Em 7 anos, Ricardo Coutinho já cortou meio bilhão de reais da UEPB e entra para a história como o pior governador para a universidade

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Criada no governo de Cássio Cunha Lima, a lei de autonomia orçamentária da UEPB representava um novo tempo para a instituição, que além de crescer em quantidade (novos campi) também cresceria em qualidade no ensino.

Mas Ricardo Coutinho assumiu o governo e o que era sonho virou pesadelo. Se em 2009, no governo Cássio, a UEPB chegou a receber 5,21% da receita ordinária do Estado, no governo do PSB esse percentual não parou de cair e hoje a instituição recebe apenas 2,8% da receita ordinária.

É como se uma família recebesse um salário mínimo em 2009, e 7 anos depois tivesse que sobreviver só com a metade. O que justifica o fato da UEPB se encontrar hoje numa situação pré-falimentar, vivendo a sua maior crise da história. Em paralelo a isso, a arrecadação do governo do estado não para de crescer, ano a ano!

É de se perguntar o por quê de tanto ódio à uma instituição de ensino tão importante? Será que é porque a UEPB tem sua sede em Campina Grande?

Vale ressaltar que no governo de Ricardo Coutinho a UEPB não abriu um novo campus. Seria até covardia cobrar da instituição a abertura de novos campi, pois as migalhas do governo do PSB não dá nem pra manter os que já tem.

Nos quase 7 anos de governo RC, a UEPB já acumula uma perda de mais de meio bilhão de reais, vivendo um verdadeiro pesadelo e fazendo malabarismo para não fechar as portas. A universidade teve que abandonar a política de interiorização iniciada no segundo governo de Cássio, e desde então vem perdendo em qualidade por não ter como investir em seu capital humano e novas tecnologias.

Em resumo, Ricardo Coutinho rasgou a lei de autonomia financeira da UEPB e ainda mijou em cima. E tudo com o aval da Justiça, que nunca se colocou no lado da UEPB.

Acho que a UEPB não sentirá saudade de Ricardo Coutinho…

Trecho do manifesto em defesa da UEPB:

Em janeiro de 2016, uma nova afronta golpeia a autonomia da UEPB e desvaloriza o
Ensino Superior público do Estado, quando o Governador baixou a Medida Provisória nº
242 e, posteriormente, transformou-a na Lei nº 10.660/2016. Esta Lei encerra um
verdadeiro “pacote de maldades”, suspendendo a data base dos servidores e a correção da
inflação do ano anterior, bem como as promoções e progressões funcionais, entre outros
direitos, comprometendo, por conseguinte, o desenvolvimento pleno das atividades
pertinentes ao ensino, pesquisa e extensão, em âmbitos de graduação e pós-graduação.

No ano de 2017, o Governo Estadual continua sua política de depreciação e
sucateamento da UEPB, desconsiderando, inicialmente, a proposta de orçamento
aprovada pelo CONSUNI, de 410 milhões de reais para este ano e, posteriormente, a
própria LOA aprovada na Assembleia Legislativa, que previa um repasse de R$
317.819,269,00 para este ano. Assim, na divulgação do Quadro de Desembolso de
Despesas (QDD), o Governo Estadual reduziu o orçamento da UEPB para R$ 290.640
milhões, deduzindo do valor inicial previsto pelo CONSUNI um montante de
R$119.360.000,00, que seriam absolutamente necessários à manutenção da Universidade.

Mas as perdas não param por aí! Dando prosseguimento a sua política de redução do
financiamento da UEPB, no duodécimo de março, o Governo Estadual repassou R$ 2.7
milhões a menos e, em abril, subtraiu mais R$ 4.656 milhões; implicando num
contingenciamento de R$ 34.535 milhões, em apenas dois meses.

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