EXCLUSIVO: Livânia Farias entregou ao GAECO escutas da ORCRIM Girassol feitas na campanha de 2018 e planilhas envolvendo deputados

O blog acaba de receber uma informação que vai deixar muito girassol sem dormir pelos próximos dias. Segundo me foi revelado, Livânia Farias, em seu acordo de delação, entregou para o GAECO escutas telefônicas realizadas pela própria ORCRIM girassol durante a campanha de 2018.

Semanas atrás denunciei no blog que a ORCRIM tinha um sistema de grampo telefônico, o que se confirma com essa informação.

Livânia também entregou planilhas de pagamento que envolvem vários deputados estaduais, um federal e um senador.

A próxima etapa da Operação Calvário deverá ser uma das maiores e a expectativa é que resulte na prisão de parlamentares e dois secretários do então governador Ricardo Coutinho.

EXCLUSIVO: ORCRIM girassol estaria grampeando políticos, judiciário e jornalistas

 

 

ORCRIM GIRASSOL: Deputado Federal diz que Livânia Farias cobrou “pedágio” de R$ 10 mil a dono de posto de combustíveis

De acordo com o deputado federal Julian Lemos, a quadrilha que saqueava o estado da Paraíba nos governos de Ricardo Coutinho cobrava “pedágio” em tudo. O parlamentar relatou nas redes sociais um caso informado pela própria vítima da ORCRIM girassol:

“Eu recebi uma informação pessoalmente de um empresário que tinha um posto de gasolina no interior. Lá eram abastecidos dois carros da polícia apenas, e de repente esse convênio acabou. Quando ele veio ao estado da Paraíba a ex-secretária pediu R$ 10 mil para reativar o contrato”, disse Julian.

Será que Livânia Farias também delatou ao GAECO o esquema da ORCRIM girassol envolvendo os milhões de reais gastos anualmente com postos de combustíveis?

Propina da Cruz Vermelha foi utilizada para comprar apoios para Ricardo Coutinho no 2° turno de 2014, revela fonte

Minha fonte especializada em Operação Calvário, que até agora não errou uma, informou que o dinheiro desviado da Saúde através da organização social Cruz Vermelha foi utilizado para comprar apoios para Ricardo Coutinho no 2° turno da campanha de 2014.

A Operação Calvário já tem certeza que a propina foi utilizada para pagar dívidas de campanha através de Caixa 2, mas agora, após a delação de Livânia, a força-tarefa investiga a “compra” de apoios no 2° turno.

Como todos sabem, RC perdeu o 1° turno para Cássio Cunha Lima, mas dias depois uma enxurrada de prefeitos, parlamentares e lideranças anunciaram apoio ao Mago, que virou a eleição com uma diferença inesperada.

No celular de Michele Cardoso, assessora de um dos chefes do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

 

 

Por que Ricardo Coutinho não escreveu uma nota comemorando a liberdade de Livânia Farias?

O maior pseudo-republicano da história da Paraíba, Ricardo Coutinho, se apressou para escrever uma nota quando foi pego no “pulo do gato” usufruindo das mordomias que não mais lhe pertence, a exemplo do tratamento vip no carro oficial da Infraero no aeroporto Castro Pinto.

Sabemos que é muito difícil para RC entender que agora é um simples mortal sem as mordomias (que ele tanto gosta) do Estado, mas ele precisa se acostumar.

Ricardo usou a nota para atacar a imprensa, defender a censura, rotular adversários de fascistas e antecipar alguns motes para os maus tempos que estão por vir.

Mas por que Ricardo Coutinho não teve o mesmo entusiasmo para escrever uma nota comemorando a liberdade da sua mulher de confiança Livânia Farias? O que houve com aquele discurso efusivo em defesa da amiga no evento do Espaço Cultural? E o “ninguém solta a mão de ninguém”?

Não escreveu porque ele tem noção do que ela delatou e sabe o que lhe espera.

Uma dica, ex-governador, antes de usar o velho jargão da esquerda radical aprenda o significado de fascismo:

Fascismo é uma ideologia política ultranacionalista e autoritária caracterizada por poder ditatorial, repressão da oposição por via da força e forte arregimentação da sociedade e da economia.

ANTECIPANDO O MOTE? Em artigo criticando a Operação Calvário, amigo de Ricardo Coutinho diz que o Brasil não precisa de mais presos políticos

Bastante curioso o artigo escrito pelo professor universitário Flávio Lúcio em seu blog. Não confundam com Lúcio Flávio, ex-secretário e ex-amigo do Mago. O blog de Flávio Lúcio tem feito críticas constantes a Operação Calvário, tentando politizar uma operação que, diferente da Lava-Jato, tem seguido à risca todos os procedimentos investigativos e judiciais.

