Antonio Barros e Ceceu no lixo da história

Confesso que fiquei pasmo ao ver a foto dos cantores e compositores Antonio Barros e Ceceu nas manifestações golpistas do 7 de setembro. Tentei me colocar na posição deles e imaginar o que o casal poderia extrair de bom desse governo de malandros e trapalhões. Não consegui pensar em nada positivo.

Como artistas, o casal tem inúmeros motivos para não apoiar um governo que demoniza a classe, é contra a Lei Rouanet, boicota festivais, corta verbas e quer implantar uma cultura fascista.

Como nordestinos que são, Antonio Barros e Ceceu também não deveriam ter simpatia por um presidente xenófobo. Muito menos pelo governo, que só tem aguçado a miseria na região. Obras, então? Zero.

Como idosos que são, temos que lembrar que ambos poderiam ter morrido devido à política genocida de Bolsonaro, que incentivou a aglomeração, o não uso da máscara e ainda atrasou a compra das vacinas.

Então, o que danado fez este casal de artistas idosos e nordestinos apoiar um movimento fascista? Só pode ser maldade no coração! Falta de empatia com quase 600 mil mortos, 15 milhões de desempregados, 40 milhões na informalidade e os quase 20 milhões de miseráveis.

Que final deprimente! O lixo da história os espera, ao lado de Sérgio Reis e outros artistas da extrema-direita.

Após manifestações, Aguinaldo Ribeiro diz que país não pode se dividir entre facções

O deputado federal, Aguinaldo Ribeiro (PP), afirmou nas suas redes sociais nesta terça-feira (7), que o o pós-pandemia no Brasil, deve ser muito maior do que uma “luta entre facções partidárias”. As declarações do deputado foram publicadas após as manifestações a favor e contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

“Para além do 7 de setembro, o que mais nos preocupa nestes 199 anos de Independência do Brasil é a desesperança e a falta de perspectiva das pessoas. Vivemos um tempo de incertezas, num clima permanente de divergência e radicalização. O Brasil precisa de pacificação.” publicou o parlamentar.

Aguinaldo também desejou a harmonia entre as instituições.

Gado bolsonarista foi às ruas comemorar 15 milhões de desempregados, gasolina a R$ 6 e inflação chegando a 10%

O gado bolsonarista – essa estranha parcela fanática da população que passa pano para uma família de corruptos – foi às ruas no 7 de setembro para comemorar a maior crise econômica do Brasil.

Formados em grande parte por uma elite econômica mesquinha, e um estrato menor de pobres coitados de direita, os ‘patriotas’ não sentem vergonha em apoiar um governo que está levando o país ao caos, com 14 milhões de desempregados, 40 milhões na informalidade, inflação a 9% e gasolina a R$ 6.

No futuro, os livros de história terão trabalho para explicar às novas gerações este triste episódio da democracia brasileira. E certamente nossos filhos e netos sentirão vergonha de uma parcela do povo brasileiro que foi às ruas pedir para viver numa ditadura.