Se Manoel Ludgério pretende disputar a prefeitura de CG com chances de vitória, ele precisa sair de cima do muro

Certo ou errado, bom ou mau, um político precisa ter lado. A política não perdoa quem não se posiciona ou tem posicionamentos vacilantes. Pré-candidato a prefeito de Campina Grande, o deputado estadual Manoel Ludgério precisa sair de cima do muro se quiser obter êxito em 2020.

Ludgério é um ótimo nome. Carismático e popular, possui experiência e reúne as condições para pleitear a prefeitura de Campina Grande pelo grupo de Romero Rodrigues, e com favoritismo.

Mas até hoje não se sabe se o deputado é oposição ou situação ao governo do PSB. No primeiro teste (a CPI da Cruz Vermelha) o deputado vacilou e não assinou a favor do inquérito parlamentar que iria auxiliar a Justiça na investigação do maior escândalo de corrupção da Paraíba e, talvez, um dos maiores do Brasil.

O deputado ainda tentou justificar, dizendo que não cabe ao parlamento julgar ninguém antecipadamente. Grande equívoco, pois CPI nenhuma se propõe a exercer a função punitiva do judiciário, mas apenas interrogar os envolvidos, convocar secretários, pedir perícia, quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados.

O resto é com a Justiça.

A atitude do parlamentar tem levantado suspeitas e rumores sobre sua adesão ao governo do PSB, o que é ruim para a sua pretensão em disputar a prefeitura de Campina. Ou o deputado pretende ser o candidato dos girassóis?

Se continuar em cima do muro, Ludgério não chega em 2020 como protagonista.

Na política é preciso ter lado…

CPI da Cruz Vermelha e o indisfarçável medo de Estela Bezerra

Com fama de preguiçosa, a deputada estadual Estela Bezerra passou 4 anos sem propor nem uma CPI na Assembleia Legislativa. Contudo, a Operação Calvário, que investiga o maior esquema de corrupção da Paraíba, envolvendo a Cruz Vermelha, fez despertar na parlamentar uma estranha vontade de trabalhar e um duvidoso interesse por CPI’s.

Na primeira sessão do ano, a deputada Estela Bezerra (PSB) apresentou dois pedidos, um referente à investigação contra crimes praticados contra os LGBT´s e outra para apurar a indústria das multas na Paraíba.

Pura banalização de um instrumento tão importante.

Tudo com um só objetivo; sepultar a CPI da Cruz Vermelha, afogando a ALPB com pseudo-CPI’s.

O medo de Estela é indisfarçável. Ainda não sabemos o por quê.

Talvez seja pela “estreita” relação com a Cruz Vermelha, presidida na Paraíba por sua ex-chefe de gabinete.

A deputada passou recibo…

MANOBRA: Estela Bezerra e Cida Ramos inventam CPI’s desnecessárias e sepultam investigação sobre a Cruz Vermelha na ALPB

O Ministério Público e o GAECO precisam prestar mais atenção na movimentação das deputadas estaduais Estela Bezerra e Cida Ramos. Ambas manobraram para sepultar a CPI da Cruz Vermelha. Elas tem medo de quê?

Como se sabe, a ex-chefe de gabinete de Estela é presidente da Cruz Vermelha na Paraíba.

Ou seja, tem gente como medo das investigações…

Estela e Cida protocolaram três pedidos de CPI’s desnecessárias e sem o menor fundamento. E como a Assembleia não pode ter mais de três comissões ao mesmo tempo, a CPI da Cruz Vermelha está sepultada.

As deputadas manobraram e usaram o regimento da Casa para impedir que parlamentares investiguem o maior esquema de corrupção da história da Paraíba, envolvendo bilhões de reais.

Mas passaram recibo. E prego que se destaca sempre leva martelada…

Cabe à oposição apelar ao judiciário para inibir uma manobra tão descarada.

Elas tem medo de quê?

CPI DA TERCEIRIZAÇÃO: Walber Virgolino diz que João Azevedo escala “mamadores do dinheiro público” para defender os escândalos do governo

O deputado estadual Walber Virgolino tem feito mais estragos ao governo que praticamente toda a bancada de oposição. Enquanto muitos parlamentares seguem curiosamente em silêncio, Walber vem cumprindo o seu papel como parlamentar de oposição e foi o primeiro a propor a CPI para investigar os escândalos de corrupção que envolvem os governos de Ricardo Coutinho.

Em postagem no Instragram, Walber afirmou que os políticos perderam a vergonha na cara e que o governo escalou parte de um grupo de asseclas mamadores do dinheiro público sem credibilidade para fazer a defesa dos envolvidos nos escândalos:

Os políticos paraibanos, sobretudo, os governistas perderam a vergonha de vez.

Diante dos vários escândalos que atingiram o Governo nos últimos dias, ao invés de punição administrativa severa, qual seja: EXONERAÇÃO, o Governo Estadual escala parte de um grupo de asseclas mamadores do dinheiro público sem credibilidade para fazer a defesa, inclusive jurídica da organização, objetivando iludir o povo com comentários vazios e sem qualquer tipo de fundamentação lógica.

Não importa se a licitação foi finalizada ou não. Os envolvidos não reúnem a mínima condição moral para continuar na administração pública.

Escutar de um “Procurador do Estado” que não cometeu crime algum pelo fato de não ter sido realizada a licitação, consiste num verdadeiro absurdo.

