Pré-candidatura de Lucélio Cartaxo já preocupa o PSB

Análises internas do PSB revelam que João Azevedo não sai do lugar e o estreante Lucélio Cartaxo representa uma ameaça até então ignorada. A euforia que tomava conta dos governistas até poucos dias atrás, com a desistência de Luciano Cartaxo, deu lugar a cautela e questionamentos.

Há um ano como pré-candidato, João Azevedo não empolga e continua uma incógnita. Tem uma imagem pesada e não transmite confiança para o eleitorado. E o recente trauma do brasileiro com a ex-presidente Dilma – que também foi apresentada como uma técnica -, respinga no candidato do PSB; um desconhecido tirado do bolso de Ricardo Coutinho e que igualmente se apresenta como um técnico.

A facilidade de Lucélio Cartaxo em atrair pra si o prestígio do irmão na Grande João Pessoa, principal reduto do PSB, é a grande preocupação dos girassóis.

A verdade é que Ricardo torcia pela candidatura de Pedro Cunha Lima, pois acredita possuir uma fórmula anti Cunha Lima na Paraíba. E de certa forma possui, principalmente pela comunicação defensiva que o senador Cássio Cunha Lima adotou (e continua adotando) depois de 2014. Sem uma estratégia de comunicação que preservasse o seu legado e fizesse o contraponto necessário ao governo do PSB, Cássio deixou Ricardo Coutinho impor a narrativa que ele queria.

Mas com Lucélio Cartaxo é diferente. O modelo de gestão que ele vai representar tem elementos para fazer o contraponto à gestão do PSB; apresentando uma nova ideia de governo – com trabalho e resultados – mas com diálogo e respeito ao funcionalismo também.

E sem esfolar ainda mais o bolso do contribuinte.

 

Cássio ajuda a destravar investimentos de R$ 330 milhões para João Pessoa

Um dos primeiros compromissos do Senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ao assumir a presidência do Senado Federal nesta sexta-feira foi uma reunião no Gabinete do Senado com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo e representantes da Secretaria do Tesouro Nacional, para cobrar agilidade na liberação do projeto João Pessoa Cidade Sustentável, que vai garantir um investimento de mais de R$ 330 milhões em obras de infraestrutura e ações fundamentais para a geração de emprego e renda na Capital e na economia paraibana.

“Fizemos esta reunião de trabalho defendendo os interesses da população, sobretudo os mais pobres que vivem na capital. Haverá uma reunião técnica hoje à tarde para a análise de novos documentos que foram encaminhados. O Tesouro vai verificar a documentação e, estando dentro das normas legais, em 15 dias este processo poderá estar com o parecer pronto para que seja enviado ao Senado Federal. Estamos vendo os interesses da população de João Pessoa e buscando este financiamento para o desenvolvimento sustentável de João Pessoa”, afirmou Cássio Cunha Lima ao final da reunião articulada por ele.

O projeto João Pessoa Cidade Sustentável conta com 60 ações de grande porte que vão preparar a capital paraibana quando ela atingir a marca de um milhão de habitantes. Dentre as ações, estão a construção de conjuntos habitacionais no Complexo da Beira Rio, envolvendo oito comunidades que serão completamente urbanizadas; a implementação da Escola de Governança e Gestão, que irá qualificar cada vez mais os profissionais da Prefeitura; além de um investimento importante na segurança urbana e cidadã, por meio da instalação do Centro de Cooperação da Cidade (CCC), onde será unificado todo o monitoramento da cidade, do trânsito às equipes de prevenção de desastres naturais, entre outras ações.

Com informações da Agência Senado

Cássio assume a Presidência do Senado e pressiona pra liberar investimentos na Paraíba

Com a responsabilidade de presidir o Senado da República nos próximos dez dias, o senador Cássio Cunha Lima assume o posto nesta quinta-feira (12) com uma intensa agenda de trabalho dedicada a destravar projetos que estimulem o crescimento econômico a geração de novas oportunidades no Brasil e na Paraíba.

