VÍDEO: Assim como fez com Livânia, Ricardo Coutinho manda ‘recado’ para Gilberto Carneiro e Waldson

Na mais nova versão do “ninguém solta a mão de ninguém“, o ex-governador Ricardo Coutinho mandou um recado para Gilberto Carneiro e Waldson Souza, ex-secretários exonerados por envolvimento na Operação Calvário: “Defender companheiro é uma necessidade… a vida é feita de acertos e não acertos“, disse RC.

Mas quais seriam os “não acertos” dos companheiros?

Ricardo Coutinho teve o mesmo gesto com Livânia Farias, mas se de mal, pois sua mulher de confiança delatou tudo para o Gaeco.

Temendo que Gilberto e Waldson façam o mesmo, Ricardo bancou o solidário mais uma vez:

O interessante é que Ricardo Coutinho também ressaltou a “grande contribuição” da “companheira” Livânia Farias, mas em seu acordo com o Ministério Público ela confessou todos os crimes imputados.

Porém, o recado veio tarde, pois um certo girassol já colaborou com o Gaeco…

 

Presa na 4° fase da Operação Calvário, assessora de Gilberto Carneiro também vai delatar

A mesma fonte que antecipou com exclusividade a delação de Livânia Farias ao Polítika, acaba de confirmar que a assessora de Gilberto Carneiro, Maria Laura Carneiro, presa na 4° fase da Operação Calvário também vai delatar a ORCRIM (organização criminosa) girassol.

Diferente de Livâna Farias, Maria Laura é uma espécie de laranja do “mecanismo” do PSB e não teria muito a perder. De acordo com minha fonte, Maria Laura seria um peão no jogo de xadrez da corrupção, o que justifica a rapidez na decisão de delatar.

A delação da ex-assessora da Procuradoria Geral do Estado, juntamente com as informações de Livânia Farias, deverá resultar nos próximos dias na 5° e maior fase da Operação Calvário.

A expectativa é que 12 deputados estaduais e um federal que receberam propina da Cruz Vermelha estejam entre os alvos.

A delação de Maria Laura também pode trazer dor cabeça para Cida Ramos e João Azevedo, pois ela foi foi coordenadora financeira da campanha de João e da campanha de Cida à Prefeitura de João Pessoa, nas eleições 2016:

 

A “humilde” residência de Gilberto Carneiro avaliada em R$ 4 milhões

Chamou atenção a modesta casa de Gilberto Carneiro, ex-procurador geral do Estado investigado na Operação Calvário. Gilberto foi alvo de mandados de busca e apreensão no mesmo dia da sua demissão do governo.

Localizada num dos mais caros condomínios de luxo de João Pessoa, a casa foi avaliada em R$ 4 milhões.

Como se vê na foto, a casa possui 11 ar-condicionados. Parece até uma repartição pública.

A imagem aérea é de jornalista Clilson Jr.

 

POSTE REBELDE: João Azevedo descumpriu ordens de Ricardo Coutinho ao demitir Gilberto e Waldson

Um fonte palaciana revelou ao blog que o preposto de governador João Azevedo descumpriu as ordens de governador de fato (Ricardo Coutinho) ao demitir Gilberto e Waldson. A ordem era esperar até a prisão, a exemplo de Livânia Farias, mas o Poste se rebelou.

Os conselhos de uma terceira pessoa foi fundamental para a decisão de João, mas eu não vou revelar detalhes para não dar Bandeira.

Seria o começo da independência de João Azevedo?

Duvido muito.

JAMPA DIGITAL: TCE condena braço direito de RC a devolver dinheiro desviado e usado para financiar campanha em 2010

Pode-se dizer que, além de queda, coice. Após anos de letargia em relação ao Jampa Digital, eis que o Tribunal de Contas do Estado acordou. No caso Jampa em específico, o TCE acaba de negar o recurso dos envolvidos no escândalo de repercussão nacional, que já haviam sido condenados a ressarcir o erário pelo dano causado com as irregularidades de superfaturamento e desvio de dinheiro público.

