DATAFOLHA CONFIRMA: Só Ciro Gomes (47%) vence Bolsonaro (43%) no segundo turno

O Datafolha divulgou neste sábado (6) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Desde a última pesquisa do instituto, divulgada no dia 4, e realizada nos dias 3 e 4 de outubro, o primeiro colocado, Jair Bolsonaro oscilou um ponto para cima, e o segundo colocado, Fernando Haddad se manteve estável.

A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de 95%, considerando a margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 19.552 eleitores entre quinta-feira (5) e sábado (2).

Votos válidos

 Simulações de segundo turno
  • Bolsonaro 45% x 43% Haddad (branco/nulo: 10%; não sabe: 2%)
  • Ciro 47% x 43% Bolsonaro (branco/nulo: 8%; não sabe: 2%)
  • Bolsonaro 43% x 41% Alckmin (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)
  • Alckmin 41% x 38% Haddad (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%)

‘Sou o único capaz de derrotar Bolsonaro’, diz Ciro Gomes

De passagem pela favela da Rocinha , nesta sexta-feira, o candidato do PDT à Presidência,Ciro Gomes , disse que “não é razoável” pedir a nenhum dos concorrentes ao Planalto que desista de sua candidatura para apoiar outras na tentativa de chegar ao segundo turno.

– O que é razoável é pedir ao eleitorado. Eu sou o único capaz de derrotar o Bolsonaro. O PT perdeu a condição de unir o Brasil. Eu tenho o melhor projeto, a experiência e a ficha limpa. Vou lutar até às 17h do dia 7 para proteger o país do fascismo – disse.

Apesar das últimas pesquisas, que colocam Ciro em terceiro lugar na disputa, mas distante de Fernando Haddad (PT), na segunda posição, o candidato do PDT disse estar confiante de que até o dia das eleições, no domingo, vai haver uma virada.

– É completamente provável (a virada). É só olhar o que aconteceu com as pesquisas nas eleições passadas. O segundo turno era entre Marina e Dilma e a história foi outra – afirmou.

A penúltima pesquisa Datafolha do primeiro turno das eleições presidenciais, divulgada ontem, mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) avançou para 35% das intenções de voto e Haddad tem 22%. Na sequência, Ciro aparece com 11%.

O levantamento simulou cenários para o segundo turno. O confronto entre Bolsonaro e Haddad mostra um empate técnico, com vantagem numérica para o candidato do PSL: 44% a 43%. A disputa entre Bolsonaro e Alckmin também seria apertada: 43% a 42% para o tucano. Ciro é o único com vantagem mais folgada em relação ao capitão: venceria por 48% a 42%.

Perguntado sobre as características que o diferenciam positivamente em comparação a Haddad para enfrentar Bolsonaro, Ciro disse ter experiência chancelada pelo povo do Ceará. Para ele, o candidato petista não tem condições de enfrentar a “onda fascista”.

Ciro diz que aceitaria encabeçar chapa de união com Alckmin e Marina

A possibilidade de uma chapa “Alcirina” – Alckmin, Ciro e Marina –, defendida por um manifesto virtual contrário à polarização PT x Bolsonaro, foi bem recebida nesta quarta-feira (3) pelo candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, durante agenda com a Juventude Pedetista, em São Paulo.

Pelo manifesto, Ciro seria a alternativa mais viável a chefiar uma candidatura comum e evitar, com isso, clima de maior animosidade em um eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Ambos aparecem, respectivamente, na liderança e na vice-liderança das últimas pesquisas Ibope e Datafolha de intenção de votos.

Indagado sobre uma chapa “Alcirina”, o pedetista avaliou: “Não gosto de oportunismos; só estou na política porque aposto na inteligência do povo brasileiro. Me honra muito a ideia de que eu possa ser o estuário de todos”, disse.

Por outro lado, o presidenciável declarou não poder “cometer a indelicadeza” de, na condição de adversário de Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa, “pedir a eles que desistam de suas candidaturas”.

“Isso é algo que só eles podem decidir”, disse.

Questionado se aceitaria incorporar pontos dos planos de governo de Marina e Alckmin, ele respondeu: “Ah, sim. Da Marina, quase todos –com exceção da autonomia do Banco Central. Ela mesmo não acredita nisso e aceitou porque tem uma ‘banqueirada’ aí avizinhada a ela”, disse. “No resto, a Marina é uma pessoa que trabalha pelo Brasil, é íntegra, de boa fé, decente, gosta do povo.”

“E do Alckmin [incorporaria] algumas coisas: o IVA [Imposto sobre Valor Agregado] ele copiou de mim, está em um livro meu de 1995”, disse. Ao ser lembrado que o IVA é adotado já na Europa, Ciro justificou: “Peguei o melhor da prática internacional; evidente que não inventei a roda”.

O pedetista foi taxativo ao responder se aceitaria apoio de Marina e Alckmin caso eles o procurassem: “Muito evidente que sim, porque a tarefa agora é proteger a democracia brasileira.”

O comando da campanha de Alckmin refutou o manifesto “Alcirina”. “Manifesto sem autor, sem sentido e sem a menor chance de acontecer. Único acordo possível é com o povo no dia 7 de outubro”, disseram os tucanos, em nota.

Também procurada, a campanha de Marina não se pronunciou sobre o assunto até esta publicação.

“O PT criou o Bolsonaro, e o Bolsonaro criou o PT”

Terceiro colocado nas pesquisas, o pedetista reforçou o discurso dos últimos dias de que representa uma terceira via competitiva, já que Marina despencou nas intenções de voto em comparação com o início da campanha –no Ibope, chegou a pontuar 16%; esta semana, apareceu com 4% –, e Alckmin estagnou abaixo de 10%.

“Estamos criando uma liderança nova para o país, afinal, este é o sentido da minha presença nessa luta: quis criar um campo novo, porque acho que o PT criou o Bolsonaro, e o Bolsonaro criou o PT na proporção [de antipetismo] que estamos vendo hoje”, definiu.

O pedetista cogitou, de forma hipotética, um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. “O que vai acontecer? Bolsonaro vai passar o tempo inteiro chamando Haddad para mostrar as contradições da prisão do Lula, do petróleo, do mensalão, da perda da eleição em São Paulo [em 2016]. Que horas vamos discutir emprego, salário, saúde e a violência que campeia impune pelo país afora?”, indagou.

O manifesto que defende a candidatura “Alcirina” é semelhante à carta publicada dias atrás pelo ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, embora não a cite. Na carta, o tucano pedia que se contivesse “a marcha da insensatez”, por exemplo, por meio da união das candidaturas de centro. Ontem, no entanto, FHC encabeçou manifesto de mais de 90 intelectuais em defesa de Alckmin, presidente nacional de seu partido.

Segundo a mensagem de FHC, que pedia a união do centro contra a polarização PT x Bolsonaro, “qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise”.

 

Brasileiros ‘decentes’ não merecem segundo turno entre PT e Bolsonaro, diz Ciro Gomes

O candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou neste domingo (16), durante ato de campanha em frente ao portão 8 do Parque Ibirapuera, em São Paulo, que homens e mulheres “decentes” não merecem ser obrigados a fazer uma escolha entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição.

Na mais recente pesquisa de intenção de voto do instituto Datafolha, divulgada na sexta (14), Haddad saltou de 9% para 13% e empatou com Ciro, que também soma 13%. Jair Bolsonaro tem 26%.

“Eu quero organizar todos os brasileiros, homens e mulheres decentes, que dão valor ao trabalho e que não querem ser levados a um segundo turno que os leve a escolher entre o fascismo ou premiar todas as contradições gravíssimas do PT. Isso é uma escolha que o brasileiro não merecia”, declarou.

Mas, segundo Ciro Gomes, há um movimento em curso que, afirmou, permitirá “um final feliz em que vamos eleger o fim da polarização odienta, do ódio na política, e vamos construir um projeto nacional de desenvolvimento encantador”.

Ele disse pretender “unir” o Brasil, mas não “todo mundo”. “Quero unir o cidadão que trabalha, que respeita as diferenças, respeita as orientações sexuais diversas, as mulheres, negros, indígenas, meio ambiente, esse Brasil. O resto temos que derrotar, esse gueto de fascistas violentos, egoístas, que introduzem a cultura do ódio no Brasil”, afirmou, em referência a apoiadores de Bolsonaro.

O candidato também criticou o PT, que, segundo disse, “não pensa no Brasil faz muito tempo”.

“Se nós pedirmos para o povo refletir onde começa essa tragédia que nós estamos vivendo, qual é a data do desemprego, onde começam a quebrar as contas, onde se vulnerabilizou, o colapso da propria democracia, é o PT. O PT em aliança com Renan [Calheiros], Eunício [Oliveira], Eduardo Cunha. Isso que estão fazendo de novo. Não aprendeu rigorosamete nada – no Ceará, Haddad se juntou com ele [Eunício]”, declarou.

Questionado sobre como combater a corrupção, respondeu que é “com exemplo, vindo de cima”.

“Quero lembrar ao meu querido amigo Haddad que tem muita gente que não é investigada no Brasil – eu, Ciro, 12, não sou investigado. Nunca fui investigado”, afirmou – em entrevista ao Jornal Nacional na última sexta, Haddad indagou: “Qual é a pessoa que hoje está na vida pública que não está investigada?”.

“Essa é a primeira grande questão: dar o exemplo. Se o exemplo vem de cima, é muito improvável que o de baixo se sinta autorizado a roubar”, disse Ciro Gomes.

Além disso, ele defendeu uma “permanente mudança” na legislação como forma de combater a corrupção. “Toda legislação que se cristaliza permite adaptação do corrupto”, declarou.

Entre os mecanismos que relacionou, propôs estabelecer padrões, metas e preços unitários para obras; “expropriar” dinheiro de servidor que tenha patrimôni o sem explicação; assinatura de acordo de ética por ocupantes de cargos de confiança e afastamente em caso de suspeição.

CIRO VIROU O VOTO ÚTIL: Ele é o candidato que rompe com a radicalização

De um amigo navegante cirista:

Uma avaliação do momento eleitoral baseada nas pesquisas:

O presidente Cirо Gomes está caminhando para a linha de frente nas eleições. Ele virou uma espécie de voto útil daqueles que procuram outro rumo que não seja a polarização.

As pesquisas mais recentes — IPESPE (XP), IBOPE, FSB (BTG) — mostraram que ele vem subindo acima da margem de erro. Enquanto isso, Marina Silva vem despencando e Fernando Haddad sobe lentamente.

Geraldo Alckmin está parado, estacionado — e se sobe isso ocorre na margem de erro. O tucano não consegue ganhar consistência mesmo com tanto tempo e volume de inserções na TV.

Este movimento mostra que a candidatura Cirо Gomes está em ascensão. Revela que as suas propostas estão chegando até os eleitores e ficando claro a estes que o trabalhista é o único que tem medidas de fato em favor da população.

O voto útil em favor de Cirо Gomes está provocando a queda de Marina Silva. O voto útil em Cirо Gomes está impedindo a ascensão de Geraldo Alckmin. O trabalhista, de acordo com as pesquisas, está se transformando no candidato que rompe com a radicalização política.

P.H. Amorim