Um de seus primeiros compromissos, nesta sexta-feira, é exatamente uma audiência no Ministério da Fazenda, no Secretaria do Tesouro Nacional, para cobrar agilidade na liberação do projeto João Pessoa Cidade Sustentável, que vai garantir um investimento de mais de R$ 330 milhões em obras de infraestrutura e ações fundamentais para a geração de emprego e renda na Capital e na economia paraibana.

“Fiz questão de marcar essa agenda de trabalho porque a Secretaria do Tesouro precisar liberar o projeto para que o Senado possa aprova-lo. Como é um empréstimo internacional do BID, a prefeitura de João Pessoa precisa do aval do Senado, e queremos mais rapidez nesse processo”, explica Cássio. “Convidamos o prefeito Luciano Cartaxo e sua equipe para que, juntos, possamos já ir resolvendo o que houver de pendência no processo burocrático. O fundamental é garantir logo os investimentos em obras que vão melhorar a vida de milhares de pessoas, inclusive com emprego e renda”, acrescenta.

Cássio assume o comando do Senado determinado também a ajudar no andamento de uma pauta nacional voltada para o crescimento econômico. “Precisamos virar a página da crise política. Mais do que nunca, a pauta do Senado deve apontar para o futuro, para o crescimento econômico, para a geração de emprego”, defende, ressaltando que no período de substituição do presidente Eunício Oliveira, que está no Japão, vai receber a direção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep) para avaliar os projetos prioritários que ajudem a reaquecer ainda mais a economia.

Prudente, Luciano joga “GO” enquanto os outros jogam xadrez – por Rômulo Oliveira

A grande maioria de nós foi aconselhada na adolescência a aprender jogar xadrez. Seja na escola ou em casa, o ensinamento era o de que ao dominar o jogo, se dominaria também a arte da estratégia que serviria para a vida, negócios e política. Poucos de nós, entretanto, ouviu falar sobre um milenar jogo de tabuleiro oriental chamado “Go”.

O Go é um jogo de cerco e território, de regras muitos simples e acessíveis a todas as idades. Começa com o tabuleiro retangular vazio, habitualmente com 19×19 intercepções. É jogado com pedras pretas e brancas. Cada jogador coloca alternadamente uma pedra numa intercepção, tentando cercar território do outro. As pedras permanecem no tabuleiro, na mesma posição onde foram colocadas, a não ser que venham a ser, por sua vez, cercadas e capturadas. Vence quem conseguir dominar uma maior área do tabuleiro.

A sua origem permanece incerta e é rodeada por vários mitos. Entre eles, há um que afirma que o general Sun-Tsu jogava Go enquanto escrevia a “Arte da Guerra”, dada a natureza filosófica e estratégica do jogo. Na China antiga, das quatro grandes artes – Go, Poesia, Guquin (um instrumento de corda) e a caligrafia – o Go, apesar da sua aparente simplicidade, era considerada a mais difícil de apreender, compreender e dominar.

Ao avaliar as últimas mexidas do prefeito Luciano Cartaxo no tabuleiro da oposição, destacadamente após seu declínio na postulação ao cargo de governador, não é difícil admitir que o alcaide tenha preferido o jogo de Go ao convencional xadrez.

Explico.

O interesse em entrar na disputa estadual – tragado pela vaidade da oposição – foi seu primeiro movimento; na sequência disto veio à desistência, o segundo movimento. Até aqui era xadrez que se jogava. Com o jogo zerado, a partir de então, Luciano percebeu que era hora jogar outro jogo, e não hesitou: saiu do PSD, se filiando ao PV e desde então monitora a repercussão do lançamento da pré-candidatura do seu irmão, Lucélio, ao governo por setores do seu grupo. Atingindo a oposição de dentro pra fora por todos os flancos possíveis.

Trocando em miúdos, cada vez que Luciano mexe em uma pedra do seu jogo ele cerca o território da oposição (principalmente do PSDB) empurrando quaisquer pretensões – que não as dele – contra o canto do tabuleiro.

