CPI DA CRUZ VERMELHA: Notícia de 2018 mostra Cida Ramos elogiando acessibilidade da ALPB, o que comprova manobra de Galdino para abafar escândalo de corrupção

É de se lamentar que o PSB e o presidente da Assembleia Legislativa usem a deficiência física da professora Cida Ramos – pessoa que admiro muito, desde os tempos da UFPB – como pretexto para suspender os trabalhados da Assembleia Legislativa por 15 dias. Recesso este que deverá ser imprensado com o Carnaval. Ou seja, debate sobre a CPI da Cruz Vermelha e a Operação Calvário só em março!

Em dezembro do ano passado, a própria parlamentar rasgou elogios à reforma realizada pelo ex-presidente Gervásio Maia:

Matéria veiculado em 27 dezembro de 2018 no portal Paraíba On Line:

A professora Cida Ramos, deputada diplomada para o primeiro mandato e primeira mulher deficiente a assumir um cargo na Assembleia Legislativa, elogiou a iniciativa do presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), que promoveu acessibilidade ao deficiente físico, auditivo e visual com as reformas no prédio do Poder Legislativo, que ficou agora totalmente adaptado às necessidades desse segmento da população paraibana.

(…)

Para a deputada, foram bastante relevantes as adaptações o que significa que a o Legislativo está democratizando o acesso, cumprindo um direito elementar das pessoas com deficiência puderam opinar e viver a vida pública da cidade e do Estado.

O que mudou de dezembro pra cá? Certamente é o medo da CPI da Cruz Vermelha e o constrangimento de Adriano Galdino em ter que barrar mais um inquérito contra o esquema do governo.

E mesmo que a reforma fosse necessária, precisaria de 15 dias para fazer ajustes na acessibilidade ao plenário da ALPB? Até o próprio Gervásio Maia ficou indignado com a manobra que desqualifica sua gestão:

“Chama um marceneiro, corta lá 20 centímetros da altura do púlpito, da tribuna, e o assunto está resolvido”, ironizou.

De acordo com o deputado, antes não tinha elevador para cadeirante, não tinha sinalização em braile, não tinha botão de pânico nos banheiros, não tinha nada. “Fizemos tudo. Não precisava dessa zoada toda que está se fazendo. O quesito acessibilidade foi tratado com muito respeito, até por que eu conheço a legislação e procurei fazer com que o projeto arquitetônico verificasse isso” disse Gervásio.