fantasmas de Berg Lima, Kita só pagará abril aos comissionados e contratados que apresentarem a folha de ponto

Após pagar duas folhas num intervalo de dez dias, entre 9 e 19 de junho, e atualizar os salários do funcionalismo municipal após encontrar um rombo de mais de R$ 11 milhões só na folha de pessoal, deixado por Berg Lima, o atual prefeito de Bayeux, Jefferson Kita, agora busca manter o equilíbrio financeiro para seguir pagando a folha em dia e dentro do prazo legal.

Após pagar a folha integral de maio e quitar os atrasados dos aposentados e pensionistas, já quase sessenta dias sem ver a cor dos seus salários, o gestor bayeuxense tem sido questionando pelos servidores comissionados e contratados que dizem ter trabalhado o mês de abril, sobre quando receberão esses eventuais proventos.

Kita esclarece que em momento algum se negou a fazer esses pagamentos e que o motivo de não ter liberado esses salários tem explicação justamente na decisão que afastou Berg da cadeira de prefeito no dia 20 de maio passado pelo Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba: a contratação de servidores fantasmas.

“Não se trata, em momento algum, de motivo financeiro, mas tão simplesmente de agir com probidade e austeridade. Há indícios claros de que houve pessoas naquele quadro que não cumpriam com suas funções e que apenas recebiam esse dinheiro, sem dar expediente. Não vejo problema na pessoa que realmente trabalhou, apresentar sua folha de ponto para requerer seu pagamento. O nome disso é responsabilidade e cuidado com o dinheiro da população”, argumentou Kita.

O prefeito explica que depois de uma rigorosa auditoria na folha, sua equipe identificou situações claras que levam a crer ter havido indícios de desvios através da contratação de servidores comissionados e contratados, mas que só fazendo a filtragem através da abertura de processos administrativos, onde constem dados pessoais, local de trabalho e a folha de ponto, é que se poderá fazer a triagem correta e pagar a quem, de fato, trabalhou.

“Não podemos cometer o erro primário e grotesco de pagar a quem não trabalhou, assim como não podemos jogar na mesma vala pessoas sérias que deram seus expedientes e que fizeram jus ao seu salário. As pessoas que reivindicam esses pagamentos devem apresentar o ponto de abril, preencher o requerimento, anexar sua documentação e abrir o processo na Secretaria de Administração. Depois disso, esse processo vai tramitar e será despachado pelo jurídico da secretaria. Após esse parecer, estando tudo em ordem e comprovada a veracidade das informações, o pagamento será liberado. Simples, justo e correto com o erário”, garantiu o prefeito.

Jefferson Kita assumiu a prefeitura de Bayeux no dia 21 de maio com duas folhas atrasadas (abril e maio) e um rombo de cerca de R$ 11,2 milhões só com pessoal.

O atual prefeito encerra o primeiro mês de gestão com as duas folhas pagas e se prepara para anunciar a data do pagamento dos salários de junho na próxima semana.

“Não existe mágica, existe muito trabalho e a vontade de fazer dar certo. Seguimos na luta diária para reconstruir a nossa cidade e fazer com que Bayeux vire a página dessa triste história recente e volte a ocupar o espaço de destaque que sempre lhe pertenceu no cenário estadual. Com fé e Deus, vamos vencer essa guerra e Bayeux sairá maior e mais forte de tudo isso”, enfatizou Kita.

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Ruy cobra manutenção de rendimentos dos profissionais de saúde afetados com Covid-19

O deputado federal Ruy Carneiro utilizou suas redes sociais para cobrar do Governo do Estado as gratificações nos salários dos profissionais de saúde da Paraíba. O governador João Azevedo vetou o projeto de lei 1746/2020, do deputado Nabor Wanderley, que assegurava os rendimentos por produtividade profissionais de saúde que fossem afastados do trabalho por contaminação com a Covid-19. O “justíssimo projeto”, nas palavras de Ruy, foi barrado pelo governador por que ele deveria ser de autoria do Executivo e não da Assembleia Legislativa.

Ruy fez um apelo para que o Estado corrija esta questão burocrática e assegure a renda dos profissionais de saúde. “É importante que o governador mande esse projeto para a Assembleia o mais rápido possível. É injusto que os trabalhadores da saúde lutem pelas vidas dos pacientes, mas, ao se contaminar, ainda tenham um prejuízo financeiro”, comentou o deputado.

Colocando-se ao lado dos trabalhadores da saúde, Ruy disse que lutará para que os direitos sejam assegurados. “São pais e mães de família que têm na gratificação boa parte do seus salários. Eles estão se arriscando por nós e, quando mais precisam, não se pode lhes tirar as gratificações de produtividade”, arrematou.

O veto do governador ao projeto de lei 1746/2020 será ainda apreciado pela Assembleia Legislativa para observar sua manutenção ou derrubada.