Flávio Lúcio virou uma espécie de porta-voz extra-oficial de Ricardo Coutinho e do governo do PSB. Papel deveras corajoso, por sinal, já que nem a própria bancada governista que usou e abusou das benesses do governo tem coragem de defender o partido das graves acusações.

No artigo intitulado “A Delação de Livânia: o 3º ato de uma trama pouco original?”, assim como os demais girassóis, Flávio já não faz a defesa de Livânia Farias, mas tenta desqualificar a Operação Calvário.

Porém, o que mais chama atenção é a frase final do artigo: “O Brasil não precisa de mais presos políticos”. Estaria antecipando o mote para a versão tabajara do #LulaLivre?

Uma estratégia bem batida, por sinal. Mas é o que resta.

Não é de hoje que Flávio Lúcio vem agindo como um porta-voz extra oficial do ex-governador Ricardo Coutinho. Dizem que ele escreve aquilo que Ricardo Coutinho não pode ou não quer falar.

Desde o inicio da Operação Calvário que o nobre professor atua como um misto de vidente/narrador daquilo que parece a defesa política de RC, tentando sempre politizar a Operação Calvário, colocando-a sob suspeita e vitimizando os criminosos.

Confira o artigo na íntegra:

Assim como fiz quando Livânia Faria foi presa (leia aqui), eu poderia começar esse novo texto afirmando que não fiquei surpreso quando souber do anúncio oficial que a ex-secretária optou por fazer uma delação premiada.

Nada nessa trama é original e não serei eu a pecar pela falta de originalidade.

Aproveitarei apenas uma frase daquele texto: A prisão de Livânia “foi o segundo ato de um enredo que não aconteceu para ser o último.”

Se for mesmo confirmada a delação, Livânia terá levado mais ou menos o mesmo tempo que Leandro Nunes levou para ser convencido a “colaborar espontaneamente” e delatar sua ex-chefe. O que quer o Ministério Público, e para tanto vai oferecer vantagens a Livânia, são cabeças que estiveram acima dela. E não necessariamente apenas de Ricardo Coutinho, o troféu que muitos esperam ser apresentado no desfecho dessa trama.

Espero estar errado na minha percepção, mas se ela se confirmar confirmarei nos próximos dias que, no fim desse segundo ato, não faltou nem a substituição dos advogados antes do anúncio oficial de que Livânia Farias fará a delação − os advogados de Livânia, Sólon Benevides e Sheyner Asfora, anunciaram recentemente que estavam fora do caso. O que me permite antecipar o próximo passo da ex-secretária: ela contratará advogados “especializados” em delação premiada.

Esse procedimento se tornou tão corriqueiro na Lava Jato, versão curitibana e versão carioca, que o jornalista Luiz Nassif passou a se referir ao fato como “indústria da delação premiada”.

No Rio de Janeiro, a situação se agravou de tal maneira que uma banca de advogados, a Luchione Advogados, denunciou à OAB a “venda de facilidades” na operação Lava Jato no Rio de Janeiro (veja aqui). A Luchione Advogados pediu a instauração de um processo ético-disciplinar contra um advogado de apenas 28 anos, Nythalmar Dias Ferreira Filho, que se tornou de repente o “superadvogado” da Lava Jato no Rio de Janeiro.

O procedimento no Rio e em Curitiba tem sido padrão e normalmente tem dois objetivos. O primeiro deles tem sido evitar que os advogados originais do caso não criem dificuldades para o convencimento de seus clientes para a aceitação da delação. O segundo tem a ver com os termos da delação, o que “facilitaria” a concordância do Ministério Público.

Se Livânia Farias abandonou seus advogados para fazer uma “delação premiada”, o mais importante para o Ministério Público será o que ela tem a oferecer, ou seja, quais cabeças Livânia está disposta a entregar na bandeja de prata que foi posta à sua frente.

Isso para o Ministério Público.

Para a sociedade, para a Justiça e para a democracia brasileiras, deveria interessar que tudo seja feito dentro do devido processo legal e, mais ainda, que sejam apresentadas provas cabais contra quem quer que seja acusado, e não apenas a palavra de uma delatora em busca de liberdade.

O Brasil não precisa de mais presos políticos

DELAÇÃO DA ORCRIM GIRASSOL: Livânia Farias repassou R$ 8 milhões em propina para o chefe da quadrilha, revela fonte

De acordo com a minha fonte especializada em Operação Calvário – que até agora não errou uma – a ex-secretária de Administração dos governos do PSB, Livânia Farias, afirmou na delação do fim do mundo ter repassado R$ 8 milhões em espécie para o chefe da ORCRIM girassol.