Wallber Virgolino pede afastamento de Gilberto Carneiro da Procuradoria Geral

Alvo das mais diversas denúncias, como falsificação de documentos, flagrante em áudios vazados em contexto de improbidade administrativa e perda do registro da Ordem dos Advogados do Brasil, o procurador do Estado, Gilberto Carneiro, está na “berlinda”.

Requerimento de autoria do deputado estadual Walber Virgolino (Patriota), apresentado na Assembleia Legislativa da Paraíba, requer ao governador do Estado, João Azevedo (PSB), o afastamento preventivo de Gilberto Carneiro dos quadros do executivo estadual.

Segundo o deputado, “é imprescindível que a Assembleia acolha a propositura, a fim de garantir a inviolabilidade de preceitos constitucionais, garantir a isenta instrução de ação que apura falsificações e fraudes supostamente cometidas por Gilberto Carneiro, além de preservar o cargo de Procurador Geral do Estado e do próprio governador, até a conclusão das investigações em andamento.

O requerimento aguarda para ser apreciado e votado na Casa de Epitácio Pessoa.

Confira o documento:

JAMPA DIGITAL: Parecer do Ministério Público é pela condenação de Gilberto Carneiro

O Ministério Público de Contas ofereceu parecer negando recurso de embargos declaratórios do procurador Geral do Estado da Paraíba, Gilberto Carneiro no caso Jampa Digital. No dia 16 de maio do ano passado o Tribunal de Contas do Estado julgou irregular a execução do projeto e responsabilizou o então secretário de Administração da Prefeitura de Pessoa, Gilberto Carneiro, por direcionamento de licitação e superfaturamento na compra dos equipamentos, imputando a devolução de R$ 355 mil.

O parecer do Ministério Público de Contas é assinado pelo procurador-Geral do MPC, Luciano Andrade Farias, e agora aguardará posição do relator do processo. Mês que vem o caso do Jampa Digital completará um ano que foi julgado no Tribunal de Contas. A responsabilização pela devolução do valor de R$ 355 mil foi imputada ao atual procurador-Geral do Estado da Paraíba, Gilberto Carneiro, e ao espólio do ex-secretário da Prefeitura de João Pessoa, Paulo Badaró.

Em 2010 o então prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, anunciava a execução do projeto Jampa Digital, e que seríamos a primeira Capital digital do país. O caso virou notícia policial com Operação da Polícia Federal, e reportagem no Fantástico da Rede Globo, mostrando superfaturamento, desvio de recursos para campanha eleitoral, e direcionamento em licitação.

ASSASSINATO DE BRUNO ERNESTO –  Em meio ao escândalo à época do Jampa Digital, que envolveu recursos do Governo Federal e da Prefeitura de João Pessoa, um fato até hoje é objeto de uma investigação para esclarecer se houve, e quem foi, o mandante no assassinato do jovem Bruno Ernesto, que era gerente de suporte da Prefeitura.

Bruno Ernesto foi abordado e rendido por bandidos no bairro dos Bancários, onde residia a vítima. Após colocarem Bruno Ernesto na mala do carro, o levaram a região sul da cidade, na localidade Gramame, e lá assassinaram covardemente o jovem com dois tiros, um deles na nuca.

Um Inquérito no Superior Tribunal de Justiça investigou o caso, e remeteu recentemente a uma das Varas do Tribunal do Júri, em João Pessoa.

Irregularidades –  O conselheiro Marco Antônio da Costa, relator do processo, apresentou, durante o julgamento, elementos constando a ocorrências das “graves irregularidades” na aplicação dos recursos públicos num programa de fornecimento de Internet grátis na orla e outras localidades de João Pessoa que, na verdade, “nunca funcionou” conforme prometido.

Como começou – Tudo começou com o pregão 019/2009, que foi vencido pela empresa Idéia Digital (e Plugnet). Era o início da aventura online conhecida como Jampa Digital, montado numa licitação de R$ 39,4 milhões e, de cara, com uma suspeita de superfaturamento acima de R$ 5,5 milhões.

