VÍDEO: Ricardo Coutinho diz que o G10 faz chantagem e culpa João Azevedo

O ex-governador Ricardo Coutinho demonstra que ainda não se conformou com a derrota do deputado Hervázio Bezerra para o segundo biênio da presidência da Assembleia Legislativa. Na ocasião, um grupo de parlamentares não seguiu as ordens de RC e juntamente com a oposição elegeram Adriano Galdino como presidente nos dois biênios da Casa.

Ali nascia o G9, que depois virou G10; um grupo paragovernista que se declara governo, mas de forma independente e crítica, sem seguir à risca aos ordens do ex-governador e do PSB.

Durante evento na Câmara de Cajazeiras, neste final de semana, RC soltou o verbo contra o G10:

“Eu tenho um certo faro para esse negócio e fico vendo em algumas declarações uma espécie de chantagem… Muito disso dependo do governo, o governo tem que dizer se aceita ou não… e ao dizer que não aceita tem que agir deixando claro que não aceita”.

Que pena que o ‘faro’ do ex-governador não funcionou para detectar a corrupção que tomava conta do seu governo através das organizações sociais que ele trouxe do Rio de Janeiro.

Né não?

Girassóis estão com ciúmes de Heron Cid, o suposto ‘conselheiro’ de João Azevedo

Artigo publicado no blog de Flávio Lúcio, porta-voz extraoficial de Ricardo Coutinho, revela um certo ciúmes dos girassóis com o jornalista Heron Cid, o suposto ‘conselheiro’ de João Azevedo.

Ricardo Coutinho estaria enciumado e não quer João Azevedo dando ouvidos para Heron Cid. O Poste teria que garantir exclusividade aos ‘conselhos’ do Mago?

Ou RC tem receio que Heron vire secretário de Comunicação?

Ciúme de macho é complicado…

Confira o artigo:

Heron Cid, o novo porta-voz e conselheiro de João Azevedo?

No curtíssimo período de um, no máximo dois meses, alguns conhecidos jornalistas paraibanos mudaram da água pro vinho quando passaram a comentar sobre João Azevedo, não por acaso, depois que ele passou a sentar na cadeira de governador da Paraíba.

Muitos desses jornalistas foram cassistas, isso enquanto Cássio foi governador, e enquanto manteve expectativas de voltar ao Palácio da Redenção.

Uma dúvida importante agora é se – e até quando – eles permanecerão cartaxistas, apesar de não ser uma incongruência absoluta permanecerem com os pés nas duas canoas, como é hoje o caso.

A permanecer essa situação teremos um parâmetro para sabermos o alcance das “mudanças” na política paraibana pós-2019.

Como  não é recomendável tratar de questões dessa natureza sem apontar nomes eu passo a fazê-lo. Um desses jornalistas é Heron Cid, radialista e apresentador de TV do Sistema Arapuã e proprietário do site MaisPB.

Heron assumiu recentemente a condição de porta-voz informal de João Azevedo na imprensa, não se sabe se com a concordância do governador. Luiz Torres deveria se preocupar com esse movimento de Heron?

Heron Cid foi escolhido por João Azevedo, por exemplo, para conceder aquela rumorosa entrevista em que as diferenças do atual governador com Ricardo Coutinho foram acentuadas, e o próprio Heron cuidou de ecoar logo em seguida no seu blog.

Depois disso, o jornalista passou a receber informações de reuniões fechadas da direção do PSB estadual, e a fazer análises sempre focadas no desenrolar de um presumível conflito entre João Azevedo e Ricardo Coutinho – aliás, essa não é mais uma pauta, é uma obsessão desse setor da imprensa paraibana.

Ontem, ao tratar de uma reunião previamente marcada do PSB com João Azevedo – um fato que deveria ser tratado como corriqueiro já que, até onde eu tenha conhecimento, o governador ainda é filiado à legenda, – o jornalista registrou em seu blog mais uma conjectura, cujo titulo resume bem a intenção do texto: “João é água, o PSB é fogo”.

Ou seja, a reunião que ainda iria acontecer seria entre um grupo de incendiários e um bombeiro, bem ao estilo centrista que, agora, bolsonaristas envergonhados procuram adotar.