O dinheiro foi desviado da Saúde através da organização social Cruz Vermelha e os repasses eram mensais.

A fonte não revelou o nome do girassol em questão, mas adiantou o apelido: Cara Amassada.

Segundo a informação, Cara Amassada teria comprado imóveis de luxo com a propina da Cruz Vermelha, inclusive no exterior, mais precisamente em Portugal.

Também fiquei curioso para saber quem é Cara Amassada…

Contactado pelo blog, ex-governador Ricardo Coutinho não responde questões sobre Livânia Farias e a delação da ORCRIM girassol

O blog entrou em contato com o ex-governador Ricardo Coutinho para saber a opinião dele a respeito da soltura de Livânia Farias, sua mulher de confiança, e sobre a delação do fim do mundo.

Mas o ex-governador adotou o silêncio.

Silêncio, aliás, que virou regra no coletivo girassol.

Por enquanto…

 

 

Ricardo Barbosa já não defende mais Livânia Farias e desconversa após questionamento de repórter

O repórter Ecliton Monteiro, do Correio Debate, perguntou ao deputado Ricardo Barbosa o que ele achava da soltura de Livânia Farias, ex-secretária de Ricardo Coutinho que delatou a ORCRIM Girassol.

Barbosa tergiversou e preferiu não emitir a sua opinião, jogando a responsabilidade para a Justiça. Bem diferente de dias atrás, quando o deputado fazia a defesa da ex-companheira.

O que será que mudou em menos de um mês? Cadê aquela conversa bonita de “ninguém solta a mão de ninguém”?

CAIXA DOIS: Delação do “caixa” da ORCRIM girassol tem potencial para cassar mandato de João Azevedo e Paraíba deve ter novas eleições

Considerada o “caixa” da ORCRIM girassol pela força-tarefa da Operação Calvário, a delação de Livânia Farias, mulher de confiança de Ricardo Coutinho, tem potencial para cassar João Azevedo e uma dúzia de parlamentares da base do governo.

Já é “prego batido e ponta virada” que a propina da Cruz Vermelha, desviada em contratos da Saúde, vêm abastecendo sistematicamente as campanhas do PSB e aliados na Paraíba, entre elas a de Ricardo Coutinho (2014) e João Azevedo (2018), de acordo com as delações e investigações.

Além de ratificar a delação de Leandro Nunes (ex-assessor e operador da propina) e os depoimentos dos empresários que receberam através de caixa dois, a delação de Livânia Farias vai substanciar o conjunto probatório do Ministério Público, que não terá outra saída senão pedir o afastamento e a cassação de João Azevedo, ainda em 2019.

De acordo com as investigações, em agosto de 2018, Leandro Nunes, assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, recebeu uma caixa com dinheiro em um hotel no Rio de Janeiro. O dinheiro foi entregue por Michele Cardoso, braço direito de Daniel Gomes da Silva, acusado de comandar a organização criminosa:

Segundo o Ministério Público, horas antes de pegar a caixa, Leandro recebeu uma ligação de Waldson Souza, atual secretário de Planejamento:

Meia hora antes do encontro no hotel, Leandro Nunes recebeu uma outra ligação de um celular pertencente à secretaria de Administração, comandada por Livânia Farias, onde Leandro supostamente trabalhava:

No celular de Michele Cardoso, assessora do chefe do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

A investigação também identificou, em junho de 2018, seis chamadas feitas para o celular de Coriolano Coutinho, o famoso “Cori”, irmão de Ricardo Coutinho. Coriolano já se envolveu em outra denúncia de corrupção quando era Superintendente da Emlur, no caso que ficou conhecido como o escândalo do “gari milionário”, sendo atestado pelo Ministério Público a fraude em licitação e lavagem de dinheiro:

De acordo com o MP, Jaime Gomes da Silva, tio de Daniel Gomes (chefe da quadrilha), doou R$ 300 mil para o comitê estadual do PSB, em 2010. A doação foi realizada 8 meses antes do hospital de Trauma ser terceirizado para a Cruz Vermelha:

CONFIRA TRECHO DO DEPOIMENTO DE LEANDRO…

“Próxima Girassoca será de dentro do presídio”, revela fonte

A tradicional “Girassoca” é um evento de campanha do PSB que obriga milhares de cargos comissionados e contratados a saírem às ruas numa noite de quarta-feira para fazer campanha para o candidato do partido.

Acontece que a próxima edição da “Girassoca” deve acontecer de dentro de um presídio, como revelou uma fonte do judiciário ao blog.

Não sei se a delação de Livânia Farias tem o poder de arrastar tanta gente assim, mas garanto que ela leva uma dúzia de girassóis para o Calvário…