Pagando o pior salário do Brasil aos policiais, Ricardo Coutinho acha que segurança se faz com discurso político na imprensa

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A onda de violência que tomou conta da Paraíba, nos últimos 7 anos, tem raízes na desvalorização dos homens e mulheres que fazem a Polícia Militar e Civil da Paraíba. Mas o governador Ricardo Coutinho está convencido que segurança pública se faz com discurso político na imprensa, e não com a valorização das polícias.

O problema é que bandidos não tem medo de discurso político e continuam explodindo agências bancárias sem a menor preocupação.

Ricardo prefere transferir sua incompetência na segurança pública aos políticos da oposição, como fez recentemente com o prefeito Luciano Cartaxo. É o que ele sempre faz para justificar os erros do governo, transfere a culpa para os adversários.

A verdade é que tanto a PM como a Civil recebem os piores salários do país, e durante os 7 anos do governo Ricardo Coutinho, viram o salário ser desvalorizado em 40%. O governador pensa que os policias da Paraíba são heróis e não precisam de salários, trabalham por amor.

Os policiais civis da Paraíba voltaram a protestar, nesta quinta (dia 18), no Busto de Tamandaré, contra “o pior salário do País” e ainda o desrespeito do Governo do Estado com a categoria. Segundo nota da Aspol (Associação dos Policiais) a categoria irá fincar cruzes de madeiras na praia, para simbolizar “o luto dos policiais”.

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“Serão fincadas cruzes de madeira e também será realizado um enterro simbólico, em alusão ao futuro dos policiais que podem morrer trabalhando e não conseguem se aposentar por conta das perdas salariais de 40%, e ainda são obrigados a tirar plantão, recebendo 1/3 da hora extra que deveriam receber”, pontou a Aspol, que terá o apoio ainda do Sindperitos, Atenepol, Asspom e da Agepen.

Segundo Suana Melo, presidente da Aspol, “os policiais estão na rua, mostrando pra sociedade a situação a qual estão submetidos. Sofremos com a falta de respeito do governo que nos paga o pior salário do país e ainda nos faz trabalhar com um efetivo insuficiente, trabalhando por mais de três policiais, lembrando que existem mais de 700 policiais aptos à aposentadoria, mas não se aposentam, face às perdas salariais”.

E arrematou: “Além disso, quando os policiais se aposentam, sofrem com perdas salariais que afetam diretamente toda a família, isso porque o policial não recebe através de subsídio, como é previsto na Constituição Federal e em Lei Estadual. Exigimos respeito aos profissionais da segurança, que tanto têm feito pela população e não são valorizados pela administração pública.”

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