Para se ter uma ideia, conforme uma denúncia formulada (e documentada) à época por técnicos da área, o superfaturamento de mais de 70 itens atingia acima de 1.600%. Um exemplo: uma “Unidade de Armazenamento Storage HP EVA 4100” foi adquirida por R$ 345.753,00, só que, no mesmo período, o mesmo equipamento foi adquirido pelo TRT de Pernambuco, pelo valor de… R$ 94.642,80.

Mesmo assim, o Jampa Digital foi lançado num show da cantora Pitty. E o que prometia um primor de serviço de acesso à Internet gratuita na orla e algumas praças de João Pessoa, virou apenas promessa e muitas suspeitas no ar. Nunca fez o mesmo sucesso da cantora baiana.

O projeto foi ancorado numa emenda de R$ 6 milhões junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Parte desses recursos foi repassada à Prefeitura e pagos à empresa vencedora. Depois de abrir uma sindicância, a Controladoria-Geral do Município concluiu que houve formação de quadrilha para desviar recursos públicos, e um prejuízo ao erário municipal de mais de R$ 3 milhões.

Há dois anos, o Ministério da Ciência e Tecnologia passou a cobrar da Prefeitura a devolução do equivalente a R$ 4 milhões (recursos federais), após também concluir a ocorrência do crime com os recursos federais.

Escândalo – Segundo o Jornal Nacional (18 de julho de 2013), “a investigação (da PF) concluiu que recursos do projeto foram desviados para financiar a campanha do atual governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB… o publicitário Duda Mendonça, responsável pela campanha.”

Disse ainda a reportagem: “Segundo a Polícia Federal, funcionários da prefeitura de João Pessoa e empresários também estão envolvidos. O Jampa Digital, orçado em quase R$ 40 milhões, foi financiado pelo ministério da Ciência e Tecnologia.” O caso se tornou um escândalo nacional, após reportagem do Jornal Nacional, no ano passado. Mais em http://glo.bo/12TQgVY

Doação de campanha – Em reportagem do dia 03 de março de 2012, o Blog antecipou a participação de Duda Mendonça no esquema (mais em http://bit.ly/198BdAh). Já no dia 28 de março, o Blog trouxe reprodução das doações de campanha para Ricardo Coutinho, que foram feitas pela empresa que venceu a licitação do Jampa Digital, na gestão de RC como prefeito de João Pessoas.

A empresa Ideia Sistemas realizou 20 depósitos (de R$ 250) em espécie mais uma transferência eletrônica (de R$ 3 mil) na conta do candidato Ricardo Coutinho.

O detalhe curioso é que os 20 depósitos (na conta de RC) ocorreram todos no mesmo dia (08 de setembro de 2010), uma semana depois da empresa ter recebido um pagamento de R$ 1.500.000 (hum milhão e quinhentos mil reais) da Prefeitura de João Pessoa. Em pleno período de maior efervescência eleitoral. (mais em http://bit.ly/GYXaSb).

Gilberto Carneiro entra na mira do MP por áudios vazados, perda do registro da OAB e ação por falsificação de documentos

O procurador-geral do Estado Gilberto Carneiro da Gama entrou definitivamente na mira do Ministério Público. Primeiro, por conta de um recente flagrante de áudio, em que supostamente estaria combinando manobra em licitação com o secretário Waldson de Sousa (Planejamento). Depois, está respondendo ação penal por falsificação de documentos no Caso Desk.

Por último, o MP também passou a se interessar por sua situação profissional. Em maio de 2016, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu pelo cancelamento de seu registro da OAB, por um elástico placar de 25 votos a um (só representante do Amazonas divergiu), num colégio de 27 votos.

Sem o registro da OAB, Gilberto ficou legalmente impedido de se manter à frente da Procuradoria-Geral do Estado, conforme entendimento da 1ª Câmara do Conselho Federal. Mas, misteriosamente, a OAB da Paraíba, que deveria se movimentar sobre o assunto, simplesmente ficou inerte. O que deixou intrigado a força tarefa.

Mais recentemente, a força tarefa descobriu que Gilberto mantém um moderno escritório João Pessoa, “Carneiro Gama Advogados”, situado à Avenida João Machado, em frente ao Fórum Cível, num dos locais mais valorizados da cidade. Seria um andar inteiro. Ou seja, conforme atestou a força tarefa, “mesmo com a OAB suspensa segue não apenas como procurador, mas advogando”.