O crime enraizado no artigo 90 da Lei 8.666/93, qual seja, FRUSTAR OU FRAUDAR COMPETIÇÃO, está perfeitamente comprovado, inclusive configurado se encontra a associação criminosa.

Este crime está diretamente ligado a violação dos princípios da licitação, que são: igualdade, competitividade, julgamento objetivo, bem como aos princípios constitucionais da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade e Eficiência.

Esse é o entendimento do Plenário do STF, que já decidiu reiterada vezes: o delito previsto no art. 90, é FORMAL, cuja consumação dá-se mediante o mero ajuste, combinação ou adoção de qualquer outro expediente com o fim de fraudar ou frustar o caráter competitivo da licitação, com o intuito de obter vantagem, para si ou para outrem, decorrente da adjudicação do seu objeto, de modo que a consumação do delito independe da homologação do procedimento licitatório. .

Desse modo, basta que o agente frustre ou fraude o caráter competitivo da licitação, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, com o intuito de obter vantagem decorrente da adjudicação do objeto do certame, vantagem essa que pode ser para si ou para outrem.

O povo não pode ser mais enganado, vamos ficar de olho, inclusive cobrando das autoridades, respostas urgentes e enérgicas.

O que me intriga é um MP que faz RECOMENDAÇÃO pra tudo, não ter feito uma pedindo para o Governador afastar os investigados dos cargos…

CPI DA CRUZ VERMELHA: Notícia de 2018 mostra Cida Ramos elogiando acessibilidade da ALPB, o que comprova manobra de Galdino para abafar escândalo de corrupção

É de se lamentar que o PSB e o presidente da Assembleia Legislativa usem a deficiência física da professora Cida Ramos – pessoa que admiro muito, desde os tempos da UFPB – como pretexto para suspender os trabalhados da Assembleia Legislativa por 15 dias. Recesso este que deverá ser imprensado com o Carnaval. Ou seja, debate sobre a CPI da Cruz Vermelha e a Operação Calvário só em março!

Em dezembro do ano passado, a própria parlamentar rasgou elogios à reforma realizada pelo ex-presidente Gervásio Maia:

Matéria veiculado em 27 dezembro de 2018 no portal Paraíba On Line:

A professora Cida Ramos, deputada diplomada para o primeiro mandato e primeira mulher deficiente a assumir um cargo na Assembleia Legislativa, elogiou a iniciativa do presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), que promoveu acessibilidade ao deficiente físico, auditivo e visual com as reformas no prédio do Poder Legislativo, que ficou agora totalmente adaptado às necessidades desse segmento da população paraibana.

(…)

Para a deputada, foram bastante relevantes as adaptações o que significa que a o Legislativo está democratizando o acesso, cumprindo um direito elementar das pessoas com deficiência puderam opinar e viver a vida pública da cidade e do Estado.

O que mudou de dezembro pra cá? Certamente é o medo da CPI da Cruz Vermelha e o constrangimento de Adriano Galdino em ter que barrar mais um inquérito contra o esquema do governo.

E mesmo que a reforma fosse necessária, precisaria de 15 dias para fazer ajustes na acessibilidade ao plenário da ALPB? Até o próprio Gervásio Maia ficou indignado com a manobra que desqualifica sua gestão:

“Chama um marceneiro, corta lá 20 centímetros da altura do púlpito, da tribuna, e o assunto está resolvido”, ironizou.

De acordo com o deputado, antes não tinha elevador para cadeirante, não tinha sinalização em braile, não tinha botão de pânico nos banheiros, não tinha nada. “Fizemos tudo. Não precisava dessa zoada toda que está se fazendo. O quesito acessibilidade foi tratado com muito respeito, até por que eu conheço a legislação e procurei fazer com que o projeto arquitetônico verificasse isso” disse Gervásio.

 

Com medo da CPI da Cruz Vermelha, Adriano Galdino suspende trabalhos na Assembleia Legislativa por 15 dias

Não é porque o deputado Adriano Galdino passou a rasteira em Ricardo Coutinho para se eleger presidente da Assembleia, no segundo biênio, que ele vai deixar de ser aliado de primeira hora. Galdino já está mostrando serviço e suspendeu por 15 dias os trabalhos da Casa, pois tem medo da CPI da Cruz Vermelha e quer deixar a poeira baixar.

O deputado usou um subterfugio para justificar tal medida, alegando que a ALPB não possui a acessibilidade necessária para garantir o acesso da deputada Cida Ramos, mesmo passando por uma imensa reforma no ano passado, e mais duas na gestão de Ricardo Marcelo.

O histórico de Adriano Galdino nos revela bem a sua verdadeira intenção. Na sua primeira gestão à frente da ALPB o deputado barrou todas as CPI’s da oposição. Juntamente com o governador Ricardo Coutinho, articulou CPI’s “chapa-branca” que nunca resultaram em nada, apenas para impedir inquéritos importantes, como a que investigaria as denúncias de corrupção no programa Empreender.

A estratégia é deixar a poeira baixar, principalmente após a declaração do deputado Walber Virgolino a favor da CPI para investigar o maior esquema de corrupção da história da Paraíba.

O deputado estadual Raniery paulino chegou a propor que a ALPB realizasse sessões em outro ambiente, mas não teve êxito.