Ciro Gomes: nota de Bolsonaro é ‘rendição ridícula e humilhante’

Nas redes sociais, Ciro Gomes classificou a declaração divulgada nesta quinta (9) por Jair Bolsonaro como “a rendição mais ridícula e humilhante de um presidente em toda [a] história mundial. E a prova de que ele não tem mais autoridade política nem moral de governar o país”.

“Sinceramente não sei se sua nota traz mais alívio ou vergonha. Não deixa de trazer certo alívio momentâneo, porque sua covardia, sendo maior que sua irresponsabilidade, nos livra temporariamente de um desenlace mais dramático”, escreveu o presidenciável do PDT.

O pedetista afirmou ainda que o presidente “empurrou para a desgraça e o ridículo” seus “incautos seguidores”“abandonando-os em meio à batalha como o mais covarde dos comandantes” —mas, por via das dúvidas, arrematou a sequência de posts com um “tudo que vem de Bolsonaro não se pode confiar”.

VÍDEO: Jornalista diz que primeira esposa de Bolsonaro o traiu com petista do movimento negro

Em entrevista ao DCM TV, o jornalista Rogério Thomaz Jr., que trabalhou por 11 anos na Câmara dos Deputados, afirmou que circula há muito tempo o boato de que o ex-capitão foi traído nos dois casamentos. “Reza a lenda que, no primeiro casamento, a traição aconteceu com um militante do PT, Carlinhos Santana”, disse ele.

Na última sexta-feira (3), um ex-funcionário da família Bolsonaro revelou que o presidente se divorciou da ex-mulher Ana Cristina Valle porque foi traído.

Bolsonaro recua e diz que ameaças a Moraes “decorreram do calor do momento”

O presidente Jair Bolsonaro acaba de divulgar nota oficial alegando que nunca teve a intenção de atacar os Poderes da República. No texto, publicado após o encontro que teve com o ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro diz que “as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”.

Ele disse também que suas ameaças a Alexandre de Moraes “decorreram do calor do momento”, apesar das “naturais divergências” sobre decisões do ministro, indicado ao Supremo justamente por Temer. 

Nos atos de 7 de Setembro, Bolsonaro chamou Moraes de “canalha” e disse que não iria mais cumprir suas decisões judiciais.

Leia a íntegra:

“No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.”

Abaixo, o documento:

Cabo Gilberto quer ser o federal de Bolsonaro

Cabo Gilberto está mais agarrado em Bolsonaro do que carrapato em ovo de boi. A estratégia do deputado estadual é colar no miliciano para ser o seu federal na Paraíba. O problema é que em doido ninguém confia, e Gilberto só terá chances de vitória se Bolsonaro realmente fizer campanha para ele no estado.

Com a candidatura do Cabo a deputado federal, o gado bolsonarista estará dividido, também, entre Nilvan Ferreira – o bolsonarista de ocasião – e Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

“Quando fracasso bate à porta, é preciso encontrar culpados”, diz Barroso sobre o discurso golpista do miliciano

Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso reagiu nesta quinta-feira (9) aos discursos golpistas do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro.

Barroso abriu a sessão da corte eleitoral com duro discurso para rebater as acusações que o chefe do Executivo faz sobre o sistema eleitoral, além dos ataques pessoais a ele dirigidos pelo mandatário.

“Todas pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história”, afirmou Barroso. “Quando fracasso bate à porta, é preciso encontrar culpados.”

atual crise institucional, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso —essa proposta já ter sido derrubada pelo Congresso.

No discurso em São Paulo, no 7 de Setembro, Bolsonaro também voltou a mirar o sistema eleitoral. “Não é uma pessoa que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável, porque não é”, afirmou. “Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada ainda pelo presidente do TSE.”

Ainda no 7 de Setembro, ao escalar mais uma vez a crise institucional no país, ameaçar o STF (Supremo Tribunal Federal) e dizer que não cumprirá mais ordens judiciais do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade que podem levar à abertura de processos de impeachment, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

Além dos crimes de responsabilidade, que possuem caráter político e jurídico, o presidente pode ter cometido também crimes comuns, ilícitos eleitorais e ato de improbidade administrativa, na avaliação de parte dos entrevistados.

Nesta quinta-feira, no início de sua fala, Barroso lembrou que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, se manifestou sobre os ataques àquela corte e seus integrantes.

