Você ganha em REAL, mas paga em DÓLAR: vídeo explica a política de preços de Temer mantida por Bolsonaro na Petrobrás

A liderança da minoria na Câmara dos Deputados lançou hoje nas redes sociais o primeiro de uma série de três vídeos que visam a abordar a influência do dólar no custo de vida dos brasileiros.

Na peça, os congressistas opositores ao governo Bolsonaro associam a alta no preço dos combustíveis ao dólar e concluem que a política econômica do Bolsonaro segue o modelo criado por Michel Temer. “Você ganha em real, mas está pagando em dólar”, diz a narração do vídeo de pouco mais de 1 minuto.

“A culpa pela alta dos preços da gasolina é do governo federal, que mantém a política de preços ligada ao dólar e ao preço internacional do petróleo. Não adianta terceirizar a responsabilidade”, disse o líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), sobre a peça.

O vídeo foi publicada no dia em que a Câmara dos Deputados vota o Projeto de Lei Complementar 11/20, do deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), que prevê a incidência por uma única vez do ICMS sobre combustíveis, inclusive importados. O texto remete ao Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz) a definição da alíquota única.

Aliado de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende a votação de um projeto que muda o valor de referência sobre o qual cada Estado cobra o seu ICMS. Atualmente, a cifra é calculada quinzenalmente e divulgada pelo Confaz e varia de acordo com o local.

Lira propõe que o valor de referência seja uma média nacional dos preços dos dois anos anteriores, recalculada anualmente. Se aprovado, o valor arrecadado pelos Estados seria inferior ao montante levantado com as regras vigentes já que o preço dos combustíveis está em alta. Isso ocorreria porque a média dos últimos dois anos seria menor que a média dos valores de referência atuais.

“Sabem quanto a taxa do ICMS subiu desde que Bolsonaro assumiu a presidência? 0%. Já o preço da gasolina subiu 42% no mesmo período. Não caia em fake news! O problema não são os governadores, é Bolsonaro”, disse a deputada Sâmia Bonfim em suas redes sociais.

“Assim como a fome, a miséria do povo, a falta do básico para as famílias brasileiras, o alto preço do combustível também é culpa do Bolsonaro”, disse o senador Randolfe Rodrigues.

O presidente Bolsonaro tem responsabilizado publicamente os governadores pela alta nos combustíveis porque, segundo ele, os Estados têm autonomia para estabelecer o valor do ICMS. Em resposta a Bolsonaro, governadores de 19 Estados e do Distrito Federal assinaram carta em que afirmam que o ICMS é o mesmo nos últimos 12 meses, período em que a gasolina ficou, em média, 40% mais cara.

Veneziano, Romero e a estratégia de João Azevedo

Em pesquisa recente divulgada pelo instituto Datavox, o senador Veneziano Vital aparece com 5,8% das intenções de votos para governador. Bem atrás de Romero Rodrigues, com 14%. Atrás também de Luciano Cartaxo, um nome menos estadualizado.

Não precisa ser um gênio estrategista para perceber que, eleitoralmente, Romero é mais atraente que Veneziano. E João Azevedo já percebeu isso. Com o apoio do prefeito da Capital, João agora precisa de um bom vice, ou seja, um vice de Campina.

Veneziano não é bom de voto. Perdeu para Romero em 2016, no primeiro turno. Em 2020, sua esposa Ana Cláudia também foi derrotada no primeiro turno para Bruno Cunha Lima.

Sem carisma e com um mandato improdutivo, Veneziano é um político em declínio. Ganhou sobrevida na política quando Ricardo Coutinho o carregou pelos braços, elegendo-o senador em 2018.

Não passa disso.

Após fazer média com o gado bolsonarista, Cabo Gilberto abandona negacionismo e se vacina

Após uma semana de muita confusão na Assembleia Legislativa, o deputado Cabo Gilberto foi convencido a abandonar o negacionismo e tomou a vacina contra a Covid-19. Sem apresentar nenhuma justificativa plausível, o parlamentar se recusava a tomar o imunizante, o que levou a Casa a suspender os trabalhos.

Segundo Cabo Gilberto, ele tomou a vacina para que a ALPB não fique fechada. Na verdade, o deputado só quis fazer média com o gado bolsonarista. E conseguiu.

Levantamento diz que 20 milhões estão passando fome no Brasil

Quase 20 milhões de brasileiros afirmaram passar 24 horas ou mais sem comida em alguns dias e 24,5 milhões não têm certeza de como se alimentarão no dia a dia. Outros 74 milhões vivem inseguros sobre se vão acabar passando por isso. Mais da metade (55%) dos brasileiros sofriam de algum tipo de insegurança alimentar (grave, moderada ou leve) em dezembro de 2020, de acordo com levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). As estatísticas foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com Daniel Balaban, do United Nations World Food Programme (programa mundial de alimentos da ONU), ao contrário de muitos países africanos, o Brasil não implementou mudanças em sua estrutura tributária. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a carga de impostos sobre alimentos no Brasil equivale a 22,5%, ante 6,5% na média mundial.

“A tributação sobre o consumo é uma das mais injustas, porque os pobres consomem toda a sua renda no dia a dia. Temos que modificar isso, para que os mais ricos contribuam mais via Imposto de Renda”, disse Balaban. “Quando defendemos isso, não queremos que todos sejam iguais, mas que ninguém morra de fome”, complementou.

Favelas

Uma estimativa do IBGE apontou que o total de “aglomerados subnormais” (favelas, palafitas, etc.) aumentou de 6.329 em 323 municípios para 13.151 em 734 cidades de 2010 a 2019.

Caracterizadas por padrão urbanístico irregular e falta de saneamento básico, a quantidade de moradias nessas condições subiu de 3,2 milhões para 5,1 milhões no período.

Os dados de 2010 são do Censo e os de 2019 foram estimados pelo próprio IBGE com o objetivo de subsidiar a operação do próximo Censo, em 2022, e distribuir o trabalho aos recenseadores.

Segundo essas projeções, um de cada quatro desses domicílios precários fica nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro; mas a proporção é bem maior em capitais como Belém (55,5% do total de residências), Manaus (53%) e Salvador (42%).

“O Brasil está se tornando um país margeado por favelas. O que não podemos é chegar numa situação de não reversão, embora isso não esteja distante”, afirma Edu Lyra, ex-favelado e fundador do Instituto Gerando Falcões, ONG voltada à promoção social de crianças e adolescentes.