Em nota, advogada afirma que membros do judiciário paraibano tomavam vinho assiduamente na Granja Santana e que Ricardo Coutinho negociou compra de sentença

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A advogada Laura Taddei Berquó publicou nota com denúncias que reforçam a estreita ligação do PSB com o judiciário paraibano. O que não é nenhuma novidade, uma vez que a AIJE do Empreender cochila há 5 anos no TRE, por exemplo.

Laura afirmou que os juiz Aluísio Bezerra – que é citado na conversa grampeada de Gilberto Carneiro com Waldson – e o juiz Marco Cavalcanti tomavam vinho constantemente com o então governador Ricardo Coutinho, que segundo Laura, também teria negociado sentenças no judiciário, e que existe um áudio como prova.

Confira a nota:

No dia 11.04.2019, na 2 Vara Criminal da Comarca da Capital, em cumprimento de uma precatória da Comarca de Sousa, tendo como suposta vítima o ex-Governador Ricardo Coutinho, a Sra Pâmela Bório confirmou que no período de 2011 a 2015, o Magistrado Aluísio Bezerra e o Desembargador Marco Cavalcanti eram assíduos frequentadores da Granja Santana, reunindo-se com o Sr Ricardo Vieira Coutinho no período da noite para eles tomarem vinho.

Individualmente se reuniam com o ex-Governador para tomar vinho. A Sra Pâmela Bório era excluída das reuniões. Informamos ainda que já foi entregue na PF áudios sobre conversa de venda de sentença entre o ex Governador com um juiz. A voz não foi identificada pela ex Primeira -Dama. Outra cópia também foi entregue ao MPF ao tempo de suas declarações lá sobre o assassinato de Bruno Ernesto.

Estaremos reunindo todos esses fatos e outras provas para levarmos ao conhecimento da Corregedoria do TJPB. Inclusive refutamos a nota da Associação dos Magistrados em que afirma que a Sra Pâmela Bório cometeu crime de calúnia e difamação em pronunciamento proferido em 07.04.2019 e tomaremos medidas legais cabíveis, uma vez que vemos uma tentativa de calar a voz de cidadãos. A própria Sra Pâmela Bório já foi prejudicada em ação de modificação de guarda por conta dos acontecimentos ocorridos na Justiça. Não se justifica a ira que se voltou contra uma cidadã que possui informações contra membros do Poder Judiciário”

Laura Berquó
OAB/PB 11.151

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