Afirmou que, agora, caberia a ele, rebater o que presidente da República disse de inverídico em relação à Justiça Eleitotal. “Faço [isso] em nome dos milhares de juízes que servem à Justiça Eleitoral”, destacou ele, ao classificar a linguagem de Bolsonaro de abusiva e mentirosa.

“Já começa a ficar cansativo para o Brasil ter que repetidamente desmentir falsidades.”

Barroso disse que as eleições brasileiras são totalmente “limpas, democráticas e auditáveis”, e que nunca se documentou fraude. Lembrou que, pelo sistema eleitoral em vigor, foram eleitos Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dima Rousseff e próprio Bolsonaro.

O magistrado frisou que há dez camadas de auditoria no sistema e comentou que contagem pública manual de votos é como abandonar o computador e regredir aos tempos da caneta tinteiro.

“Seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, imagine-se o que não fariam com as seções eleitorais.”

Em suas palavras finais, o presidente do TSE disse que insulto não é argumento e que ofensa não é coragem.

“A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. A marca Brasil sofre, nesse momento, uma desvalorização global. Somos vítimas de chacota e de desprezo mundial.”

A CTE (Comissão de Transparência das Eleições) foi instituída por meio de portaria publicada nesta quinta (9). A comissão contará com a participação de especialistas, representantes da sociedade civil e instituições públicas na fiscalização e auditoria do processo eleitoral.

Em outubro, com a presença de intengrantes da CTE, de presidentes de partidos políticos e dos ministros da Corte Eleitoral, será feita uma exposição sobre o sistema eletrônico de votação, além de visita à sala onde ficarão os códigos-fontes.

“Aqui não se faz nada às escondidas. É tudo transparente e aberto pelo bem da democracia brasileira”, afirmou Barroso.

Ataques ao sistema eleitoral e à urna eletrônica fazem parte da retórica do presidente Jair Bolsonaro desde a campanha. Na véspera do pleito, em outubro de 2018, ele afirmou que só perderia se houvesse fraude. ​

“Isso só pode acontecer por fraude, não por voto, estou convencido”, disse em live em outubro de 2018.

As acusações infundadas se mantiveram mesmo depois de eleito. Em março de 2020, Bolsonaro disse que teria vencido a eleição ainda no primeiro turno, porém nunca apresentou nenhuma prova disso.

Até hoje, não há evidências de que tenham ocorrido fraudes em eleições com uso da urna eletrônica. A urna possui diferentes medidas de segurança e de auditoria.

Independentemente disso, há especialistas que defendem que o TSE deveria aumentar a transparência do sistema eleitoral e melhorar as possibilidades de auditoria das eleições. O problema, dizem eles, é que o debate técnico e sério acaba ofuscado pela desinformação e por mentiras.

UOL

Senadores apresentarão PEC para que eleição presidencial tenha 2º turno com 3 candidatos

O Antagonista apurou que, na próxima semana, um grupo de senadores apresentará uma Proposta de Emenda Constituição (PEC) para que a corrida presidencial no Brasil tenha três candidatos em caso de segundo turno.

A ideia é do senador Marcelo Castro, do MDB do Piauí, e foi encampada por parte da bancada do Podemos.

Castro, autor da proposta, disse a este site que a intenção é “diluir a polarização” política no país. Ele ponderou que evitaria “fulanizar” o debate, mas acabou dando o seguinte exemplo:

“Eu acredito que muitas pessoas optam por votar no Lula não porque seja lulista, mas porque é tão anti-bolsonarista que vê no Lula a pessoa capaz de derrotar Bolsonaro, e vice-versa. Com três candidatos em um segundo turno, a chance de outros nomes aumentaria.”

Para Castro, “muitos se encorajariam” a lançar candidatos porque pensariam assim: “Não posso ser o primeiro ou o segundo, mas posso ser o terceiro e poderei virar o jogo no segundo turno”.

O senador piauiense considera a ideia “muito interessante” para a construção de uma chamada terceira via, pois haveria “chance grande de não termos eleição polarizada”.

A proposta valeria somente para a eleição presidencial. A apresentação da PEC está prevista para a semana que vem. O texto será concluído pela equipe do senador Oriovisto Guimarães (Podemos).

