8 anos depois, escândalo do ‘mensalão paraibano’ acaba em pizza

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Dizem que a Operação Calvário só avançou pra cima da ORCRIM girassol porque ela começou através de uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e conta com a participação da Polícia Federal.

Faz sentido.

Porque sempre houve denúncia de corrupção contra as organizações sociais importadas pelo ex-governador Ricardo Coutinho, mas o Ministério Público da Paraíba fazia pouco caso, mesmo com dezenas de irregularidades apontadas pelo TCE, associações, sindicatos e parlamentares.

O escândalo do ‘mensalão paraibano’ é outro bom exemplo. Já se passaram 8 anos e a investigação que envolve membros do Coletivo Girassol não anda.

Ou seja, acabou em pizza.

O fato ocorreu em 2011, mas foi ‘abafado’ pelo governo de Ricardo Coutinho e só veio a público em 2014. Mas só em 2017 o Ministério Público resolveu investigar:

Relembre o caso

O caso ocorreu em 30 de de junho de 2011, ao realizem uma blitz de rotina, policiais interceptaram um automóvel. No interior do carro havia uma quantia de R$ 81 mil, junto a um papel com marcações de letras iniciais, que indicariam que o dinheiro, conforme documento protocolado pelo Fórum dos Servidores junto ao Ministério Público, se referiam a auxiliares do Governo.

Em setembro de 2016, a promotora Ana Maria França Oliveira questionou ao Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial o arquivamento do inquérito pelo delegado Murilo Terruel antes de ser enviado ao Ministério Público. Ela determinou que fosse apurado o motivo pelo qual o ex-secretário-executivo do Estado, Dr. Raymundo José Araújo Silvany, determinou o arquivamento do procedimento, na apreensão de R$ 81.000,00, por falta de ausência de fato típico enquadrado em lei como crime, mesmo diante de seis delegados, dois representantes de associação de defesa das prerrogativas dos delegados de Polícia Civil, sem enviar ao Ministério Público, o único que teria a capacidade de definir pela tipicidade de conduta”.

A Operação

No dia 30 de junho de 2011 uma blitz de rotina da polícia da Paraíba teria um desfecho surpreendente. Tão surpreendente que jamais chegaria ao conhecimento dos paraibanos.

Os Fatos

Um veículo Fox, placas DYE-5922, foi solicitado a parar na referida operação policial. O motorista tentou furar o cerco, mas foi parado pelos policiais.

Após a revista feita no veículo, foram encontrados R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais) e ao lado desta vultosa quantia, sacada na Agência do Banco do Brasil de Benfica, no Recife.

Junto, um papel branco com as seguintes marcações: G – 28.000,00; L – 10.000,00; C – 39.000,00; Dra. Laura 4.000,00 (totalizando 81 mil reais)

Na investigação feita, descobriu-se que “G” era de Gilberto Carneiro (atual procurador geral do Estado, “L ” de Livânia Farias (atual secretária de Administração), “C” – Coriolano Coutinho (Irmão do governador) e Dra Laura (Farias), (ex-Sudema e atualmente na Companhia Docas)

O que ocorreu naquela noite? Segundo os relatos, tão logo este caso chegou à sede da delegacia de repreensão e entorpecentes, vários outros delegados foram chamados ao local para auxiliar nas investigação – (08 delegados presentes: Allan Terruel; Aldrovilli Dantas; Marcos Vilela, Ramirez Pedro, Daniela Vicuuna; Dulcineia Costa; Marcos Lameirão; Jeferson Vieira).

Após o depoimento, o secretário de Segurança, Cláudio Lima, foi chamado pelos delegados. Desesperado, foi ao governador que, reunido com os demais envolvidos, iniciaram uma operação de guerra.

Os recursos eram oriundos de contratos intermediados pela empresa Bernardo Vidal & Associados conforme apurado pelos delegados. Mas, porque esse assunto nunca foi divulgado?

Depois de muitas idas e vindas e encontros entre delegados e secretários diversos, o então secretário executivo da segurança pública José de Araújo Silvany, em expediente interno, vaticinou que a se tratava de armação política. E determinou a devolução do que fora apreendido, além de encaminhar o dito processo ao Palácio do Governo “analisar com visão política”

Vale lembrar que: este processo inexiste nos arquivos da Polícia da Paraíba. Foi produzido um expediente de encaminhamento ao Ministério Público que nunca foi de fato protocolado no MP.

Vejam a seguir todos os documentos que foram apreendidos e façam os seus julgamentos, tendo em vista, que por ter sido rasgado, a Justiça nunca soube disso.

Clique aqui para baixar a documentação original.

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Polítika com informações do site mensalaopb.tumblr.com

 

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