O novo plano tático do prefeito da Capital é uma resposta legítima ao comportamento dos seus “aliados” em relação a sua postulação inicial. A desistência de Romero, por exemplo, reforça a tese defendida por alguns de que Cartaxo teve sua candidatura fritada. Nesse sentido, o dito Plano “P”, na verdade, não seria uma saída de última hora, mas a estratégia inicial do clã Cunha Lima, em que pese os esforços do senador Cássio para não aparecer publicamente à frente dessa manobra – pelo menos até agora.

Para o grupo do senador, a candidatura do deputado Pedro atenderia a dois objetivos práticos: isolaria o grupo Ribeiro, não abrindo o espaço na prefeitura de Campina Grande para o vice, já que sabem que os aliados de hoje serão adversários em 2020; e o segundo seria tentar renovar a “marca” Cunha Lima, tão desgastada nos últimos tempos, acumulando uma cassação em 2009, uma derrota em 2014 e a linha de frente de um golpe em 2016, como é dito por alguns.

Paralelo isso, Luciano, em mais um movimento certeiro, avança nas tratativas para consolidar a candidatura de Lucélio como candidato da oposição. Pois sabe que o PSDB – por uma questão lógica – depende do seu apoio para reeleger sua da maior liderança ao senado. De modo que, ou assume seu candidato ao governo ou verá uma nova força se estabelecer no cenário paraibano em voo solo; restando para si um apoio constrangedor a candidatura de José Maranhão. Isso tudo em se falando de cenários prováveis, já que o pior para os tucanos seria ver Luciano e toda sua estrutura política ao lado de Ricardo Coutinho. Algo que, apesar de improvável, geraria em 2018, um estrago muito maior do que em 2014.

No tabuleiro da oposição, em menos dois meses, Luciano passou de pré-candidato ao governo subordinado para jogador essencial, já que dele depende a sobrevivência política de gente graúda…

Para quem caminha no terreno da política saber cultivar a dependência é uma arte essencial, assim já nos ensinava Baltasar Gracián em “A Arte da Prudência”: (…) A lição mais importante que a experiência ensina é conservar a dependência, e nutri-la sem satisfazê-la, mesmo diante de um rei. Mas não chegue a extremos, calando para que os outros errem ou tornando o mal incurável em proveito próprio”.

Prudente, Luciano controla os seus movimentos jogando num tabuleiro de Go, enquanto os outros perdem o sono jogando num xadrez previsível.

Cássio critica demora de repasse a municípios e repudia ‘agiotagem oficial’ da CEF

Em pronunciamento no plenário nesta quarta-feira (28), o senador Cássio Cunha Lima  criticou duramente a decisão da Caixa Econômica Federal, que é responsável pela execução dos convênios em nome da União, de elevar as taxas de administração cobradas das prefeituras pelos contratos firmados com os ministérios e financiados com recursos de emendas parlamentares.

Agiotagem oficial – Segundo Cássio, a taxa de administração passou de 2,5% sobre o valor de cada emenda individual para um percentual variável que pode ultrapassar os 10%.

“Os prefeitos, os deputados e os senadores precisam repudiar essa postura da Caixa Econômica. É uma agiotagem oficial, inadmissível e que retira dinheiro do nosso povo e que vai sacrificar ainda mais os pequenos municípios.  Precisamos exigir da Caixa e do Ministério do Planejamento uma revisão desse tarifaço”, ressaltou.

O senador explicou que “é importante e positivo que a Caixa tenha lucro, mas não é possível descontar das emendas dos parlamentares, que, no caso de milhares de cidades no Brasil, particularmente nas regiões Norte e Nordeste, são a única fonte de investimento que essas pequenas cidades têm, porque elas não dispõem de recursos próprios para fazer seus investimentos”.

“Os investimentos ocorrem quando são contemplados com as emendas parlamentares. E haver descontos dessa ordem de grandeza é retirar, do povo brasileiro, recursos escassos, recursos parcos, que farão falta no dia a dia dos municípios – alertou.