Romero recebe Rogério Marinho, faz vistoria de obras com o ministro e assegura liberação de novos recursos para Campina Grande

O prefeito Romero Rodrigues recebeu em Campina Grande, na manhã desta terça-feira, 23, o ministro Rogério Simonetti Marinho, do Desenvolvimento Regional. Com uma hora de antecedência, em relação ao horário estabelecido na agenda oficial, Marinho visitou obras em várias regiões da cidade, tomou conhecimento detalhado em reunião sobre diversos projetos de interesse do Município, junto ao governo federal e avalizou apoio à liberação de recursos, na ordem de R$ 20 milhões, para serviços imediatos de asfaltamento e pavimentações de quase duas centenas de ruas em Campina.

O roteiro de visitas de Rogério Marinho, com Romero Rodrigues, incluiu o Conjunto Aluízio Campos, entregue no final do ano passado, e a obras de asfaltamento e pavimentação em paralelepípedos no bairro de Bodocongó, notadamente nos acessos à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), à Faculdade de Medicina da instituição, à Fundação Assistencial da Paraíba (FAP) ao Condomínio Dona Lindú e na Ramadinha. Em seguida, a extensão do Canal de Bodocongó e aos serviços na Avenida João Wallig e no bairro Novo Cruzeiro.

Pleitos encaminhados – Acompanhado do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), dos deputados estaduais Tovar Correia Lima (PSDB) e Moaci Rodrigues (PSL), além do ex-deputado Bruno Cunha Lima, de secretários e vereadores, Romero fez uma explanação para o ministro sobre todas as obras importantes realizadas em sua gestão na cidade em parceria com o governo federal. E destacou a necessidade de apoio de Rogério Marinho para implementação de nova fase do Programa Cresce Campina, de infraestrutura urbana: o asfaltamento de ruas e avenidas, boa parte delas recapeamento. O processo já está concluso em termos de licitação.

Romero também pediu ao ministro do Desenvolvimento Regional apoio para a regularização fundiária no bairro de São Januário e em três áreas precárias (Macaíba, Pelourinho e Invasão do Distrito dos Mecânicos). Rogério Marinho assegurou encaminhar ao setor do ministério, com recomendação de atenção aos pleitos.

Congresso Nacional analisa criação do cadastro nacional de pedófilos, proposta por Julian Lemos

Tramita no Congresso Nacional Projeto de Lei 2839/2019, do deputado federal Julian Lemos (PSL), que cria o Cadastro Nacional de Pedófilos, no Brasil. O banco de dados nacional sobre condenados por crime de pedofilia deverá ser mantido pelo Governo Federal e operado em convênio com estados e municípios, por meio de seus órgãos de segurança pública, Ministério Público e Poder Judiciário.

Segundo o deputado Julian Lemos, diferente de alguns partidos de esquerda, na condição de conservador, tem compromisso com a defesa da infância. “Bandido deve ser tratado como plano B. A atenção integral deve ser dada a vítima, e maior atenção se a vítima for uma inocente criança!”, exclamou o parlamentar.

Nas redes sociais, Julian Lemos destacou aprovação pelo governo de Iván Duque, da Colômbia, que sancionou nova lei que estabelece a prisão perpétua para os estupradores de crianças. “Esta vitória foi escrita pelo parlamento colombiano e sancionada pelo Executivo nacional”, postou. “Que este avanço sirva de exemplo para o Brasil, onde uma pequena parte dos políticos está mais preocupada em aprovar leis insanas e ineficazes e tapando os ouvidos para o choro das crianças vítimas de abuso e exploração sexual infantil”, completou o parlamentar.

Confira a publicação:

PV e PSB atrás de Anísio Maia

Bastou o PT lançar o deputado estadual Anísio Maia como pré-candidato a prefeito de João Pessoa que emissários do PV e PSB tentam abrir diálogo com o petista.

Com o maior tempo de TV o PT virou objeto de cobiça em João Pessoa, principalmente para Luciano Cartaxo, que está isolado, sem partidos para garantir um bom tempo no guia eleitoral. E ainda tem o fato de Anísio Maia agregar muito a qualquer chapa, pois está em seu terceiro mandato como deputado e tem uma relação antiga com os movimentos sociais.

ELEIÇÕES 2020: Compra de votos em Bayeux já começou e Polícia Federal deve visitar um certo pré-candidato em breve

Tem pré-candidato a prefeito de Bayeux que anda botando preço em tudo que vê pela frente. Informações que chegaram ao blog revelam que estão comprando lideranças como quem compra produto em supermercado e pagando até R$ 6 mil reais por cabeça.

Vídeos e áudios comprovam que a compra de votos em Bayeux este ano já começou antes mesmo do período eleitoral. Denúncias já foram feitas e em breve a Polícia Federal estará aparecendo para um café da manhã especial em Bayeux.

Um dos prejudicados pelo forte poderio financeiro do político que bota preço em tudo é o pré-candidato Capitão Antonio, que nos últimos meses viu grande parte da sua base política ser comprada.

Botaram preço e fizeram a feira nas bases do Capitão.