E ele continua: “Pelo desenho dos bastidores, o encontro promete. A comitiva socialista, designada para ‘dialogar’ com João, vai armada até os dentes.”

Notem que “dialogar” é grafado entre aspas e p armados até os dentes, não. Heron é um jornalista bem independente, como você pode notar.

Ainda segundo ele, o “propósito real” da reunião é “enquadrar” o governador. É isso significaria, caso João Azevedo aceite a condição que o jornalista sugere, se “auto-anular enquanto governante”.

Depois, vem o que não pode faltar: “Foi nesse João – comedido, discreto e ponderado – que o Jardim Girassol apostou e a maioria dos paraibanos votou. E dificilmente será agora, depois dos 60 anos, que ele tomará por empréstimo outra personalidade.”

João Azevedo deve ter ido às lágrimas ao ler essas palavras que parecem ter vindo de um amigo de infância e que buscam descrever com exatidão a personalidade do governador.

Não sabia que Heron Cid tinha essa intimidade toda com João Azevedo a ponto de descrever traços que só os muito próximos seriam capazes. Em certas ocasiões, deve provocar engulhos ser governador.

Termos semelhantes, eu lembro bem, Heron utilizou em seguidos textos no ano passado para estimular Lígia Feliciano a permanecer no cargo, o que teria praticamente inviabilizado a candidatura e a vitória de João Azevedo caso Ricardo Coutinho não tivesse optado por ficar no cargo de governador e, com isso, trocar uma eleição certa para o Senado para eleger João Azevedo.

Ou seja, toda peroraçao de Heron Cid tem uma utilidade, serve a um desfecho planejado: fazer crescer o ego de João Azevedo, estimulando-o a abandonar seus companheiros de jornada em troca da “companhia de outros braços”, de braços frios, desconhecidos, que até bem pouco tempo atrás não estavam abertos, mas fechados para o então candidato.

Eis o desfecho:

“Antes de olhar no olho do governador, hoje, o PSB deve pensar antes numa coisa: é um erro tentar tratar João como Luciano Agra. Um herdou, por gravidade, a Prefeitura de João Pessoa. O outro foi aos debates e as urnas e, representando o modelo de gestão de Ricardo Coutinho, conquistou confiança e votos. Essa é uma grande diferença.”

O caminho de João Azevedo parece estar traçado pelo novo porta-voz do governo. Basta que ele ofereça seu ouvidos e sua disposição política. Isso mostraria que João Azevedo não teria independência, autonomia?

Em todo caso, substituir Ricardo Coutinho por Heron Cid como “conselheiro” produziria uma queda e tanto na qualidade do que João Azevedo iria ouvir.

Mas, há sempre quem goste de fazer essas apostas.

Vamos ver.

Ricardo Coutinho já teria pedido a cabeça de Nonato Bandeira

Uma fonte palaciana acaba de confirmar que o ex-governador Ricardo Coutinho pediu a cabeça de Nonato Bandeira ao Poste.

RC não estaria gostando dos conselhos de Nonato, que tem defendido o afastamento de João Azevedo dos envolvidos na Operação Calvário.

Será que o poste vai entregar a cabeça de Nonato numa bandeja para o chefe? Nonato hoje é considerado uma espécie de primeiro ministro do governo. Dizem que manda mais que o Poste.

Por ironia do destino, Nonato também estava ao lado de Luciana Agra no rompimento de 2012…

MPF INVESTIGA: Organizações sociais da Educação já receberam R$ 263 milhões do governo da Paraíba em menos de dois anos

Vamos torcer para que o modus operandi do PSB na Saúde não esteja sendo replicado com as organizações sociais da Educação. Em menos de dois anos as ‘OS’ Ecos e Insaúde já receberam R$ 263 milhões do governo do Estado para fazer um papel que seria do próprio estado: administrar a Educação.

Se os tentáculos da ORCRIM girassol também operar na Educação, cobrando em média de 10% a 15% de propina, o montante desviado seria de quase R$ 40 milhões em menos de dois anos.

Dinheiro suficiente para bancar 8 eleições ao governo, conforme prestação de contas ao TRE do governador João Azevedo.