Ruy destaca importância da atuação dos médicos veterinários

Hoje, dia 9 de setembro é comemorado dos profissionais que atuam no cuidado dos animais. “Quero parabenizar e saudar esta categoria composta por milhares de profissionais que são tão importantes na garantia da saúde dos animais, do meio ambiente e da população” destacou.

Ruy Carneiro aproveitou para reforçar o compromisso com a categoria. “Mantenho meu empenho na construção de políticas públicas para aumentar os espaços de atuação profissional, assim como contribuir com todos que lutam diariamente em favor da causa animal”, enfatizou.

O deputado é autor da Cartilha Animal que orienta instituições e ONGs a conseguirem apoio federal e a liberação de recursos, assim como foi autor de emenda parlamentar de R$ 1 milhão pra a construção do Hospital Veterinário de João Pessoa e deve também contribuir para iniciativas semelhantes em outras cidades da Paraíba.

A medicina veterinária tem por objetivo a promoção e a preservação da saúde dos animais. É o médico veterinário que pode assegurar a segurança da saúde dos animais em geral. Assim como também garantir a produtividade dos rebanhos, diminuindo o risco de transmissão de doenças de caráter zoonótico ao homem e proporcionando-lhe alimento de melhor quantidade, contribuindo para promoção e preservação da saúde humana.

O termo saúde pública veterinária foi utilizado oficialmente pela primeira vez em 1946, e compreende todos os esforços para a prevenção da doença, proteção da vida, e promoção do bem-estar e eficiência do ser humano.

No Brasil, a quantidade de médicos-veterinários aumentou de 111,2 mil em 2017, para 145,6 mil em novembro de 2020, um crescimento de 34,3 mil de médicos-veterinários em três anos. Na Paraíba, são 1439 profissionais em atuação, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária. O médico veterinário pode utilizar os conhecimentos, técnicas e recursos da medicina veterinária em pelo menos cinco funções: relacionadas exclusivamente com saúde animal; de caráter eminentemente biomédico; de administrador em saúde pública e, atuação na clínica de pequenos animais em saúde pública.

Agência de propaganda processa João Almeida por dívidas de campanha

A eleição de 2020 ainda não acabou para o ex-candidato a prefeito de João Pessoa, João Almeida. Atual secretário da Capital, Almeida está sendo processado pela Mix Comunicação, que cobra R$ 80 mil por serviços prestados na campanha e jamais pagos:

O blog entrou em contato com a agência, mas informaram que não comentam publicamente sobre processos judiciais envolvendo clientes.

Com fama de mau pagador, João Almeida coleciona muitas cobranças. Em áudio que circulou recentemente nas redes sociais, o cabelereiro Ivanildo, que alugou um carro para a campanha, disse que João Almeida não paga ninguém vivo:

Há poucos meses, o jornalista Fabiano Gomes informou que o secretário estaria usando cargos comissionados da prefeitura para pagar credores da campanha:

Com vários cobradores batendo em sua porta e lotando a Secretaria de Segurança Pública de João Pessoa para fazer o mesmo, cobrar, o ex-prefeitável João Almeida encontrou uma modalidade para sanar algumas dívidas de campanha, que não são poucas, diga-se de passagem.

Para driblar os cobradores, João Almeida tem nomeado credores remanescentes de sua campanha na pasta em que é titular.

Trocando em miúdos, nomeando gente que não recebeu de sua campanha para ser pago com o dinheiro do povo.

O Fonte83 está fazendo um levantamento para trazer os nomes ao conhecimento dos leitores e também do prefeito Cícero Lucena que, com absoluta certeza, não comunga de forma alguma com esse tipo de coisa.

Logo após a eleição, profissionais que prestaram serviços à campanha de João alegaram que ele ainda não tinha quitado os débitos da campanha, e se escondia dos credores. Muitos deles sequer emitiram nota fiscal pelos trabalhos realizados.

Oficialmente, segundos dados do DivulgaCand, João Almeida gastou R$ 1,8 milhão em sua campanha, mas ainda deve cerca de R$ 400 mil. Contudo, os profissionais alegam que a dívida é ainda maior:

Um profissional ouvido pelo blog disse que não sabia que tinha que emitir a nota até o fim do primeiro turno, nem foram orientados pela campanha. Enfim, são filmakers, produtores, cabos eleitorais, diretores de programas eleitorais de radio e tv; pessoal de redes sociais e de apoio; que passaram pelo menos 2 meses trabalhando em tempo integral.