Com quase 90 anos de idade, José Maranhão pode disputar a prefeitura de João Pessoa

O incansável senador José Maranhão pode estar se preparando para a sua 6° disputa ao Executivo, da qual só venceu uma, em 1998. Um emedebista da velha-guarda informou ao blog que Maranhão pensa em disputar a PMJP, mas só entraria em campo no ano que vem.

Segundo o emedebista, Maranhão aposta na inelegibilidade de Ricardo Coutinho no TSE, na Operação Calvário – que deve sepultar os demais nomes do PSB da Capital –  e no fato do prefeito Luciano Cartaxo ainda não ter nome à sucessão.

Apesar dos quase 90 anos de idade, é evidente que José Maranhão tem fôlego e muita saúde pra encarar mais uma eleição. O velhinho ainda bota muito político de 50 anos no bolso.

Mas será que tem voto?

Na primeira e última vez que disputou a prefeitura de João Pessoa, JM ficou fora do segundo turno, amargando um quarto lugar atrás da então neófita Estela Bezerra.

De 2002 pra cá, ganhou fama de cavalo paraguaio; larga na frente, mas termina perdendo.

Mas tem a seu favor o fato de nunca ter se envolvido em esquemas de corrupção.

Depois de perder as rédeas do PSDB, Cássio perde as rédeas do próprio gabinete

É notório que o senador Cássio Cunha Lima já não exerce a autoridade de outrora sobre os seus liderados. Primeiro deixou Romero Rodrigues brincar de pré-candidato a governador, quando todos sabiam que ele não teria coragem de largar a prefeitura.

Uma tragédia anunciada e que foi alertada pelo blog por diversas vezes. Cássio deixou a coisa correr solta e a pré-candidatura “fake” de Romero só serviu aos interesses de Ricardo Coutinho que se viu aliviado com a desistência do então favorito Luciano Cartaxo.

E agora um fato novo revela que o senador Cássio vem perdendo sua autoridade dentro do próprio gabinete. A declaração de apoio do seu assessor Renato Martins, ex-vereador de JP, à candidatura de José Maranhão não se traduz em votos, mas tem um simbolismo muito grande. Por analogia, é como se um secretário de Luciano Cartaxo declarasse apoio a qualquer outro candidato ao Senado, menos Cássio.

Renato Martins virou assessor de Cássio em 2017, mesmo depois de acusá-lo de traidor por romper com Ricardo Coutinho, em 2014. À época, Renato dizia que as promessas de campanha que Ricardo não conseguiu cumprir eram resultados da herança maldita que recebeu dos governos de Cássio, Maranhão e Ronaldo.

O senador Cássio precisa agir e restabelecer a sua autoridade, principalmente dentro de seu gabinete. Senão vai abrir um precedente perigoso para que auxiliares de Luciano Cartaxo resolvam seguir o exemplo de seu assessor e inversamente não votem no tucano.

E internamente, outros cassistas podem se sentir “liberados” a não votar em Lucélio Cartaxo.