LARANJA? Paraibana que recebeu meio milhão do PT e R$ 150 mil do PROS, obteve apenas 737 votos para deputada estadual

Em tempos de laranjas, o Ministério Público Eleitoral precisa investigar a disparidade entre as doações recebidas pela campanha da ex-candidata a deputada estadual, Malu Vinagre, e a votação por ela obtida, apenas 737 votos.

Malu nunca disputou uma eleição, mas já na primeira campanha, abocanhou R$ 650 mil reais do fundo eleitoral; meio milhão do PT, mais R$ 150 mil do PROS, seu partido. O mais curioso é que ninguém viu campanha da candidata nas ruas de João Pessoa, seu “reduto eleitoral”, com 452 votos.

Mesmo assim, Malu Vinagre, que é irmã do ex-deputado federal André Amaral, declarou ter gasto R$ 209 mil com “atividades de militância e mobilização de rua”.

Apenas para fazer um comparativo, o deputado estadual Anísio Maia, que obteve 23 mil votos, gastou míseros R$ 116 mil em toda a campanha. Ou seja, apenas o custo que Malu Vinagre teve com “atividades de militância e mobilização de rua” daria pra bancar a campanha de Anísio e ainda sobraria troco.

Outro curiosidade, Malu Vinagre gastou R$ 40 mil com consultoria jurídica, sendo R$ 30 mil para Mayara Rangel Nascimento Sociedade de Advocacia e R$ 10 mil Johnson Abrantes – Sociedade de Advogados.

É inimaginável que uma candidatura proporcional tenha tanta demanda jurídica numa eleição. Nem candidatos a prefeito das médias e pequenas cidades paraibanas gastam tanto. E olhe que a demanda jurídica é bem maior numa eleição majoritária.

A justiça eleitoral precisar agir com rigor!

Estamos falando de dinheiro público, impostos do trabalhador brasileiro. O financiamento público de campanha é necessário, pois dá chance de competição aos candidatos menos abastados. Se não fosse o financiamento público, a democracia estaria nas mãos do capital, viraria uma “dinheirocracia” e o povo trabalhador não teria a mínima representação no poder executivo e legislativo.

O fundo eleitoral já é mal visto pela sociedade, e com exemplos assim, estaremos alimentando o discurso pelo fim do financiamento público.

 

 

 

 

Paraíba pode voltar a ter um ministro no governo federal

O jovem deputado André Amaral, PMDB, poderá subir mais um degrau na sua carreira política, por sinal, a mais meteórica da Paraíba. André tem sido fiel ao governo e atua bem nos bastidores do Planalto.

Em nota publicada na ‘Coluna do Estadão’, do Jornal Estado de São Paulo, nesta quarta-feira (14), Andreza Matias e Marcelo de Moraes trazem a informação de que o deputado federal paraibano André Amaral é nome cotado para substituir o também deputado Roberto Freire (PPS) no comando do Ministério da Cultura.

Freire entregou a pasta logo após a eclosão do escândalo das gravações de Joesley Batista, em diálogo com o presidente Michel Temer, onde tratavam do pagamento de propina, feito pelo empresário dono da JBS ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba pela Lava Jato.

Confira a nota da ‘Coluna Estadão’:

“Vaga. O nome mais cotado para o Ministério da Cultura é o do deputado André Amaral (PMDB-PB), com apoio das bancadas peemedebistas de Minas e do Rio”.