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Acusado de desviar R$ 75 mil de programa de combate à fome, Veneziano vira uma ameaça a João Azevedo

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O mês de maio não começou bem para a pré-candidatura de João Azevedo. Há um ano ele briga para ultrapassar os dois dígitos nas pesquisas internas, e mesmo com todo aparato estatal e midiático, não tem logrado êxito.

E agora, com a Procuradoria Geral da República acusando Veneziano de desviar R$ 75 mil de um programa de combate à fome, o que antes deveria ser uma estratégia para ajudar Azevedo em Campina Grande, transformou-se numa âncora que pode deixar o pré-candidato do PSB mais pesado do que já é.

Veneziano é o ex-prefeito recordista em processos por improbidade na Paraíba, tendo respondido a quase 30 ações apenas no STF. Em 2017 chegou a ser condenado na 4ª Vara da Justiça Federal na Paraíba:

Para a PGR, o parlamentar e os demais envolvidos cometeram o crime previsto no artigo 1º do Decreto 201/67, que prevê pena de dois a 12 anos de reclusão. Além da condenação penal, a ação requer a perda da função pública, a reparação do dano com a atualização do montante desviado e o pagamento de indenização por dano moral coletivo, em valor equivalente ao dobro do desvio.

Entre os problemas constatados estava a simulação de um pregão eletrônico, frustrado por falta de interessados e posterior dispensa irregular de processo licitatório. Ainda conforme as investigações, o esquema incluiu a dispensa indevida de licitação, a apresentação de notas fiscais falsas e o saque do valor do convênio na boca do caixa do Banco do Brasil.

Exame revelou fraudes

De acordo com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, um exame grafotécnico revelou que as assinaturas que constam do contrato não foram feitas pelos respectivos sócios da empresa. Também foi comprovada fraude no momento em que o cheque foi descontado. Embora o documento estivesse em nome da empresa, os dados (nome e RG) apresentados para o saque não estão vinculados à empresa.

Para completar, o Banco do Brasil confirmou que o dinheiro não foi depositado na conta da Importec. “Foram realizadas diligências para aferir quem foi o responsável pela assinatura do cheque; e o Banco do Brasil S/A informou que tal cheque havia sido assinado pelo deputado federal Veneziano Vital do Rego Segundo Neto”, aponta um trecho da denúncia.

Raquel Dodge lembra que a ação atingiu a imagem da União e da Prefeitura de Campina Grande, que foi utilizada para o desvio e a apropriação de dinheiro público destinado a uma finalidade humanitária.

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