MPF investiga contratos de R$ 234 mi com organizações sociais na PB

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) abriu inquérito para investigar a contratação do Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (INSAÚDE) e do Espaço Cidadania e Oportunidades Sociais (Ecos) pela Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, que ultrapassam o valor de R$ 234 milhões. A investigação foi determinada pelo procurador da República, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, e foi publicada no Diário do Ministério Público Federal Eletrônico.

De acordo com os autos, os contratos foram firmados pelo Governo do Estado em julho de 2017. Além da Educação, essa modalidade de contratação também é adotada na Saúde, através da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul, que gerencia alguns hospitais na Paraíba, dentre eles, o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.

Denúncias na Saúde

Investigações do Ministério Público da Paraíba (MPPB) revelam a existência de um suposto esquema responsável pelo desvio de dinheiro público, por meio da Cruz Vermelha gaúcha, para financiar campanhas políticas no estado.

Waldson Souza é citado

Dentre outros desdobramentos, a decisão do desembargador diz que Waldson, “outrora Secretário de Estado de Saúde do Estado da Paraíba e ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, […] foi identificado pelo TCE e pela auditoria da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, no Estado da Paraíba, como o responsável pela contratação da Cruz Vermelha Brasileira — filial do Estado do Rio Grande do Sul, apesar das inúmeras irregularidades documentais, para a gestão do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena”.

Livânia também é lembrada

Quanto à suposta atuação de Livânia Farias, o documento judicial diz que “segundo auditoria da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, Livania Maria da Silva Farias foi a responsável pela “qualificação/confirmação da Cruz Vermelha Brasileira/RS como organização social, sem que fossem preenchidos os requisitos previstos nos artigos 3º, 4º a 7º 15 e 33 da Lei Estadual nº 9454/2011, em especial, o fato de que a CVB/RS não possuir conselho de administração e órgão de administração superior, o que impediria a chancela (por ela, como autoridade delegada a tanto) da natureza de organização social com base na declaração de organização social do Município de Balneário de Camboriú”.

Cabo Gilberto afirma que João Azevedo tem informações privilegiadas e tenta obstruir a Justiça; “Se não for afastado do governo, toda a Operação Calvário pode acabar em pizza”

O deputado estadual Cabo Gilberto afirmou nesta quarta, 01, que o governo João Azevedo “passou recibo” ao exonerar dois secretários investigados na Operação Calvário “coincidentemente” na manhã em que o GAECO realizava a 4a fase da operação.

“Cobramos a demissão de Gilberto Carneiro, Livânia Farias e Waldson de Souza há meses, mas o governador “coincidentemente” só os exonerou no Diário Oficial da terça-feira, 30, editado na segunda-feira, 29. Ou seja, um dia antes da 4a fase da Operação Calvário o governo já tinha as informações sobre os mandados de busca e apreensão”

Para o parlamentar, é muita coincidência a exoneração antes da operação:

“No meu entendimento o governo de João Azevedo tem informações privilegiadas e tenta obstruir a Justiça. Se João não for afastado, toda a Operação Calvário corre riscos de acabar em pizza”

Site do TRE comprova que presa na Operação Calvário foi administradora financeira da campanha de Cida Ramos e João Azevedo

A servidora lotada na Procuradoria-Geral do Estado, Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, presa preventivamente na operação Calvário, foi coordenadora financeira da campanha de João Azevedo e da campanha de Cida Ramos à Prefeitura de João Pessoa, nas eleições 2016. A informação foi divulgada em primeira mão pelo programa Correio Debate, da 98,3 FM, com Nilvan Ferreira, Victor Paiva e João Costa.

Maria Laura foi a única presa na quarta etapa da operação, desencadeada nesta terça-feira (30) e encaminhada ao presídio Júlia Maranhão.  Ao todo, além da prisão, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo dois relacionados a endereços atribuídos à servidora.

Laura também foi alvo de mandados cumpridos na terceira etapa da operação, quando foram apreendidos, na casa dela, tiras destinadas ao embalar dinheiro. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao agora ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, cumpridos em casa e no trabalho.

