Oposição vacila e perde o seu Neymar na disputa ao Governo

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No dia 11 de janeiro de 2010, Cássio Cunha Lima declarava apoio à candidatura do então prefeito Ricardo Coutinho ao governo do Estado, contrariando o desejo de Cícero Lucena em ser o candidato das oposições. Por que o mesmo prazo não foi seguido agora em 2018 em prol da candidatura de Luciano Cartaxo?

Principal arquiteto da aliança de 2016, Cássio deixou a corda esticar demais e permitiu que a desunião do bloco nascesse no seu próprio quintal com a pré-candidatura “fake” de Romero Rodrigues. Atitude que serviu para motivar outra pré-candidatura, a de José Maranhão.

Todos sabiam que Luciano Cartaxo sempre reuniu as qualidades necessárias para quebrar a hegemonia de um governo que conta com mais de 70% de aprovação no estado. Cartaxo é – e sempre foi – o único que naturalmente traz em sua essência o antídoto contra o discurso do trabalho de Ricardo Coutinho.

Cartaxo também tem trabalho pra mostrar, a rejeição é quase zero, conta com 70% de aprovação, representa uma renovação na política estadual, tem a mesma origem de esquerda que Ricardo Coutinho e ainda seguiu praticamente a mesma trajetória (vereador/deputado/prefeito) que o governador.

Além disso, Cartaxo também era o pré-candidato com o maior potencial de crescimento, mesmo liderando todas as pesquisas internas. Ou seja, além de ser o favorito, ainda teria um amplo eleitorado a ser apresentado.

Ricardo Coutinho certamente disse “ufa!” quando soube da desistência de Cartaxo. Pois sabia que numa campanha de apenas 45 dias ele era imbatível. RC também tinha consciência que Luciano disputava (e conquistava) o mesmo eleitor do PSB.

A oposição perdeu o seu Neymar e agora tem no banco de reservas um veterano bom de largada, mas com pouco fôlego e ruim de chegada. E um centro-avante medroso, desconhecido e com pouca gordura pra queimar…

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