O que há em comum entre padre Egídio, Ricardo Coutinho, Leto Viana, Wilson Santiago e Berg Lima

Figuras centrais dos maiores escândalos de corrupção da história da Paraíba, Padre Egídio, Ricardo Coutinho, Leto Viana, Wilson Santiago e Berg Lima têm muita coisa em comum.

Além de aparecerem no Fantástico e terem sido presos – com exceção de Wilson Santiago – , eles jamais serão condenados pela Justiça.

Porque a Justiça brasileira não foi criada para prender rico, branco e político. O nosso código penal só funciona contra ladrão de galinha e pote de margarina em supermercado.

A corrupção do rico, branco, e com influência política é relativizada.

As principais ações da Operação Calvário, por exemplo, contra o ex-governador Ricardo Coutinho, foram jogadas para a Justiça Eleitoral, incapaz de julgar até pedido de cassação em tempo hábil, imagine então crimes de corrupção envolvendo organização criminosa e diversas empresas.

O objetivo será alcançado e os crimes vão prescrever, porque a Justiça no Brasil não foi feita para punir políticos e milionários influentes.

O mesmo aconteceu com o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana; chegou a ser condenado, mas todos os processos foram enviados à Justiça Eleitoral e em breve vão prescrever.

Preso em 2017, com dinheiro no cofrinho, Berg Lima, ex-prefeito de Bayeux ainda não foi condenado. Devido ao flagrante, é um dos casos mais absurdos. Inclusive, à época, voltou ao cargo de prefeito após uma liminar do STJ.

Além de toda impunidade, o judiciário considera normal que um ladrão continue com acesso aos cofres públicos.

Denunciado na operação Pés de Barro, o deputado federal Wilson Santiago é um dos investigados sobre superfaturamento em obras da adutora Capivara, que envolveriam crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e formação de organização criminosa.

Wilson chegou a ser afastado do mandato pelo STJ, mas foi salvo pelos parceiros de Congresso. Seus crimes também vão prescrever, ou quem sabe, seus processos serão enviados à Justiça Eleitoral. Jamais será condenado.

Padre Egídio também, em breve será solto, mas jamais terá uma condenação com trânsito em julgado.

Enquanto isso, o Ministério Público continua na sua grande missão de enxurgar gelo.

É o Brasil!

 

 

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