CAIXA DOIS: Delação do “caixa” da ORCRIM girassol tem potencial para cassar mandato de João Azevedo e Paraíba deve ter novas eleições

Considerada o “caixa” da ORCRIM girassol pela força-tarefa da Operação Calvário, a delação de Livânia Farias, mulher de confiança de Ricardo Coutinho, tem potencial para cassar João Azevedo e uma dúzia de parlamentares da base do governo.

Já é “prego batido e ponta virada” que a propina da Cruz Vermelha, desviada em contratos da Saúde, vêm abastecendo sistematicamente as campanhas do PSB e aliados na Paraíba, entre elas a de Ricardo Coutinho (2014) e João Azevedo (2018), de acordo com as delações e investigações.

Além de ratificar a delação de Leandro Nunes (ex-assessor e operador da propina) e os depoimentos dos empresários que receberam através de caixa dois, a delação de Livânia Farias vai substanciar o conjunto probatório do Ministério Público, que não terá outra saída senão pedir o afastamento e a cassação de João Azevedo, ainda em 2019.

De acordo com as investigações, em agosto de 2018, Leandro Nunes, assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, recebeu uma caixa com dinheiro em um hotel no Rio de Janeiro. O dinheiro foi entregue por Michele Cardoso, braço direito de Daniel Gomes da Silva, acusado de comandar a organização criminosa:

Segundo o Ministério Público, horas antes de pegar a caixa, Leandro recebeu uma ligação de Waldson Souza, atual secretário de Planejamento:

Meia hora antes do encontro no hotel, Leandro Nunes recebeu uma outra ligação de um celular pertencente à secretaria de Administração, comandada por Livânia Farias, onde Leandro supostamente trabalhava:

No celular de Michele Cardoso, assessora do chefe do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

A investigação também identificou, em junho de 2018, seis chamadas feitas para o celular de Coriolano Coutinho, o famoso “Cori”, irmão de Ricardo Coutinho. Coriolano já se envolveu em outra denúncia de corrupção quando era Superintendente da Emlur, no caso que ficou conhecido como o escândalo do “gari milionário”, sendo atestado pelo Ministério Público a fraude em licitação e lavagem de dinheiro:

De acordo com o MP, Jaime Gomes da Silva, tio de Daniel Gomes (chefe da quadrilha), doou R$ 300 mil para o comitê estadual do PSB, em 2010. A doação foi realizada 8 meses antes do hospital de Trauma ser terceirizado para a Cruz Vermelha:

CONFIRA TRECHO DO DEPOIMENTO DE LEANDRO…

João tem vocação pra Pezão?

Não votei no governador João Poste Azevedo, mas confesso que ele aparenta ser um cara do bem, sério e honesto. Entretanto, tem agido de maneira equivocada ao seguir o script da velha política e não zelar pela imagem do governo.

O governador-poste já devia ter exonerado a secretária Livânia Farias, suspeitosíssima de corrupção, delatada e comprometida até a alma na Operação Calvário.

Mas por que João dá uma de João sem braço?

Será que João tem vocação pra Pezão?

Coordenador do Gaeco ratifica que Operação Calvário envolve agentes públicos do governo do PSB

Apesar do governo do PSB tentar sair do foco da Operação Calvário e a corrupção na Cruz Vermelha, afirmando que a roubalheira só envolve as organizações sociais, o coordenador do GAECO, Octávio Paulo Neto, confirmou a participação de agentes públicos do governo.

O que é bastante óbvio, já que um assessor da secretária Livânia Farias encontra-se preso por ser o operador da propina.

Em breve a casa de políticos metidos a republicanos vai cair…

 

 

Ricardo Coutinho ordena que João Azevedo não afaste nenhum secretário envolvido na Operação Calvário

Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Cumprindo com o seu papel de poste, João Azevedo recebeu ordens do ex-governador para não afastar nenhum secretário envolvido na Operação Calvário, ou seja, Livânia Farias e Waldson Souza.

A informação foi revelada por uma fonte que já foi ricardista, fez oposição e depois voltou para os braços de Ricardo novamente.

João vai obedecer, claro. E continuará dando uma de “João sem braço”…