Semelhanças entre João Azevedo e Dilma prejudicam candidato do PSB

Dilma e João Azevedo foram sacados do bolso por dois políticos populares. Ambos se apresentaram como técnicos e nunca tinham disputado uma eleição nem pra vereador. Não têm carisma e são ruins de trato com a classe política.

Dilma fez besteira na refinaria de Pasadena. E segundo a Controladoria Geral da União, João Azevedo também fez besteiras na construção do viaduto do Geisel.

Pela lógica do eleitor médio – diante do atual cenário da política nacional e das semelhanças – João Azevedo é uma tragédia anunciada e deve ser evitado.

Talvez por isso o candidato do PSB continua com um fraco desempenho. O eleitor paraibano quer um político com identidade própria. E rejeita um poste.

GOLPISTA: PT descarta votar em Veneziano para o Senado

Esperto demais – e pensando no tempo de TV do PT-  Veneziano resolveu prestar uma “homenagem” ao presidente Lula no seu Facebook e bancou uma de bom moço ao dizer que Lula foi preso num julgamento sem base e sem provas. Assim como Dilma Rousseff, vítima da ficção da “pedalada fiscal”, mas à época Veneziano foi impiedoso e votou pelo impeachment.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, multidão e textoVeneziano e seu irmão sempre contaram com o apoio irrestrito de Lula, Dilma e do PT em todas eleições para a prefeitura de Campina Grande e o Senado. Mas na hora de retribuir o gesto, veio a punhalada. Nos bastidores dizem que foi um dos votos pelo impeachment que mais entristeceu o presidente Lula.

A prisão de Lula é o último ato do golpe que começou com o impeachment da Dilma. Fazendo uma analogia com o direito penal, é um golpe continuado. E Veneziano sempre soube disso, mas agora se mostra solidário para tentar atrair os eleitores de Lula na Paraíba, que hoje ultrapassa 65%.

É um oportunista de marca maior.

Aliado do governador Ricardo Coutinho, o presidente do PT, Jackson Macedo, de pronto rebateu Veneziano, a quem acusou de cínico:

Veneziano é responsável direito pela ascensão de Temer e não terá vida fácil num estado onde Lula é majoritário e a prisão aumentou a revolta dos eleitores de Centro e de Esquerda. Basta um vídeo de Lula pedindo para o povo paraibano não votar em Veneziano que sua candidatura vai pelo ralo em uma semana.

 

 

DILMA DIZ QUE BRASIL É DIRIGIDO DA CADEIA E COBRA ANULAÇÃO DO GOLPE

A presidente legítima Dilma Rousseff voltou a se manifestar nas redes sociais nesta quinta-feira 29, desta vez para confirmar que a situação brasileira é mais esdrúxula do que simplesmente ter o primeiro ocupante da presidência denunciado por corrupção – no caso, Michel Temer.

Dilma lembrou, em sua conta no Twitter, o discurso feito ontem pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), quando entregou o cargo de líder do PMDB, e afirma que o Brasil, na verdade, é governado pelo presidiário Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que daria ordens em Temer da cadeia.

“Senador Renan Calheiros confirma o que sempre denunciamos: Eduardo Cunha levou a cabo o golpe para governar por trás de Temer, até da cadeia”, postou Dilma Rousseff. “Cabe ao STF julgar a flagrante ilegalidade do impeachment que propiciou o absurdo de termos um governo dirigido desde a cadeia”, acrescentou.

Leia mais na reportagem da Reuters sobre o discurso de Renan:

Renan diz que não tem vocação para “marionete” e deixa liderança do PMDB

BRASÍLIA (Reuters) – O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou nesta quarta-feira à liderança do PMDB na Casa, alegando não ter vocação para “marionete”, e afirmou que o presidente Michel Temer não tem credibilidade para conduzir as reformas trabalhista e da Previdência, que considera “exageradas” e “desproporcionais”, num discurso que buscou provocar mais desgaste ao governo.

Renan deixou o comando da bancada, majoritariamente favorável às reformas que o governo vem conduzindo –especialmente à trabalhista–, voltou a criticar o governo por ser “comandado” por Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, preso na operação Lava Jato, e recomendou que Temer renuncie.

“Devolvo agradecido aos meus pares o honroso cargos que me confiaram”, disse o senador.