SOS municípios – Cássio também lamentou a demora na liberação do Auxílio Financeiro aos Municípios, previsto na Lei 13.633/2018, que abre crédito de R$ 2 bilhões para três ministérios: Educação (R$ 600 milhões), Saúde (R$ 1 bilhão) e Desenvolvimento Social (R$ 400 milhões). A lei é proveniente do PLN 1/2018, aprovado em sessão do Congresso Nacional em fevereiro.

O apelo que faço neste instante é para que tanto o Ministério da Saúde quanto o Ministério do Desenvolvimento Social façam o pagamento imediatamente, já que o recurso está disponível nesses ministérios desde o último dia 13 de março, quando o PLN foi sancionado. Quer dizer, os recursos já estão disponíveis, mas esbarram na burocracia, letargia, lentidão, marasmo, em alguns casos, omissão do governo federal e dos seus respectivos Ministérios para o repasse dessa ajuda tão necessária aos municípios – completou o senador.

Com informações da Agência Senado

As vantagens da candidatura de Lucélio Cartaxo para a Oposição

Com a renúncia de Luciano Cartaxo e a batida de pino de Romero Rodrigues, a opção de Lucélio Cartaxo ao governo aparece como alternativa competitiva e de manutenção da unidade das oposições. Irmão gêmeo do prefeito, Lucélio tem a vantagem de neutralizar a votação do PSB na Grande João Pessoa. Coisa difícil de acontecer com qualquer outra candidatura, principalmente de um campinense.

A transferência de votos através do prestígio do prefeito Luciano Cartaxo – com mais de 70% de aprovação -, seria facilitada pela singularidade da natureza; um é a cara do outro. E ainda tem o sobrenome Cartaxo que reforça a associação e poderia virar o nome de guerra da campanha.

Cartaxo, o Luciano, não seria candidato. Mas outro Cartaxo, o Lucélio, apresentaria o modelo de “gestão de resultados” implantado em João Pessoa para a Paraíba. Se o PSB vai dizer que João Azevedo ajudou a construir o projeto político vigente no Estado, Lucélio Cartaxo também pode colher os louros da gestão bem avaliada do irmão.

Além de afastar a re-união de Cartaxo com Ricardo Coutinho, a candidatura de Lucélio garantiria uma penetração importante para o senador Cássio, em João Pessoa, e uma estrutura de campanha que praticamente garantiria a reeleição do tucano.

Com o apoio da gestão de Romero e o voto cassista na Grande Campina e no interior, Lucélio não teria dificuldades em chegar ao segundo turno; muito provavelmente contra João Azevedo. Para isso, Cartaxo conta com uma rejeição muito baixa e um bom recall fruto da campanha ao Senado, em 2014, quando conquistou um terço dos votos e ficou em segundo lugar.

Sem contar no generoso tempo de TV da provável coligação (PSDB, PV, PSD, PP, PSC e PRB) e o apoio dos 7 prefeitos das 10 maiores cidades do estado.

Eis uma boa opção. Fica faltando um vice de Campina Grande, que poderia ser Pedro Cunha Lima…

Cássio promove reunião para resolver problema do seguro-defeso em todo o Brasil

O senador Cássio Cunha Lima presidiu reunião, na manhã desta quarta-feira (07), na Vice-Presidência do Senado Federal, para equacionar a questão do pagamento do seguro-defeso.

O grande problema está nas fraudes, dado o crescimento absurdo do número de pescadores no país nos últimos anos. Dois a cada três beneficiários do seguro-defeso não teriam direito a receber o recurso pelas regras do programa, mas acabam custando R$ 1,5 bilhão ao ano aos cofres do governo, segundo resultado de auditoria do Ministério da Transparência e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Para Cássio, a reunião teve o objetivo de compreender os desafios postos e os problemas de controle e fiscalização enfrentados.

“É o típico caso em que os justos pagam pelos pecadores. Em nome do combate às fraudes, punem-se os corretos, prejudicando-se os verdadeiros pescadores” – lamentou o senador, que desde 2015 age a favor dos pescadores.

Manoel Pereira, conhecido como Manoel Moleque, que é presidente da Colônia de Pescadores de São José de Caiana e vice-prefeito desse município paraibano, foi categórico: “Na Paraíba, eram 33 mil pescadores. Hoje são 27 mil. É a prova de que lá não há falsos pescadores querendo se beneficiar do seguro-defeso” – defendeu.

O presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Walzenir Falcão, agradeceu a intervenção e os esforços de Cássio e foi direto: “A Pesca precisa de uma solução”. Segundo ele, os pescadores artesanais precisam de um  decreto, “que não saiu do papel e está emperrado no [Ministério do] Planejamento”.

Já o secretário-adjunto do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Walter Baere de Araújo Filho, defendeu a própria Pasta: “Planejamento é lugar de choradeira. Para lá chegam, sempre, muitas demandas. E nós precisamos separar o joio do trigo”.  Baeri afirmou que, em 1995, o Brasil tinha 16 mil pescadores artesanais. “Em 2017, pulamos para 906 mil pescadores! – exclamou.

Outro problema está na Portaria 78/2017. Ela prevê que não será devido o benefício do seguro-defeso quando houver disponibilidade de alternativas de pesca nos municípios alcançados pelos períodos de defeso. A medida permite que os pescadores continuem exercendo sua atividade, não resultando em nenhum prejuízo econômico para o setor. O deputado federal do Ceará, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, defende que o seguro-defeso (no valor de um salário mínimo) também é uma questão de justiça social: “Os pescadores artesanais saem da miséria absoluta para a pobreza” – justificou.

O Secretário da Pesca pareceu desolado. “Sou um general sem comando. Estou vivendo o caos. O sistema está fora do ar e o Brasil já está há mais de 70 dias sem exportar pescado para a Europa” – lamentou.

Alessandro Roosevelt Silva Ribeiro, diretor de Benefícios do INSS, disse que o instituto não tem o poder de incluir o nome de nenhum beneficiário. “Nós apenas operacionalizamos” – explicou.

Foi quando Cássio retomou a palavra. O senador disse que a Portaria 78 estabelece possibilidade de pesca de espécies exóticas. “Mas quando o pescador lança a tarrafa, vem exótico e vem nativo” – ponderou. Ele disse que esse é um “efeito colateral que amarrou o INSS”, já que a portaria diz que só pode receber o seguro quem não estiver pescando.

Por fim, ficou acordado entre os presentes que o ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento, que retorna de viagem dentro de 10 dias, vai resolver o impasse criado com a portaria do governo federal. Consensualmente, os participantes da reunião concluíram que é preciso buscar uma solução política que permita ao INSS ter clareza de quando ou a quem se deve ou não pagar o seguro-defeso.

Mas Cássio foi categórico: “Se não houver a solução jurídica para que o INSS retorne com os pagamentos do seguro-defeso, como medida extrema, vou propor um projeto de decreto legislativo sustando os efeitos da portaria” – concluiu o senador.

“Ministério da Segurança deve vir com medidas concretas e não apenas ação de marketing”, cobra senador Cássio

O senador Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba, cobrou nesta terça-feira (26) a adoção imediata de medidas concretas de combate à violência e disse estar preocupado com a possibilidade de a criação do Ministério da Segurança Pública ser transformada em mera ação de marketing. Vice-presidente do Senado, Cássio está cada vez mais distante e crítico do governo Michel Temer.

“Estados como a Paraíba já não conseguem mais evitar ou conter a ação dos bandidos sem que haja uma ação integrada e coordenada efetivamente pelo governo federal, principalmente no combate ao tráfico de drogas e armas”, argumentou Cássio. “A criação do Ministério da Segurança Pública deve vir acompanhada de um conjunto de ações concretas, e não apenas como ação de marketing ou como tábua de salvação do governo Temer, numa operação político-eleitoral”, alertou.

