Maranhão e o PMDB valem o que vendem?

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on pinterest
Share on whatsapp

Tecnicamente na oposição ao governador Ricardo Coutinho e parte integrante do blocão (PSDB, PSD, PP, PRB e PSC), o senador José Maranhão tem se valorizado na pré-campanha, mesmo não liderando mais as pesquisas, como outrora. Esperto como poucos, Maranhão se aproveita do dualismo estabelecido pela nova ordem política: RC x Cartaxo.

Mas Maranhão e o PMDB valem o que vendem?

A questão é complexa e os elementos para a resposta remetem às eleições de 2012, passando por 2014 e 2016.

Em 2012, ainda no auge da carreira política, o senador José Maranhão liderava as pesquisas para a prefeitura de João Pessoa ao lado de Cícero Lucena. Com o início da campanha Maranhão começou a cair de ladeira abaixo e terminou a eleição em quarto lugar, atrás até de Estela Bezerra.

A candidatura de Vitalzinho, em 2014, então senador de muito prestígio no cenário nacional, não empolgou e o candidato do PMDB teve apenas 5,22%. Das duas uma, ou Vitalzinho era ruim de voto ou Maranhão não transfere seu prestígio.

O próprio resultado de Maranhão para o Senado nos ajuda a responder a questão inicial. O peemedebista teve 37,12% dos votos. Apenas 7% a mais que Lucélio Cartaxo (29,93%); um neófito desconhecido do eleitorado paraibano, onde o único cargo público em seu currículo era o de superintendente da CBTU.

Chegou 2016 e o PMDB se viu varrido das 10 maiores cidades da Paraíba. O partido perdeu as prefeituras de Patos, Sousa e Mamanguape. E ainda passou vexame com a candidatura de Veneziano, em Campina Grande, onde o ex-prefeito sequer levou a eleição para o segundo turno.

Único trunfo do partido foi a eleição de Manoel Júnior, em João Pessoa. Uma articulação que contou com a benevolência do PSDB, pois o candidato natural a vice era o ex-deputado federal Ruy Carneiro, vice-líder em todas as pesquisas de 2016.

A resposta é não. Maranhão e o PMDB não valem o que vendem. As circunstâncias eleitorais e a promiscuidade política de Ricardo Coutinho tem elevado o valor do PMDB na bolsa eleitoral. Mas não valem tanto.

E ainda podem perder o “eventual poder” com a saída do prefeito Luciano Cartaxo e a ascensão de Manoel Junior. Basta Cartaxo continuar na prefeitura e apoiar outro nome da Oposição. Como dizem no interior, o PMDB e Maranhão ficariam “sem mel nem cabaça”.

Mais vale um passarinho na gaiola do que dois voando…

Comentar com Facebook

Comentários

Notícias relacionadas
Na Paraíba, Baleia Rossi é recebido por emedebistas e tem importantes encontros políticos

Na Paraíba, Baleia Rossi é recebido por emedebistas e tem importantes encontros políticos

Em campanha pela presidência da Câmara Federal, o deputado federal Baleia Rossi (MDB/SP) está na Paraíba para encontros com o…
Aguinaldo ressalta importância fundamental da Câmara para a estabilidade democrática no país: "Cumpre o seu papel"

Aguinaldo ressalta importância fundamental da Câmara para a estabilidade democrática no país: "Cumpre o seu papel"

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) participou nesta sexta-feira (22) da reunião entre o candidato à presidência da Câmara Federal…
Aprovação a Bolsonaro despenca de 37% para 26% em uma semana, aponta pesquisa

Aprovação a Bolsonaro despenca de 37% para 26% em uma semana, aponta pesquisa

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) pela revista Exame feita pelo instituto IDEIA mostra que caiu de 37% para 26%, na…
Manoel Jr é o primeiro prefeito da Paraíba a anunciar calendário anual de pagamento dos servidores

Manoel Jr é o primeiro prefeito da Paraíba a anunciar calendário anual de pagamento dos servidores

O prefeito de Pedras de Fogo, Manoel Junior (Solidariedade), anunciou, nesta sexta-feira (22), durante solenidade na Secretaria de Educação, o…

Siga-nos Facebook