João Azevedo surpreende e se revela tão político quanto técnico

João Azevedo foi apresentado ao paraibano como um técnico, e não podia ser diferente, pois reflete o seu histórico na administração pública. Contudo, o termo ‘técnico’ no meio político geralmente passa a ideia de uma pessoa com pouca habilidade política e mais atento aos números e dados da gestão.

Quem pensou que o governador seria um desses ‘técnicos’ com pouca habilidade, enganou-se. Ao atrair Raniery Paulino – ex-líder da oposição – para o governo, João se mostrou muito habilidoso e garantiu de cara um grande aliado na maior cidade do Brejo paraibano.

A adesão do ex-oposicionista Eduardo Carneiro, e do seu partido, o PRTB, revela a disposição de João Azevedo para fazer a política de bastidores e senso de oportunidade diante de uma oposição sem uma liderança estadual. E dizem que vem mais debandada por aí.

Azevedo tem acompanhado a interiorização do Cidadania de perto, fechando alianças em cidades importantes, e a legenda saltou de 1 para 59 prefeitos. Informações de bastidores revelam que em João Pessoa e Campina Grande o partido fará alianças surpreendentes, bem como em Bayeux, com Jeferson Kita, único prefeito do Cidadania na Grande João Pessoa.

Em sua nova fase, após as turbulências da herança de Ricardo Coutinho, o governador tem se revelado um exímio articulador e ainda dará muito trabalho para quem o subestimou.

João é um técnico, mas também é político.

REFORMA TRIBUTÁRIA: Aguinaldo Ribeiro se reúne com Paulo Guedes e Eduardo Ramos para avaliar proposta enviada pelo Governo Federal

O deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) esteve reunido nesta quarta-feira (29) com o Ministro Paulo Guedes, o Ministro Luiz Eduardo Ramos, e o secretário da Receita, José Tostes, para avaliar a proposta acerca da Reforma Tributária enviada pelo Governo Federal na semana passada.

De acordo com o deputado, a reunião foi produtiva e o próximo passo será intensificar os trabalhos com as equipes técnicas.

“Vamos avançar em um texto que represente o interesse do Brasil. É isso que nós estamos construindo e na próxima semana vamos reiniciar as audiências públicas. O passo mais importante foi dado: o consenso por um sistema simples, transparente e justo”, ressaltou Ribeiro.

Sem uma liderança estadual, oposição perde os seus poucos deputados para João Azevedo

A oposição ao governador João Azevedo está minguando e de tão pequenina vai caber dentro de um fusquinha. Além dos interesses políticos dos ‘novos cristãos’, há um detalhe que tem contribuído para a mudança; não existe um líder estadual no grupo oposicionista.

Cássio só sabe fazer política com mandato e desapareceu depois da derrota de 2018. Lucélio Cartaxo tem pouca habilidade e também tomou chá de sumiço depois da eleição, o irmão (Luciano) escolheu não bater de frente com o governo do Estado. E Daniela e Maranhão dispensam comentários.

Nas últimas semanas os deputados Raniery Paulino e Eduardo Carneiro mudaram de lado. E vem mais por aí.

Campina Grande tem saldo positivo na geração de empregos durante o mês de junho

As estratégias de retomada da economia, propostas pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, por meio do Plano de Convivência e Retomada das Atividades, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, já mostram efeitos na recuperação do setor produtivo campinense, conforme atestam os dados, de janeiro a junho de 2020, publicados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

Campina Grande registra um saldo positivo no setor de serviços, com 734 contratações, apenas no mês de junho; e a abertura de 185 novos postos de trabalho. Ainda segundo os dados do CAGED, de janeiro até junho, Campina Grande também foi destaque por apresentar um número inferior de desemprego. Em Recife, por exemplo, 19.810 trabalhadores perderam seus empregos. Em João Pessoa foram 7.377 trabalhadores demitidos e 3.179 em Caruaru. Em Campina Grande, porém, foram apenas 1.304 demissões acumuladas em 2020. No mês de junho, em comparação com as mesmas cidades, Campina Grande segue sendo a única com um resultado positivo no saldo de contratações (admissões menos demissões) com 126 trabalhadores admitidos.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas, analisou os dados e comemora os resultados. “O diálogo e a construção de estratégias, junto ao setor produtivo, por parte da gestão municipal, resultaram no enfrentamento da crise e na manutenção de postos de trabalhos. E retomada das atividades econômicas, em junho, contribuiu para o saldo positivo do CAGED”, disse.

A flexibilização do comércio em Campina Grande teve início no dia 15 de junho. A abertura dos segmentos vem seguindo protocolos de segurança em saúde, que constam no Plano de Convivência e Retomada das Atividades, apresentado pelo prefeito Romero Rodrigues, no dia 12 de junho, e que foi desenvolvido em conjunto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria de Saúde, sindicatos e instituições que representam o setor empresarial, comercial, educacional e outros segmentos da sociedade civil do município.

Bolsonaro veta projeto que previa prioridade a mulher chefe de família no pagamento do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que previa a prioridade a mulher chefe de família no pagamento do auxílio emergencial. O projeto também estendia a pais solteiros a possibilidade de receberem duas cotas do auxílio em três prestações.

O veto foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU), que saiu na madrugada desta quarta-feira (29).

Para justificar o veto, o presidente argumentou que o projeto não apresenta impacto orçamentário e financeiro, o que, segundo ele, viola a Constituição. “Ademais, o projeto se torna inviável ante a inexistência nas ferramentas e instrumentos de processamento de dados, que geram a folha de pagamento do auxílio emergencial, de dados relacionados a quem possui efetivamente a guarda da criança”.

O Senado aprovou o projeto no dia 8 de julho. O projeto dava prioridade à mulher chefe de família no pagamento do auxílio emergencial quando houver informações conflitantes nos dados cadastrais.

O projeto também estendia a pais solteiros a possibilidade de receberem duas cotas do auxílio em três prestações .

A lei do auxílio emergencial prevê que o benefício de R$ 600 deve ser pago em dobro – isto é, R$ 1,2 mil – a mães que criam sozinhas os filhos. No entanto, mulheres relataram que o CPF de seus filhos têm sido utilizado por outras pessoas, muitas vezes o pai das crianças, para acesso ao benefício.

Para barrar as irregularidades, o texto previa, entre outros pontos, que a informação dada pela mulher deve ser priorizada, ainda que tenha sido feita posteriormente ao cadastro de outra pessoa, como o pai dos filhos.

Pela proposta, o pai que se sentir prejudicado poderia relatar o problema na plataforma digital para o requerimento do benefício. Enquanto a situação é apurada, ele poderia receber o auxílio de R$ 600, mesmo que em duplicidade com a mãe.

Ainda segundo o texto, os pagamentos feitos indevidamente ou em duplicidade devido a informações falsas deverão ser devolvidos pelo fraudador.