Brasil terá o menor crescimento do mundo entre emergentes, expondo o fracasso de Guedes e Bolsonaro

A tragédia econômica inaugurada com o golpe de 2016, que teve como objetivo implantar um novo choque neoliberal com a “ponte para o futuro”, e aprofundada com a ascensão de um regime neofacista em 2018 prossegue no Brasil. Estudo publicado nesta segunda-feira pelo jornal Estado de S. Paulo aponta que o Brasil terá o menor crescimento entre todos os grandes mercados emergentes em 2022, o que evidencia o fracasso de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro.

“A economia brasileira deve se ver em uma posição nada invejável em 2022, pois deve ter o pior desempenho dentre os principais países emergentes, segundo compilação feita pelo Estadão/Broadcast a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de cinco grandes consultorias e bancos. As expectativas de cinco casas para a economia brasileira – Bradesco, Goldman Sachs, Capital Economics, Fitch Ratings e Nomura – variam de 0,8% a 1,9%. Já o FMI vê avanço de 1,5%, contra média de 5,1% do mundo emergente. Entre as nações analisadas, os piores desempenhos, após o brasileiro, são de África do Sul (2,2%) e Chile (2,5%).”, aponta a reportagem.

“De qualquer forma, essas perspectivas podem ser consideradas até otimistas, uma vez que a média das expectativas do economistas do relatório Focus, do BC, hoje está em 0,93% para o PIB. E já há bancos, como o Itaú, prevendo até retração de 0,5% no ano que vem”, prossegue a repórter Bárbara Nascimento.

A narrativa dos maus perdedores na OAB

A Paraíba tem se tornado um lugar onde as decisões da maioria precisam sempre de explicações. Vejam o caso da eleição da OAB, cujo pleito teve como vencedor o advogado Harrison Targino. Para se ter uma ideia da vitória de Harrison, ele obteve uma maioria de 452 votos de diferença, o que equivale a mais de 6% do eleitorado.

É simplesmente a maior diferença em eleições da OAB-PB, quando os pleitos marcaram mudanças de ciclo no comando da entidade. É também a primeira vez que um presidente elege um sucesssor. Só pra lembrar, em 2015, o atual presidente Paulo Maia venceu Carlos Frederico por 444 votos. E em 2009, Odon Bezerra derrotou Zé Mário Porto por apenas 26 votos.

A verdade é que ao invés de parabenizar o vencedor, quem perde fica tentando minimizar a vitória e maximizar a própria derrota. Coisas de Brasil. Advogado não é eleitor comum, pois se trata, obviamente, de uma categoria qualificada e com 100% de formação superior. Então, não custa aos menos desavisados, no caso, a perdedora, apenas fazer o que deve ser feito: reconhecer o bom trabalho de quem venceu.

Outro dado precisa ser destacado para quem ousa manipular os números sobre a vitória de Harrison Targino. A eleição na capital, apesar de todo o envolvimento da prefeitura de João Pessoa, teve o que podemos classificar de um empate técnico. Não queiram colocar este resultado no colo do prefeito Cícero Lucena. A diferença na capital foi de apenas 96 votos em prol da candidata da PMJP.

Em Campina Grande houve uma grande redução da diferença. Talvez se o prefeito Bruno Cunha Lima tivesse ajudado Harrison Targino junto aos advogados da PMCG, o resultado fosse outro. Mas, diferente da PMJP, a prefeitura de Campina se omitiu do pleito. Na eleição passada o atual presidente perdeu na Rainha da Borborema por 280 votos, e Harrison perdeu por apenas 144.

Agora, a grande lição, é que os personagens envolvidos devem reconhecer a força do interior. O trabalho de fortalecimento da advocacia desenvolvido por Paulo Maia mostra aos grandes escritórios da capital e de Campina que a eleição foi pra OAB de toda a Paraíba.