Prefeitura de Caaporã completa um ano à frente do Hospital Ana Virginia e bate recorde de quase 30 mil atendimentos

Ampliação de atendimentos, mais serviços, aquisição e manutenção de equipamentos, estoque de medicamentos abastecido e aumento no quadro de profissionais. Todos esses pontos positivos foram conquistados ao longo do primeiro ano da gestão do Hospital e Maternidade Ana Virgínia feita pela Prefeitura de Caaporã.

A conquista partiu do prefeito Cristiano Monteiro, que ao assumir o mandato em 2017, constatou que a gestão do Hospital apresentava diversas falhas, e com a autorização da justiça e da Câmara Municipal de Vereadores, conseguiu reabrir o hospital no dia 06 de abril de 2018 e assumir a administração direta que hoje é referência no Litoral Sul da Paraíba. E os resultados dessa mudança que foi feita há exatamente um ano são positivos.

O número de atendimentos saltou e chegou ao recorde de 28.026 neste primeiro ano. Além disso, o hospital retomou os partos, internações, dentre outros serviços que faziam falta à população caaporense que tinha que sair da cidade para buscar atendimentos em João Pessoa, Alhandra ou Goiana-PE.

“Trabalhamos muito ao longo de todo o ano para reorganizar o atendimento e proporcionar à população uma saúde de qualidade. Os moradores de Caaporã assistiam ao fim do Hospital quando tivemos que agir para conquistarmos o direito de administrar a unidade hospitalar, reabrindo as portas do Ana Virgínia para o SUS e para o povo”, avaliou o prefeito.

Reabertura

A unidade de saúde estava fechada desde outubro de 2017, por decisão da direção do Hospital, mesmo com todo interesse da Prefeitura Municipal em firmar convênio e efetuando rigorosamente o repasse de verbas do SUS, a documentação exigida pelo Ministério da Saúde não foi enviada para a renovação do contrato de prestação de serviço. A população ficou prejudicada e foi então que a gestão do Prefeito decidiu acionar a justiça no intuito de administrar o Hospital para que os moradores de Caaporã e região não ficassem sem atendimento, e assim a juíza da Comarca local, determinou que a Prefeitura administrasse a gestão hospitalar.

Municipalização

Reunidos em sessão histórica na Câmara Municipal, os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei (PL) enviado pelo Prefeito de Caaporã, para a municipalização do Hospital e Maternidade Ana Virginia, anteriormente administrado pela entidade filantrópica vinculada à Associação de Proteção a Maternidade e Assistência a Infância de Caaporã, porém estava fechado há seis meses, mesmo com o interesse da Prefeitura em continuar com o convênio.

A sessão aconteceu no dia 17 de abril, com a presença da população de Caaporã que lotou o plenário da Câmara Municipal e comemorou a decisão dos oito vereadores que votaram a favor da municipalização, ou seja, aprovaram por unanimidade o projeto enviado pelo executivo. Apenas dois vereadores não quiseram votar nem contra e nem a favor e se abstiveram do voto. O presidente da Casa Legislativa só vota em caso de empate.

Prefeito de Caaporã diz que segunda etapa da Translitorânea representa segurança hídrica para o Litoral Sul

O prefeito de Caaporã Cristiano Monteiro (Kiko) prestigiou a assinatura da ordem de serviço para a construção da segunda etapa da Adutora Translitorânea, durante evento com o governador João Azevêdo, nesta segunda-feira (25), na sede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O gestor caaporense destacou que a luta pela melhoria no abastecimento de água da cidade foi uma promessa de campanha, e que empenhado ao lado do deputado Branco Mendes e com a atenção do Governo do Estado, está muito próximo de se tornar realidade.

Na oportunidade, João Azevêdo destacou que a obra é de extrema relevância para garantir a segurança hídrica da Região Metropolitana de João Pessoa pelos próximos 20 anos. “Com a construção da barragem de Cupissura, cujo projeto já está em sua reta final para envio à Caixa Econômica Federal para, em seguida, ser licitado, e a assinatura da ordem de serviço hoje, que fecha todo o sistema da Translitorânea, não teremos problemas no abastecimento da Região”, explicou.

A construção da segunda etapa da  Adutora Translitorânea, visa ampliar o sistema de abastecimento d’água na Região Metropolitana de João Pessoa. A obra orçada em R$ 23 milhões – recursos oriundos de parceria entre o Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal – vai beneficiar 1,9 milhão de habitantes de João Pessoa, Cabedelo, Conde, Alhandra, Caaporã, Bayeux e Santa Rita.

Barragem de Cupissura é solução

Em conversa com o prefeito de Caaporã e com a imprensa, o secretário da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, Deusdete Queiroga, lembrou que a Estação de Tratamento de Água para receber as águas da adutora que virão da barragem de Cupissura já foi ampliada. “Essa é uma ação que assegura à população uma água de qualidade excelente. Nós estamos dando garantias de crescimento e desenvolvimento, possibilitando que indústrias possam se instalar na Região Metropolitana e a perspectiva é de assinarmos, ainda no primeiro semestre de 2019, a licitação e ordem de serviço para a barragem de Cupissura, resultando em um investimento total superior a R$ 100 milhões”, declarou.

O prefeito agradeceu o investimento do Estado para o município e para o distrito de Cupissura. “O governador está beneficiando nossa população com esse empreendimento de suma importância. Eu agradeço a gestão por ter inserido Caaporã e o distrito de Cupissura nas ações do Governo”, acrescentou Kiko Monteiro.

O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, afirmou que a obra deverá ser concluída em 18 meses. “Com essa etapa, nós colocamos mais 600 l/s no sistema, o que eleva a capacidade de produção de água, observando o crescimento populacional da Grande João Pessoa até 2040; isso representa planejamento e o compromisso do Governo do Estado com a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico”, reforçou.

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Ex-prefeito de Caaporã deixa dívida de quase 5 milhões com INSS para atual gestão pagar

Uma Carta Cobrança de Nº 67/2019 notificou a Prefeitura Municipal de Caaporã, através do Ministério da Fazenda para que seja efetuado o pagamento de R$ 4.769.067,73 (quatro milhões, setecentos e sessenta e sete mil, sessenta e sete e setenta e três centavos), não recolhidos ao Instituto Nacional de Seguro Social – INSS nos anos anteriores a 2017.

Cristiano Monteiro, atual prefeito, assumiu a gestão em janeiro de 2017 com dívidas astronômicas e contas no vermelho. A dívida municipal no final do exercício do ex-prefeito João Batista Soares, chegou ao montante de R$ 44.264.388,93 correspondente a 88,82% da receita corrente liquida do município, dividindo-se nas proporções de 27,26%, entre dívida fundada, respectivamente.

“Infelizmente a situação de Caaporã foi pior do que imaginávamos. Herdamos um déficit de cinco milhões, gasto com pessoal acima do limite, folha de pessoal em alto grau de risco, salários atrasados, contas de água e luz sem serem pagas, além dos débitos com o INSS e com o próprio Instituto de Previdência. Até o momento, ainda estamos pagando diversas dívidas para que a gestão possa firmar convênios com Governo Federal e Estadual, informou Kiko Monteiro.

Recolhendo rigorosamente o INSS dos servidores em dia, a Prefeitura de Caaporã ainda paga parcelamentos e a partir de agora fará outro acordo para tentar quitar esses quase R$ 5 milhões. “Quem deve tem que pagar, já que o ex-prefeito só deixou dívidas percorremos o caminho de pagarmos e tentar fazer algo por Caaporã com o pouco que sobra. Mas, com fé em Deus, estamos conseguindo”, disse Cristiano Monteiro.