Ação – A ação que postulou o cancelamento do registro da OAB de Gilberto foi proposta originalmente pelo advogado José Horácio Ramalho (já falecido), desde 2012, e estava capitulada no processo nº 49.0000.2012.008799-4/PCA. Segundo Horácio, em sua petição inicial, a Súmula 02/09 torna incompatível um membro do Ministério Público, como é o caso de Gilberto, assumir cargo no Executivo.

Reação – Após a decisão da OAB, Gilberto reagiu: “A OAB não pode cassar meu registro. O que pode ser feito é que eu posso escolher entre ser procurador ou servidor. Agora tem algumas coisas estranhas, a sumula é de 2009, por que só agora em 2016 resolveram aplicá-la a mim? Essa decisão cabe recurso e o recurso tem efeito suspensivo para o próprio Conselho Federal e eu vou mostrar que houve dois equívocos em relação à decisão.”

Helder Moura

OPERAÇÃO CALVÁRIO III: Casa de assessora de Gilberto Carneiro também foi alvo de busca e apreensão

Uma curiosidade, dentre tantas outras, marcou a 3ª fase da Operação Calvário, que executou na manhã desta quinta (dia 14), mandados de busca e apreensão em locais vinculados à secretária Livânia Farias (Administração), em Sousa, João Pessoa e Rio de Janeiro. A operação chegou à casa de Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro… assistente de gabinete do procurador-geral do Estado Gilberto Carneiro.

Há um mistério em torno dessa informação, porque, até o momento, o procurador ainda não se manifestou sobre o assunto. O link entre Livânia e Gilberto ainda não havia sido identificado pela Operação Calvário, em suas duas fases anteriores, o que terminou sendo uma surpresa. Laura é assistente de Gilberto desde a gestão passada, e foi renomeada pelo atual governador João Azevedo, em 3 de janeiro de 2019.

Imóveis de Livânia – Conforme as primeiras informações, a força-tarefa esteve em vários imóveis vinculados a Livânia. Em Sousa, na casa adquirida por R$ 400 mil, com dinheiro de propina, conforme delação de seu ex-assessor Leandro Nunes Azevedo. Em João Pessoa, várias salas comerciais, inclusive, uma delas alugadas à deputada Cida Ramos (PSB), que negou qualquer envolvimento no escândalo.

Mas, consta ainda uma casa muito suspeita no bairro Costa e Silva, que teria sido utilizado para a guarda, não apenas de documentos, mas também de dinheiro.

Helder Moura

Coordenador do Gaeco confirma que ‘Força Tarefa’ está à frente da Operação Calvário

O promotor Otávio Paulo Neto, em entrevista ao Correio Debate, da 98 FM, na Capital, confirmou que uma ‘Força Tarefa” está à frente da Operação Calvário e de uma ampla investigação que apura a relação entre Governo do Estado, Cruz Vermelha gaúcha e outras ‘Organizações Sociais’.

No âmbito da Operação Calvário, Paulo Neto confirmou que só o contrato com a Cruz Vermelha movimenta uma cifra bilionária e que uma frente formada pelos Ministérios Públicos da Paraíba, Rio de Janeiro e Goiás, além de vários órgãos de fiscalização, como Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Policia Federal estão incorporadas ao trabalho.

Otávio Paulo Neto revelou que as investigações têm levantado informações importantes e ressaltou que não tem como dissociar o trabalho da Cruz Vermelha com os fornecedores e a relação da OS com os agentes públicos vinculados ao Governo do Estado. “Não tem como desvencilhar. Essas Organizações Sociais foram contratadas com a incumbência de gerir hospitais e tratam de recursos públicos. Não tem como dissociar, inclusive uma das pessoas presas é um servidor público. As coisas são convergentes, não tem como dissociar, mas isso vamos decifrar durante a investigação”, explicou o promotor.

Otávio Paulo Neto informou também que as investigações não param e que as provas vão buscar as responsabilizações de quem for responsável, sejam as organizações, os agentes públicos ou o Governo do Estado.

Coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na Paraíba, Otávio Paulo Neto, ratificou que trata-se de um esforço investigativo que visa investigar uma organização criminosa que seria responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado.

 

Operação

A Operação Calvário investiga uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira – filial do Rio Grande do Sul, dentre outros organismos não-governamentais, incluindo o órgão central da Cruz Vermelha Brasileira, a filial da CVB no Estado de Sergipe e o Ipcep – Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional. A primeira fase foi desencadeada no dia 14 de dezembro.

Segundo a investigação, operando sob a denominação e o CNPJ destas entidades não-governamentais, a organização criminosa comandada pelo investigado obteve quase R$ 2 bilhões em recursos públicos. Por intermédio desses mecanismos, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 até agora, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro, notadamente não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, onde a mesma vem auferindo centenas de milhões de reais, desde o ano de 2011.

Maior esquema de corrupção da Paraíba pode ter financiado campanhas de Ricardo Coutinho e João Azevedo

O maior escândalo de corrupção da história da Paraíba pode ter financiado as campanhas de Ricardo Coutinho e João Azevedo, ambos do PSB, partido que governa o estado desde 2011. Segundo reportagem especial do JPB, o Ministério Público acredita que há indícios que a propina repassada ao governo da Paraíba teria sido utilizada para financiar campanhas eleitorais.

De acordo com as investigações, em agosto de 2018, Leandro Nunes, assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, recebeu uma caixa com dinheiro em um hotel no Rio de Janeiro. O dinheiro foi entregue por Michele Cardoso, braço direito de Daniel Gomes da Silva, acusado de comandar a organização criminosa:

Segundo o Ministério Público, horas antes de pegar a caixa, Leandro recebeu uma ligação de Waldson Souza, atual secretário de Planejamento:

Meia hora antes do encontro no hotel, Leandro Nunes recebeu uma outra ligação de um celular pertencente à secretaria de Administração, comandada por Livânia Farias, onde Leandro supostamente trabalhava:

No celular de Michele Cardoso, assessora do chefe do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

A investigação também identificou, em junho de 2018, seis chamadas feitas para o celular de Coriolano Coutinho, o famoso “Cori”, irmão de Ricardo Coutinho. Coriolano já se envolveu em outra denúncia de corrupção quando era Superintendente da Emlur, no caso que ficou conhecido como o escândalo do “gari milionário”, sendo atestado pelo Ministério Público a fraude em licitação e lavagem de dinheiro:

De acordo com o MP, Jaime Gomes da Silva, tio de Daniel Gomes (chefe da quadrilha), doou R$ 300 mil para o comitê estadual do PSB, em 2010. A doação foi realizada 8 meses antes do hospital de Trauma ser terceirizado para a Cruz Vermelha:

O mais curioso é que Jaime Gomes é português e nunca teve relação política com a Paraíba.

OPERAÇÃO CALVÁRIO: Áudio grampeado mostra secretário de Ricardo Coutinho beneficiando empresário em licitação da Saúde

Vazou um áudio grampeado de uma conversa entre Waldson Souza, ex-secretário de Saúde, com um suposto empresário. Na conversa, o braço direito de Ricardo Coutinho passa instruções que favorecem a empresa que vai disputar a licitação. A conversa começa aos 4 minutos e 30 segundos.

EmpresárioÔ Waldson, fala aí, será que rola?

WaldsonRola.

EmpresárioDesembaralha?

WaldsonEu queria o governador aqui. Ele tá em campanha ou viajando

WaldsonFicou 1 e 600, foi? (milhões)

EmpresárioFicou 1 e 600 e uns quebradinhos

Segundo informações de bastidores, o empresário que aparece no áudio estaria envolvido no esquema de corrupção da Cruz Vermelha.

O grampo também envolve o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro. No segundo áudio, aos 30 minutos e 30 segundos, Gilberto dá a entender que o juíz Aluízio Bezerra é aliado do PSB, o que compromete a independência do magistrado.

Giberto Carneiro: “Agora deixe eu lhe pedir uma coisa, faça uma visita a Aluízio Bezerra, de uma conversada com ele, tranquilo, porque ele é um defensor nosso. Tem que alimentar ele de informação”.