Acusada de ser mandante do assassinato de Bruno Ernesto, Estela Bezerra diz que vai processar advogada e acionar deputados

A deputada estadual Estela Bezerra (PSB) informou por meio de nota que vai processar a advogada e militante dos direitos humanos Laura Berquó. Laura usou a tribuna da ALPB para acusar Estela, Ricardo Coutinho e Gilberto Carneiro de serem os mandantes do assassinato de Bruno Ernesto; funcionário da prefeitura de João Pessoa que atuava no setor de informática. Sua morte teria relação com o escândalo do Jampa Digital.

Estela também vai acionar os deputados Cabo Gilberto e Eduardo Carneiro no Conselho de Ética.

Em contato com o blog, Cabo Gilberto questionou a motivação da deputada:

“Não entendo o porque de acionar parlamentares no Conselho de Ética, uma vez que a ALPB é a casa do povo e nós não podemos controlar o que as pessoas vão falar durante as audiências”. Censura prévia não é permitida e nós não sabíamos o conteúdo do discurso da advogada”.

Nas redes sociais a advogada Laura Berquó não se intimidou e respondeu a Estela Bezerra:

“Que bom que serei processada pela Deputada Estelizabel, porque disse há tempos já que está envolvida na morte de Bruno Ernesto e ontem só fiz reafirmar na Tribuna da ALPB. SUMIDA desde que começou a Operação Calvário, não sei o porquê, quando tiver data de audiência informo ao GAECO”

Confira a nota de Estela:

Fui surpreendida negativamente ao saber que a Assembleia Legislativa da Paraíba foi utilizada para ser palco de ataques e agressões caluniosas contra mim, ao ex-governador Ricardo Coutinho ao deputado Doda de Tião e a companheiros de partido.

Ontem, a sessão que deveria abordar a conscientização sobre a violência no trânsito e criação de políticas públicas para a redução das mortes nas rodovias, foi desvirtuada de forma rasa, covarde e sorrateira.

É inadmissível que o denuncismo, a calúnia e a difamação virem rotina e estratégia de visibilidade dentro da AL, espaço que deveria combatê-los. Neste caso com o consentimento e a difusão feita por parlamentares que deveriam prezar pelo respeito, pelo debate ético e pela verdade.

Entraremos com representações no Conselho de Ética e na Justiça contra todos os envolvidos para que respondam pelas suas atitudes covardes, destituídas de caráter e irresponsáveis.

Seguiremos nosso mandato em favor de um estado democrático, socialmente justo e inclusivo. Sem denuncismo barato, com ética e, sobretudo, com respeito ao povo paraibano.

Estela Bezerra

VÍDEO: Na tribuna da Assembleia, advogada acusa Ricardo Coutinho, Estela Bezerra e Gilberto Carneiro de serem os mandantes do assassinato de Bruno Ernesto

Em nota, advogada afirma que membros do judiciário paraibano tomavam vinho assiduamente na Granja Santana e que Ricardo Coutinho negociou compra de sentença

A advogada Laura Taddei Berquó publicou nota com denúncias que reforçam a estreita ligação do PSB com o judiciário paraibano. O que não é nenhuma novidade, uma vez que a AIJE do Empreender cochila há 5 anos no TRE, por exemplo.

Laura afirmou que os juiz Aluísio Bezerra – que é citado na conversa grampeada de Gilberto Carneiro com Waldson – e o juiz Marco Cavalcanti tomavam vinho constantemente com o então governador Ricardo Coutinho, que segundo Laura, também teria negociado sentenças no judiciário, e que existe um áudio como prova.

Confira a nota:

No dia 11.04.2019, na 2 Vara Criminal da Comarca da Capital, em cumprimento de uma precatória da Comarca de Sousa, tendo como suposta vítima o ex-Governador Ricardo Coutinho, a Sra Pâmela Bório confirmou que no período de 2011 a 2015, o Magistrado Aluísio Bezerra e o Desembargador Marco Cavalcanti eram assíduos frequentadores da Granja Santana, reunindo-se com o Sr Ricardo Vieira Coutinho no período da noite para eles tomarem vinho.

Individualmente se reuniam com o ex-Governador para tomar vinho. A Sra Pâmela Bório era excluída das reuniões. Informamos ainda que já foi entregue na PF áudios sobre conversa de venda de sentença entre o ex Governador com um juiz. A voz não foi identificada pela ex Primeira -Dama. Outra cópia também foi entregue ao MPF ao tempo de suas declarações lá sobre o assassinato de Bruno Ernesto.

Estaremos reunindo todos esses fatos e outras provas para levarmos ao conhecimento da Corregedoria do TJPB. Inclusive refutamos a nota da Associação dos Magistrados em que afirma que a Sra Pâmela Bório cometeu crime de calúnia e difamação em pronunciamento proferido em 07.04.2019 e tomaremos medidas legais cabíveis, uma vez que vemos uma tentativa de calar a voz de cidadãos. A própria Sra Pâmela Bório já foi prejudicada em ação de modificação de guarda por conta dos acontecimentos ocorridos na Justiça. Não se justifica a ira que se voltou contra uma cidadã que possui informações contra membros do Poder Judiciário”

Laura Berquó
OAB/PB 11.151