Wallber Virgolino pede afastamento de Gilberto Carneiro da Procuradoria Geral

Alvo das mais diversas denúncias, como falsificação de documentos, flagrante em áudios vazados em contexto de improbidade administrativa e perda do registro da Ordem dos Advogados do Brasil, o procurador do Estado, Gilberto Carneiro, está na “berlinda”.

Requerimento de autoria do deputado estadual Walber Virgolino (Patriota), apresentado na Assembleia Legislativa da Paraíba, requer ao governador do Estado, João Azevedo (PSB), o afastamento preventivo de Gilberto Carneiro dos quadros do executivo estadual.

Segundo o deputado, “é imprescindível que a Assembleia acolha a propositura, a fim de garantir a inviolabilidade de preceitos constitucionais, garantir a isenta instrução de ação que apura falsificações e fraudes supostamente cometidas por Gilberto Carneiro, além de preservar o cargo de Procurador Geral do Estado e do próprio governador, até a conclusão das investigações em andamento.

O requerimento aguarda para ser apreciado e votado na Casa de Epitácio Pessoa.

Confira o documento:

Livânia Farias qualificou organização social irregular; nota do próprio governo reconhece erro

A secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, qualificou uma organização social irregular para atuar na área da saúde, em 2013. Trata-se do Instituto Gerir, que não apresentou as certidões negativas de débito, mas Livânia preferiu relevar o “pequeno” detalhe.

Como consequência da irresponsabilidade de Livânia Farias, os funcionários do Hospital Regional de Patos, administrado pelo Instituto Gerir, estão sem receber salários há mais de dois meses porque a organização social está impedida de receber recursos públicos por não apresentar as certidões negativas de débito.

Em nota, o próprio governo do Estado reconheceu o erro de Livânia:

NOTA

A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que já realizou o repasse para pagamento dos profissionais que atuam no Hospital Regional de Patos. Os recursos para o pagamento da Maternidade Peregrino Filho estão assegurados, mas o governo está impedido de realizar o repasse para a Gerir, Organização Social administradora das unidades, por que a empresa não apresentou suas certidões negativas de débito, estando irregular e impedida de receber recursos públicos.

Em respeito aos profissionais que atuam nestas unidades de saúde, o Governo da Paraíba está buscando soluções legais para que possa realizar o pagamento na maior brevidade possível, e buscando soluções legais alternativas para que não haja interrupção na assistência nestes importantes serviços de saúde para toda a população do alto sertão do estado.

Por onde passa, o Instituto Gerir é motivo de denúncias dos órgãos públicos, mas Livânia Farias achou por bem qualificar uma organização social suspeita de desvios: