Filho do ex-presidiário Ricardo Coutinho foi sugerido para vice da cunhada de Cartaxo

Inúmeros impasses tem adiado a aliança entre o prefeito Luciano Cartaxo e o ex-presidiário Ricardo Coutinho. Três nomes foram apresentados pelo PSB para compor a vice de Edilma Freire, mas é um pior do que o outro. A esposa de Ricardo Coutinho, Amanda, foi vetada porque é uma das denunciadas na Operação Calvário; Cassandra, presidente do PSB municipal, também foi vetada porque a chapa já tem Edilma Freire como mulher; e por último Diego Lima, também vetado por falta de expressão no mundo político e por ser próximo demais a Coriolano Coutinho, um dos presos na Calvário.

A solução seria familiar, indicar o filho de Ricardo para ser vice da cunhada de Cartaxo. Porém, Rico Coutinho é funcionário do Sebrae e perdeu o prazo de desincompatibilização.

Rejeição à cunhada de Cartaxo cresce e gestão perde três secretários em menos de um mês

Quem no PV teve a genial ideia de lançar 4 pré-candidatos a prefeito?

A adesão da ex-secretária de Planejamento da prefeitura, Daniela Bandeira, à campanha de Cícero Lucena revela pela terceira vez que a estratégia do PV de lançar 4 pré-candidatos foi extremamente infeliz. Pois três dos quatros nomes descobriram que foram usados, uma vez que o PV já tinha definido a cunhada do prefeito como candidata, e saíram magoados do processo.

A genial estratégia fez a gestão perder três dos principais secretários, e ainda fortaleceu um adversário direito, Cícero Lucena. Mas quem danado foi o autor da brilhante ideia que só serviu para desmontar a elite do secretariado de Cartaxo?

Cícero é ficha limpa

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) acolheu, na última semana, um pedido de tutela antecipada da defesa do pré-candidato Cícero Lucena Filho (PP) e concedeu efeito suspensivo ao recurso de revisão do ex-prefeito que tramita no Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Roberto de Oliveira Lima.

Conforme apurou a reportagem do site Polêmica Paraíba, a decisão do TRF-5 não anula o julgamento do TCU, que rejeitou as contas de Cícero Lucena no processo 015.688/2007-6, por irregularidades na aplicação de recursos federais repassados por meio de convênio federal, na época em que ele foi prefeito da Capital, mas suspende os efeitos da decisão até que o TCU analise o mérito do recurso de revisão.

O recurso impetrado pela defesa de Cícero Lucena no TCU tem como base decisões nas esferas penal e de improbidade administrativa, que inocentaram o ex-prefeito das mesmas irregularidades. A expectativa dos advogados é que a corte de contas reconsidere a decisão com base nessas decisões.

Conforme apuração da reportagem neste domingo (6) junto ao TCU, o nome do ex-prefeito continua a constar na lista de políticos com contas irregulares para fins eleitorais. A informação foi publicada inicialmente pela reportagem em julho.

A defesa de Cícero Lucena tem sustentado, no entanto, que a decisão da esfera penal, que inocentou Cícero Lucena, o isenta também de responsabilidade na Lei da Ficha Limpa, que torna inelegível “os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário”. Por causa disso, segundo a defesa, Lucena deverá obter registro de candidatura nas eleições deste ano.