“Ontem mesmo fiz questão de reiterar o que já havia dito em outro momento, não seria jamais líder de papel, nem estou disposto a liderar o PMDB atuando contra os trabalhadores e os Estados mais pobres da Federação”, acrescentou Renan.

Ao afirmar que a impossibilidade de senadores promoverem mudanças na reforma trabalhista para evitar que ela tenha que passar por uma nova votação na Câmara “degrada o bicameralismo”, Renan argumentou que não poderia permanecer na liderança sob a pena de “ceder” a um governo que trata o PMDB como um “departamento do Executivo”.

O senador sugeriu ainda que se instalou em seu partido um ambiente de “perseguição”, “intrigas” e “ameaças” contra quem “não reza a cartilha governamental”.

“Cabe-nos aceitar a situação ou reagir a ela”, disse o senador. “Não tenho a menor vocação para marionete”, afirmou.

“Sinceramente, não detesto Michel Temer. Não é verdade o que dizem, longe disso. Não tolero é a sua postura covarde diante do desmonte da consolidação do trabalho.”

Já há alguns meses Renan tem feito duras declarações contra as reformas e o governo, que chegaram a incomodar, levando o líder do governo no Senado e presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), a colher apoio entre peemedebistas para tirar Renan do posto. Mas prevaleceu a avaliação, na ocasião, de que não valeria a pena criar um foco de desgaste com uma troca de liderança.

O cenário mudou na terça-feira, quando Jucá e Renan protagonizaram um bate-boca no plenário do Senado, iniciado quando o líder do PMDB afirmou que Temer não tinha “legitimidade” para propor reformas no momento que é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Renan disse ser um “erro” do presidente achar que poderia governar sob influência de um “presidiário” (Cunha), além de ameaçar que poderia trocar as indicações da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde deve ser votada nesta quarta-feira a reforma trabalhista. O senador acrescentou que se fosse para defender essa proposta, preferiria renunciar ao cargo.

Jucá, relator da reforma na CCJ, rebateu Renan, defendeu a aprovação do texto e disse que, ao contrário do que alegara o líder peemedebista, a proposta não retira direito dos trabalhadores. O governo tenta aprovar a reforma na comissão nesta quarta-feira a fim de dar um sinal de que não está fragilizado.

Em seguida, o líder do governo reuniu-se com Temer, de quem recebeu o aval para se movimentar pela troca da liderança.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Dilma, vítima da quadrilha mais perigosa do Brasil

A entrevista bombástica do empresário Joesley Batista à revista Época, que aponta Michel Temer como chefe da maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil (saiba mais aqui), confirma o que o mundo inteiro já sabe. O Brasil foi palco do mais extravagante golpe de estado de todos os tempos. Aquele em que uma presidente legítima e honesta foi derrubada por uma legião de corruptos, com uma população manipulada por meios de comunicação comprometidos com esse processo vergonhoso.

Enquanto foi presidente, Dilma sempre foi acusada de ser “inábil politicamente”. Traduzida para o português, essa expressão significa apenas que ela era refratária à corrupção endêmica de seus aliados. Ou seja: Dilma não roubava nem deixava roubar. Por isso mesmo, tantos esquemas de corrupção foram fechados em sua administração. Um contrato na área internacional da Petrobras, que renderia uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB, foi cortado pela metade. Aliados de Michel Temer, como Moreira Franco, Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima, ocuparam cargos em sua administração, mas foram demitidos.

Hoje já se sabe que, de acordo com as delações da Odebrecht, Moreira Franco operava nos aeroportos. Ele foi acusado de receber propinas quando nem era candidato a nada. De outro, Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima atuavam na Caixa Econômica Federal. Enquanto isso, Henrique Eduardo Alves recolhia propinas numa das arenas da Copa do Mundo. Em paralelo, Michel Temer e Eliseu Padilha conspiravam no Congresso.

Hoje, Cunha está preso, condenado a mais de 15 anos. Henrique Alves também foi detido, na mais recente fase da Lava Jato. Temendo ser a “bola da vez”, Geddel entregou seus passaportes à Polícia Federal. Como disse Joesley, quem não está preso, hoje está no Palácio do Planalto. Com o golpe dos corruptos contra a presidente honesta, o Brasil passou a ser comandado diretamente pelo crime e milhões de pessoas perderam seus empregos.

Brasil 247