Leto Viana afirma que radialista Fabiano Gomes deu um golpe em Luceninha e recebia mesada de R$ 30 mil

Em depoimento realizado na Polícia Federal no último dia 09 de abril, o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, preso há 1 ano, afirmou que repassava mesada de R$ 30 mil para o radialista Fabiano Gomes. Valor que posteriormente foi reduzido para R$ 20 mil.

De acordo com Leto, os valores seriam o pagamento pela participação de Fabiano na negociação que resultou na compra e venda do mandato de Luceninha, ex-prefeito que “renunciou” em 2013. E também para que o radialista emitisse opiniões contrarias à construção de um novo shopping em Cabedelo.

Leto ainda relata que Fabiano, Olívio (ex-secretário) e Lucas Santino (ex-vereador) aplicaram um golpe em Luceninha, desviando o dinheiro que, no acordo, deveria ser utilizado para pagamento de dívidas de campanha:

O outro lado:

A defesa de fabiano gomes esclarece que as declarações do ex-prefeito de Cabedelo Leto Viana – munido de artilharia desenfreada e sem compromisso com a verdade – entram em flagrante desacordo com o que disse, em juízo, o ex-prefeito Luceninha em referência a pessoa de Fabiano.

Em depoimento prestado à Polícia Federal dia 19 de março passado, Luceninha afirmou categoricamente que não sofreu qualquer pressão da parte de Fabiano para abrir mão de seu mandato de prefeito.

Se há na verborragia de Leto algo a considerar é a confirmação da real versão dos fatos de que nunca se recebeu um centavo sequer da Prefeitura de Cabedelo e sim do empresário Roberto Santiago, a quem prestava serviços de assessoria de comunicação. E, ao receber pagamentos de um multimilionário empresário, conhecido e respeitado pelos paraibanos, não caberia questioná-lo sobre a origem de seus recursos.

Reitera-se aqui – mais uma vez – que fabiano gomes segue à disposição das autoridades competentes, confiante de que a justiça será feita. E que os verdadeiros envolvidos serão condenados e quitarão suas dívidas com a sociedade.

 

Prisão de Roberto Santiago também foi motivada pelo depoimento do radialista Fabiano Gomes

Dizem que os gordinhos não aguentam arrocho e são os primeiros a abrir a boca. É o caso da prisão do dono do Manaíra Shopping, Roberto Santiago, encarcerado após o depoimento do radialista Fabiano Gomes acusando o empresário de comprar testemunhas.

Segundo relato da PF e do Gaeco ao juiz Henrique Jorge, de Cabedelo, que deferiu ontem (21) o pedido de prisão de Santiago, foi o comunicador Fabiano Gomes quem revelou que o ex-prefeito Luceninha e Olívio Oliveira, ex-secretário municipal de Comunicação, seriam as pessoas que o empresário queria subornar.

Trecho da decisão que decretou a prisão:

“O quadro se torna ainda mais grave a partir do conteúdo do depoimento prestado pelo jornalista Fabiano Gomes da Silva à Polícia Federal no dia 16.10.2018, segundo o qual ele (Fabiano) teria sido procurado por emissário de Roberto Santiago (jornalista Ruy Dantas), no dia seguinte à eclosão da Operação Xeque-Mate, com o objetivo implícito de que fosse comprado o silêncio de Olívio Oliveira e do ex-Prefeito Luceninha, pessoas cujos testemunhos poderiam ser extremamente prejudiciais ao empresário, senão vejamos”: (imagem não colacionada nesta decisão).
(…)

“Dessa forma, além da evidente agressão à ordem econômica, por si só suficiente à decretação da prisão preventiva de Roberto Santiago, há indícios de tentativa de cooptação de testemunhas, numa potencial ameaça à regularidade da instrução processual”.

Atualizado às 21h46:

Em contato com o Polítika, Fabiano Gomes disse que não fez delação, apenas prestou depoimentos nas oitivas. E que a prisão de Roberto Santiago foi baseada em diversas denúncias.

Fabiano Gomes chama Pâmela Bório de barraqueira e diz que ela envergonha as famílias paraibanas

Em sua coluna no Blog do Gordinho, Fabiano Gomes pegou pesado com a ex-primeira-dama Pâmela Bório no caso do recente vazamento de fotos nuas:

”Tudo na vida é uma questão de estilo. A desembargadora Fátima Bezerra é ex-primeira dama da Paraíba. A paisagista Sílvia Almeida também é ex-primeira dama. Assim como Dona Fátima Paulino. A historiadora Glauce Burity idem. O mesmo para Mabel Mariz, Glória Cunha Lima, Lúcia Braga. Citei apenas as que ainda estão vivas para lembrar que nenhuma delas, em tempo algum, ocupou tanto a mídia, a Justiça e a paciência dos paraibanos com problemas pessoais, do casal, de suas intimidades e de suas próprias famílias. E nem armaram barraco umas três vezes por ano para se manter na mídia. Ah, ia esquecendo: e nenhuma tirou foto nua em frente ao espelho para envergonhar as famílias paraibanas.”