‘Sou o único capaz de derrotar Bolsonaro’, diz Ciro Gomes

De passagem pela favela da Rocinha , nesta sexta-feira, o candidato do PDT à Presidência,Ciro Gomes , disse que “não é razoável” pedir a nenhum dos concorrentes ao Planalto que desista de sua candidatura para apoiar outras na tentativa de chegar ao segundo turno.

– O que é razoável é pedir ao eleitorado. Eu sou o único capaz de derrotar o Bolsonaro. O PT perdeu a condição de unir o Brasil. Eu tenho o melhor projeto, a experiência e a ficha limpa. Vou lutar até às 17h do dia 7 para proteger o país do fascismo – disse.

Apesar das últimas pesquisas, que colocam Ciro em terceiro lugar na disputa, mas distante de Fernando Haddad (PT), na segunda posição, o candidato do PDT disse estar confiante de que até o dia das eleições, no domingo, vai haver uma virada.

– É completamente provável (a virada). É só olhar o que aconteceu com as pesquisas nas eleições passadas. O segundo turno era entre Marina e Dilma e a história foi outra – afirmou.

A penúltima pesquisa Datafolha do primeiro turno das eleições presidenciais, divulgada ontem, mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) avançou para 35% das intenções de voto e Haddad tem 22%. Na sequência, Ciro aparece com 11%.

O levantamento simulou cenários para o segundo turno. O confronto entre Bolsonaro e Haddad mostra um empate técnico, com vantagem numérica para o candidato do PSL: 44% a 43%. A disputa entre Bolsonaro e Alckmin também seria apertada: 43% a 42% para o tucano. Ciro é o único com vantagem mais folgada em relação ao capitão: venceria por 48% a 42%.

Perguntado sobre as características que o diferenciam positivamente em comparação a Haddad para enfrentar Bolsonaro, Ciro disse ter experiência chancelada pelo povo do Ceará. Para ele, o candidato petista não tem condições de enfrentar a “onda fascista”.

Datafolha: Haddad estaciona e Ciro vence Bolsonaro no 2º turno

O Datafolha divulgou nesta terça-feira, 2, sua pesquisa mais recente de intenções de voto para presidente da República e, assim como o Ibope, o instituto mostrou um crescimento de quatro pontos de Jair Bolsonaro (PSL) que continua liderando a corrida no primeiro turno com 32%. Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar com 21%.

Ciro Gomes (PDT) continua na terceira posição com 11%, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB) que soma 9% e Marina Silva (Rede) 4%.

Confira:

Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Fernando Haddad (PT): 21%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
Branco/nulos: 8%
Não sabe/não respondeu: 5%

Segundo turno

Ciro 42X% x 37% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)

Alckmin 43% x 41% Bolsonaro (branco/nulo: 14%; não sabe: 2%)

Ciro 46X% x 42% Bolsonaro (branco/nulo: 10%; não sabe: 2%)

Alckmin 43% x 36% Haddad (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)

Bolsonaro 44% x 42% Haddad (branco/nulo: 12%; não sabe: 2%)

Ciro 46X% x 32% Haddad (branco/nulo: 20%; não sabe: 2%)

Rejeição

Quando questionado sobre em quais candidatos os eleitores não votariam de jeito nenhum, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, continua liderando com 45% de rejeição, seguido por Fernando Haddad com 41% e Marina Silva com 30%.

Confira:

Bolsonaro: 45%

Haddad: 41%

Marina: 30%

Alckmin: 24%

Ciro: 22%

Meirelles: 15%

Boulos: 15%

Cabo Daciolo: 14%

Alvaro Dias: 13%

Vera: 13%

Eymael: 12%

Amoêdo: 12%

João Goulart Filho: 11%

Rejeita todos/ não votaria em nenhum: 3%

Votaria em qualquer um/ não rejeita nenhum: 1%

Não sabe: 4%

A pesquisa Datafolha, encomendada pelo jornal “Folha de S.Paulo“, ouviu 3.245 eleitores em 225 municípios. A pesquisa foi realizada nesta terça-feira, 2, possui índice de 95% de confiança e pode ser consultada no TSE sob o registro BR-03147/2018.

Ciro, Haddad e Alckmin vencem Bolsonaro no 2º turno, diz Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24) aponta que Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança da corrida presidencial, apesar de estacionado, com 28% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), que vai a 22%. Em seguida estão Ciro Gomes (PDT), com 11%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 8%, e Marina Silva (Rede), com 5%.

Nos cenários de segundo turno simulados pelo instituto, o candidato do PSL perde para Ciro (46% a 35%), Haddad (43% a 37%) e Alckmin (41% a 36%). Ele empataria com Marina (39% a 39%).

Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Haddad e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

  • Ciro 46% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Ciro e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1
  • Alckmin 41% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 4%)
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Bolsonaro e Marina. — Foto: Arte/G1

Bolsonaro vê interrompida a tendência de alta desde que sofreu um ataque com faca durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no último dia 6. Ao mesmo tempo, o Ibope piora as projeções de segundo turno para o candidato do PSL, que na pesquisa anterior superava os outros quatro principais candidatos.

Por outro lado, o levantamento consolida a tendência de alta do candidato petista, que chegou a estar tecnicamente empatado com outros três candidatos e já cresceu 14 pontos percentuais desde que foi confirmado como substituto do ex-presidente Lula na disputa, no último dia 11. Com isso, se consolida cada vez mais em segundo lugar.

Ciro, que já chegou a estar numericamente empatado com o candidato do PT e tenta se consolidar como uma “terceira via”, manteve os mesmos 11% do último levantamento e viu Haddad abrir vantagem na briga por uma vaga no segundo turno.

A pesquisa também não traz boas notícias para Alckmin e Marina. O tucano, que iniciou na última semana uma campanha eleitoral mais agressiva contra Bolsonaro, apenas oscilou um ponto para cima dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Já a candidata da Rede manteve a tendência de queda dos levantamentos anteriores e viu sua intenção de voto encolher para menos da metade do que tinha no final de agosto (12%). Ela já empata tecnicamente com João Amoêdo (Novo), que oscilou dois pontos para cima e chegou a 3%.

Em relação aos demais candidatos, Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2% cada, e Guilherme Boulos (PSOL), 1%. Cabo Daciolo (Patriota), João Goulart Filho (PPL), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC) não pontuaram no levantamento.

Os dois líderes nas pesquisas também são os candidatos com maior índice de rejeição junto ao eleitor.

De acordo com o Ibope, 46% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum no capitão reformado -eram 42% no levantamento anterior. Haddad aparece em segundo, com 30% de rejeição. Em seguida aparecem Marina (25%), Alckmin (20%), Ciro (18%), Meirelles, Daciolo, Eymael e Boulos (11% cada), Vera (10%), Dias e Amoêdo (9% cada).
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo e ouviu 2.506 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro em 178 cidades brasileiras. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-06630/2018.

Ciro, opção mais segura no segundo turno

Tenho absoluta certeza de que sou uma das poucas vozes a insistir em racionalizar a questão do antipetismo que poderá decidir a próxima eleição.

Dizem os petistas que insistir nesse discurso é reviver a síndrome de “Regina Duarte”. Preciso dizer que Regina Duarte estava com medo de perder seus privilégios quando apontou para Lula. Estou aqui ponderando uma estratégia que possa rebater o crescimento e a consagração do fascismo.

Fernando Haddad subiu, segundo o Ibope, mas sua rejeição também. Na mesma medida em que Bolsonaro crescerá a cada movimento adiante do PT.

Isso não quer dizer que proponha aqui que o PT recue. Respeito o partido e seu candidato. Apenas uso este espaço a título de registro para posteridade de que me posicionei em prol de uma terceira via – Ciro Gomes -, que teria um pouco mais de folga no segundo turno, por possuir menor rejeição que o petista.

O antipetismo está nesse momento pulverizado entre várias candidaturas: Marina Silva, Álvaro Dias, Amôedo, Alckmin, Meirelles. Também se encontra concentrado nos brancos e nulos. Ao somar todos estes candidatos e variáveis, é preciso considerar que o cenário é muito ruim quando ele se aglomerar.

Claro que acho muito romântico se falar em coragem para enfrentar Bolsonaro sob a tutela do PT, derrubar o golpe e seguir a vida democrática. Mas considero também que teremos mais quatro anos de um partido envolvido em escândalos, precisando se defender dos ataques, com uma parcela grande da população infeliz com sua eleição e um clima de guerra no ar.

Não tenho a pretensão de levar ninguém a mudar de voto. Continuarei acreditando que essa eleição para o campo progressista pode ser vencida com mais eficiência e segurança pelo viés de uma candidatura alternativa ao PT.

Caso Haddad passe para o segundo turno, terá meu voto, não por acreditar que seja o melhor caminho. Sei que o candidato é um homem honrado e um belo quadro. Mas minha opção escora-se na absoluta rejeição a Bolsonaro.

Sendo bem honesto, e sabendo que os leitores tem ciência de meu compromisso com a honestidade, preferiria experimentar um novo formato da esquerda no poder que não fosse pelas mãos do Partido dos Trabalhadores.

No primeiro turno, vou lutar para que assim seja. Com todo o respeito.

Tico Santa Cruz