Leo Micena, o novo agarrado com o velho que administrou Bayeux por 4 vezes

No Senado, advogado Marcelo Weick dialoga com ministros do TSE sobre o adiamento das eleições 2020

O Senado Federal iniciou, na última semana, sessões de debates temáticos para analisar as perspectivas das Eleições 2020. A possibilidade de adiamento das eleições municipais para o mês de novembro passou a ser vista como uma medida de consenso entre os líderes partidários após audiência virtual, realizada no último dia 16, com a participação dos representantes do Senado, da Câmara dos Deputados, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de especialistas da área da saúde, que recomendaram a prorrogação da data em razão da pandemia pelo novo coronavírus.

Na segunda-feira (22), o Senado Federal realizou nova sessão de debates. Participaram desta edição o Ministro Luís Roberto Barroso, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Henrique Neves da Silva, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral, o advogado Felipe Santa Cruz, Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o advogado Marcelo Weick, Coordenador-Geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, o Doutor Paulo Lotufo, Epidemiologista e Professor da Universidade de São Paulo, o Doutor Átila Lamarino, Biólogo e Pesquisador Brasileiro, e o Doutor David Uip, Infectologista, Professor da Faculdade de Medicina do ABC e Docente da Universidade de São Paulo.

Propostas

A sugestão de prorrogação das eleições para o final do ano já tramita do Senado por meio de algumas PECs, como a do líder da Minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). De acordo com a PEC 18/2020, as votações para prefeito, vice e vereador, previstas para 4 de outubro de 2020, seriam realizadas no dia 6 de dezembro, permanecendo inalterados o período dos respectivos mandatos, bem como a data de posse. O segundo turno, nos municípios em que houver necessidade, ocorreria no dia 20 de dezembro.

A proposta de Randolfe também autoriza o TSE a promover a revisão do calendário eleitoral e a proceder aos ajustes na aplicação da legislação infraconstitucional, com o objetivo de viabilizar o adiamento.

No entanto, o presidente do Senado e outros líderes partidários, como do MDB, Eduardo Braga (AM) e o do PT, Rogério Carvalho (SE), defenderam na reunião com o TSE que o pleito seja realizado no mês de novembro para garantir a transição dos governos e a posse segura dos eleitos.

Mourão se apresenta como alternativa para substituir Bolsonaro

entrevista desta segunda-feira do vice-presidente Hamilton Mourão para a CNN foi o movimento mais explícito de sua “campanha presidencial”. Ao criticar o ambiente nacional de “instabilidade emocional coletiva”, sugerir “afastar os extremos” e “reunir o centro” ele piscou claramente para as elites nacionais, que estão constrangidas com o governo extremista de Jair Bolsonaro, com seus escândalos e suas rachadinhas, mas ainda sonham com um Brasil sem Lula e sem Partido dos Trabalhadores.

Desde a prisão de Fabrício Queiroz e do caso Frederick Wassef, advogado/lobista que o escondia em sua casa em Atibaia (SP), os militares têm evitado qualquer gesto de rompimento público com Jair Bolsonaro, mas também foram comedidos em suas manifestações de apoio. Não conspiram abertamente, mas sabem que o bolsonarismo sofreu um duro revés e talvez tenha sido ferido de morte.

Neste clima de fim de festa, com um Brasil mergulhado em crise econômica e sanitária, todos sabem que mais dois anos e meio de desgoverno seriam desastrosos para o país. É por isso que tanto se fala em saídas como impeachment, cassação da chapa na TSE, hipótese que Mourão evidentemente rechaça, e até mesmo renúncia.

Fragilizado por suas evidentes ligações com as milícias, Bolsonaro já não tem mais força para um autogolpe, o que também foi explicitado por Mourão na entrevista à CNN, de forma diplomática. “Em primeiro lugar, o presidente não tem o anseio mínimo de fazer uma ruptura institucional no nosso país, porque as instituições estão bem. O que há, no nosso país, é uma instabilidade emocional. As pessoas estão muito desacerbadas nas suas ideias, nas suas discussões. As Forças Armadas estão afastadas de qualquer ação dessa natureza, mas tenho que deixar claro que o presidente não tem essa visão em momento nenhum”, afirmou.

Sobre sua “plataforma de governo”, Mourão fez questão de retratá-la como o projeto central da burguesia nacional. “Meu anseio é que a gente consiga afastar os extremos dessa polarização, tanto a direita mais extremada quanto o pessoal da esquerda mais extremada, e conseguir reunir o centro, que é a grande massa, daqueles que conseguem sentar em uma mesa e, mesmo tendo ideias discordantes, conseguem chegar a um senso comum. Acho que, se a gente conseguir fazer isso daqui pra frente, nós teremos muito sucesso”, disse ele.

Na entrevista, Mourão negou existir qualquer pensamento sobre assumir a Presidência da República. “Nem passa pela minha cabeça. O nosso presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Seu primeiro governo vai até 2022 e se assim o povo brasileiro quiser, ele pode continuar até 2026”, disse ele. É óbvio, no entanto, que ele não poderia ter dito nada diferente disso. O essencial de sua fala foi a proposta de “afastar os extremos” e não há ninguém mais extremista no Brasil do que o próprio Bolsonaro.

Brasil247