O crescimento da violência vem obrigando as famílias a se fechar em suas casas, temendo assaltos e homicídios. Pesquisa realizada Instituto 6Sigma na Paraíba nos últimos dias mostra que 65% das pessoas entrevistadas “têm evitado sair de casa à noite com medo da violência”, outras 10,7% dizem que “às vezes” evitam sair de casa. O dado mais grave, no entanto, indica que 72,8% da população já não acredita que o governo do Estado, sozinho, seja capaz de reduzir a criminalidade.

“Precisamos olhar para frente e somar esforços para encontrar uma saída para o combate à criminalidade na Paraíba e nos demais estados brasileiros, particularmente no Nordeste”, defendeu, observando que a pesquisa da 6Sigma indica que 93,8% dos paraibanos e paraibanas esperam que haja maior policiamento nas ruas das cidades do Estado. Cássio espera manter audiência com o novo ministro da Segurança, Raul Jungmann, nos próximos dias para avaliar o crescimento dos indicadores de violência na Paraíba.

Cássio defende medidas emergenciais para evitar ataques do crime organizado na Paraíba, após intervenção no Rio

Com a responsabilidade de representar a Paraíba e ocupar a vice-presidência do Senado Federal, o senador Cássio Cunha Lima decidiu articular uma reunião com a bancada federal do Estado para avaliar medidas emergenciais que devem ser adotadas para evitar que a intervenção do governo Michel Temer e do Exército na segurança pública do Rio de Janeiro provoque efeitos colaterais em Estados nordestinos, principalmente na Paraíba. Segundo especialistas, os chefes do tráfico de drogas e do crime organizado do Rio podem transferir suas operações para outras cidades, inclusive paraibanas.

A primeira medida a ser adotada, segundo Cássio, é assegurar uma audiência com o ministro Raul Jungmann, da Defesa, que comanda a operação de intervenção na segurança carioca. De mesmo modo, o senador deve buscar conversar com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a quem ainda está subordinada a política de segurança do país e estruturas como a da Polícia Federal. “Vamos tratar de medidas práticas urgentes que devam ser tomadas para evitarmos que o crime instalado no Rio transborde para a Paraíba”, informa Cássio. “É fundamental que a intervenção no Rio seja apenas uma parte de uma política pública mais ampla e de um conjunto de medidas que levem em consideração a violência em todo o Brasil”, salienta.

Cássio alerta que a população paraibana tem sido vítima do aumento da violência e da ação do crime organizado contra o comércio e agências bancárias. São cada vez mais comuns os ataques sem limite, levando o caos para diversas cidades paraibanas. Apenas no ano passado, foram registrados mais de 80 explosões de bancos, numa média de dois por semana. Desde janeiro, já são cerca de 20 ataques.

“Este é um momento em que todos devem se unir em defesa da população e da segurança pública da Paraíba. Não é hora para divisionismo ou embate político, muito menos atitudes oportunistas. Precisamos nos concentrar no que deve ser feito daqui para frente, e isso é urgente”, salienta, argumentando que há hoje uma preocupação com a possibilidade de os criminosos do Rio se instalarem em cidades de Estados como o Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. “Por isso, vamos conversar com os demais senadores e deputados federais paraibanos e prefeitos nos próximos dias, para não deixar que a crise de segurança se agrave ainda mais no nosso Estado”, informou.

1 x 1: Cássio desafia Ricardo Coutinho a disputar Senado e desempatar o placar

O senador Cássio Cunha Lima venceu o 1º turno de 2014 e perdeu o 2º turno. Na lógica do tucano, o jogo precisa ser desempatada e a melhor de três seria a disputa para o Senado, cargo natural de todo governador depois de dois mandatos.

Mas Ricardo Coutinho não quer, disse que não sai do governo em abril e fica até o ultimo dia.

Eu acredito que seja blefe.

O desafio foi feito publicamente, na última sexta, 07, pelo próprio ex-governador Cássio Cunha Lima.

Quem marcaria o segundo gol?