Eleição de 2020 projeta embate futuro entre Romero e João Azevedo

Independente do resultado da eleição de domingo, em João Pessoa, as urnas já projetam para 2022 uma disputa entre o prefeito de Campina, Romero Rodrigues, e o governador João Azevedo. Com a derrota de Edilma Freire, Luciano Cartaxo sai enfraquecido para disputar o governo, mas poderá figurar como vice na chapa de Romero.

O prefeito de Campina fez a lição de casa, elegeu Bruno Cunha Lima no 1° turno e vai terminar seu ciclo de 8 anos como uma liderança consolidada na região. Só precisa estadualizar mais o nome e liderar a oposição, que bate cabeça desde 2020. E abandonar o bolsonarismo decadente, claro.

Governo da Paraíba desmente possibilidade de decreto de lockdown

O Governo da Paraíba emitiu uma nota nesta quarta-feira (25), onde desmentiu um decreto de lockdown com fechamento de comércio e das atividades econômicas. De acordo com a nota, a Fake News teria sido propagada por um candidato à Prefeitura de João Pessoa, através de entrevistas e propagandas políticas.

Ainda de acordo com a nota, a notícia tem como finalidade levar terror à população paraibana, “que já sofre com os efeitos de uma pandemia na vida de todos”.

Confira a nota completa

O Governo do Estado vem a público esclarecer e tranquilizar a população paraibana que não está sendo estudado fechamento do comércio e das atividades econômicas, nem muito menos qualquer decretação de lockdown, conforme vem alardeando em suas entrevistas e propaganda política um determinado candidato à Prefeitura de João Pessoa.

Em busca desesperada para obter dividendos eleitorais, atropela-se a verdade e o respeito à vida, levando-se o terror à população, que já sofre com os efeitos de uma pandemia na vida de todos os paraibanos.

O Governo do Estado mantém a mesma serenidade e firmeza de ações desde o início desta crise sanitária, em março deste ano, antecipando-se aos fatos e garantindo atendimento em toda as unidades de saúde, com a abertura de novos leitos, além da distribuição de máscaras, testes, contratação de profissionais de saúde e assistência social aos mais necessitados.

Em nenhum momento foi decretado lockdown, mas foram tomadas todas as providências para preservar vidas e ao mesmo tempo manter a Paraíba funcionando. Com a responsabilidade que o momento exige de todos os governantes.

Nilvan afirma que vai subsidiar passagens de ônibus em João Pessoa

O candidato à Prefeitura de João Pessoa pelo PMDB, Nilvan Ferreira reafirmou que na sua gestão não vai ter lockdown. Ele assumiu o compromisso durante entrevista a uma emissora de rádio da Capital. O emedebista também apresentou propostas, projetos e ações do Plano de Gestão, como a de subsidiar as passagens de transporte coletivo na Capital.

Nilvan disse que será criado um Comitê Gestor com equipe de técnicos em saúde para garantir a ampliação dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Teremos 30 dias entre a eleição e a posse para que possamos ter a clareza que a rede de UBS estará funcionando bem com suporte que precisa para garantir, inclusive, o tratamento para as pessoas que apresentam os primeiros sintomas de Covid-19. Nossa rede de UPA preparada para receber pacientes e os hospitais. João Pessoa precisa ter um prefeito comprometido com uma gestão técnica”, explicou.

O candidato também falou que a economia da cidade não vai suportar fechar novamente os estabelecimentos. “Comigo não tem lockdown. Não existe essa possibilidade porque vou cuidar da saúde através de protocolos rígidos. Se tiver outro lockdown nossa economia e os empregos vão pra o espaço. Temos que saber combinar as questões da saúde e economia. Acho que assim como Campina Grande fez nós podemos abrir dia 18 de janeiro parte da rede privada de ensino fundamental. Vamos começar por etapas. E, em seguida também gradativamente por fases a rede municipal de ensino”, comentou.

Na mobilidade urbana, Nilvan informou que vai buscar recursos para instalar o BRT (Bus Rapid Transit) o sistema de ônibus rápido e subsidiar passagens no transporte coletivo. “Penso em quem anda de ônibus e vou pegar recursos para ajudar na passagem de ônibus, em relação a prefeitura e as empresas de ônibus. O subsídio como em outras capitais. Também vou desengavetar o BRT que já temos R$ 80 milhões a cerca de dois anos na prefeitura. Vou buscar recursos de emendas parlamentares, da Caixa Econômica e se precisar vou buscar recursos internacionais”, acrescentou.

Popularidade de Bolsonaro está em colapso em 23 capitais

Pesquisa do Ibope é taxativa: a popularidade de Bolsonaro foi pelo ralo em 23 das 26 capitais brasileiras entre outubro e novembro. Os números mostram que em quase todas as capitais caiu o percentual que avaliou o governo como “ótimo ou bom”. Não houve aumento do índice de aprovação de Bolsonaro em nenhuma capital do país se considerada a margem de erro, informa O Globo.

As taxas de “péssimo” e “ruim” são as seguintes: Salvador (66%), São Luís (57%), Porto Alegre (56%), São Paulo (54%), Recife (52%), Aracajú (51%), Florianópolis (50%), Teresina (48%), Vitória (47%), Fortaleza (46%), Belo Horizonte (45%) Curitiba (44%), Belém (44%), Rio de Janeiro (43%), João Pessoa (43%), Maceió (39%), Natal (39%), Campo Grande (36%), Goiânia (35%), Rio Branco (35%), Manaus (32%), Cuiabá (32%), Palmas (32%), Porto Velho (31%), Macapá (30%), Boa Vista (18%).A notícia é ainda pior para Bolsonaro porque as pesquisas foram feitas em um período no qual o auxílio emergencial concedido pelo governo em decorrência da pandemia foi reduzido de R$ 600 para R$ 300.

O desmantelamento da popularidade de Bolsonaro nas capitais repercutiu nas urnas. Dos seis candidatos a prefeito apoiados pelo presidente em capitais, quatro foram derrotados no primeiro turno, ao passo que dois disputam o segundo turno mas se encontram atrás nas pesquisas de intenção de voto.