Vídeo – Ciro Gomes repete irmão: “Lula tá preso, babaca!”

Ciro Gomes repetiu durante a Bienal da UNE, em Salvador, o que seu irmão, o senador Cid Gomes, disse em evento no Ceará durante o segundo turno das eleições de 2018.

“O jovem no bar é obrigado a defender corrupção, aparelhamento do Estado, formação de quadrilha. Isso não é para vocês. Vocês não têm nada a ver com isso”, discursava Ciro, quando alguém da plateia gritou:

“Corrupto!”

“Não sou, não”, respondeu o pedetista. “Eu estou solto. Eu sou limpo, eu sou limpo. Olhe: o Lula tá preso, babaca!”

Ciro repetiu duas vezes a frase.

Parte da plateia aplaudiu, mas a militância petista vaiou e gritou “Lula livre”.

Ciro disse então que ajudou Lula em todas as eleições dele e que foi contra o que chamou de “prisão arbitrária”.

“Ele aceitou os recursos. Desculpa, não sou eu que condenei o Lula. Não está na minha mão liberar Lula. Eu avisei que, se a direita ganhasse as eleições, o Lula ia ficar encarcerado por muito mais tempo. Avisei na campanha. Todo mundo pode vomitar paixão que quiser, mas enquanto a gente ficar assim, acreditando em minorias ínfimas, esmagadoramente derrotados que fomos… Companheiros, nós fomos humilhantemente derrotados por essa estratégia. Insistir nela afunda o Brasil!”

Carlos Bolsonaro brinca com luto de Lula e dispara fake news sobre seus irmãos

O Twitter oficial do ex-presidente Lula postou um desmentido a respeito da divulgação de que ele teria deixado de ir ao velório de dois de seus irmãos. A postagem lembra que Lula teve cerca de 20 meio irmãos por parte de pai, com os quais não conviveu. “Os únicos irmãos com os quais ele (Lula) cresceu e são amigos de toda a vida são os filhos da Dona Lindu, que cuidou dos filhos sem ajuda do pai. O Vavá, por ser o mais velho, cuidou muito de Lula”, destaca a mensagem.

Brincando com luto alheio ]

Carlos postou em seu Twitter uma notícia de 2004 dizendo que Lula não foi ao enterro do seu irmão. No entanto, o filho de Bolsonaro não explicou que Lula não tinha contato algum com seus irmãos por parte de pai. Apenas espalhou a fake news de que Lula possui desinteresse pelos seus familiares.

O PT entre o discurso e prática, é um golpe dentro do golpe – Por Rômulo Halysson Oliveira

O PT rifou a candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes, ao governo de Pernambuco em troca da neutralidade do PSB e seu distanciamento do PDT. Tudo isso com um único e claro objetivo: isolar a candidatura de Ciro Gomes.

A estratégia faz parte de um acordo silencioso entre Lula e Temer para conter o avanço do ex-ministro e sua candidatura.

A caminhada de Ciro tem incomodado muito PT e MDB, não apenas pelos ataques àquilo que o pedetista chama de “alianças incoerentes” promovidas por petistas e emedebistas em estados como Alagoas e Amazonas. O cearense tem sido até aqui o pré-candidato com maior consistência de propostas. Uma vitória sua representaria a ascensão de uma grande liderança progressista, dividindo o protagonismo do campo com ex-presidente. O que é inadmissível para Lula.

Lula não quer ninguém ocupando o seu lugar e sabe que se eleito, Ciro, é o único que pode acabar com o reinado petista, já que o que propõe é um Projeto de Desenvolvimento Nacional. Diferente do projeto de poder petista. E é nesse ponto em que se encontra o sentido do veto à candidatura da neta de Miguel Arraes.

Rifar “companheiros” não é novidade no PT.

Em 1998, Vladmir Palmeira, militante histórico, líder da passeata de 1968, encantou a militância petista do Rio de Janeiro, ameaçando o grupo de Brizola. Por determinação de Lula e Zé Dirceu, seu ex-parceiro de lutas, teve a candidatura implodida. Bom para Anthony Garotinho, que acabou vitorioso.

Não se surpreendam se história se repetir em Pernambuco e Armando Monteiro sair vencedor da peleja de outubro.

Lula – que não será candidato coisa nenhuma – está pouco preocupado em unificar o campo progressista ou com o país e seus rumos. Sua preocupação é com a vaidade que sua condição de Totem lhe dá. E essa mesma vaidade lhe orienta a desestabilizar o campo progressista e qualquer um que teime em querer crescer.

O episódio de Pernambuco serve ao menos para evidenciar ao país o que já era claro para muitos: a democracia interna do PT é uma falácia. Aquelas tendências e os seus incontáveis embates internos são apenas parte da burocracia petista para manter sua militância ocupada e sem questionar o autoritarismo violento imposto pela direção nacional. Não tem força decisória nenhuma. No final das contas, quem manda é Lula (e Dirceu) como todos agora podem ver com clareza.

Em síntese, o PT pode ser definido como aquele partido que se diz vítima de um GOLPE, mas que não hesita em dar GOLPE quando lhe é conveniente. O que não é nada dialético… é apenas incoerente.

PS.: Em tempo, deixo minha solidariedade à vereadora Marília Arraes, que mesmo não consolidando sua candidatura sairá gigante deste processo. Espero que deste partido também.

Nova pesquisa presidencial mostra liderança de Lula e estagnação de Bolsonaro

Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas feita em parceria com o JORNAL DO BRASIL apurou intenções de voto dos brasileiros em um cenário considerando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e em outro cenário sem ele. No primeiro, sem o petista, Jair Bolsonaro aparece na frente, com 20,5% das intenções de voto, seguido por 17,5% que pretendem votar em “nenhum” candidato; 12,0%, em Marina Silva; 11,0%, Joaquim Barbosa; e 9,7%, Ciro Gomes. Já no cenário com o ex-presidente, este lidera com 27,6%, seguido por Bolsonaro, que registra 19,5%.

Lula continua na liderança das intenções de voto quando considerado nas pesquisas

O instituto perguntou em quem os eleitores votariam se o 1° turno fossem hoje e os candidatos fossem os indicados em cada cenário.

CONFIRA O CENÁRIO COM LULA:

Lula: 27,6%

Bolsonaro: 19,5%

“Nenhum” candidato: 9,6%

Joaquim Barbosa: 9,2%

Marina Silva: 7,7%

Geraldo Alckmin: 6,9%

Ciro Gomes: 5,5%

Alvaro Dias: 5,4%

“Não sabe”: 3,2%

Manuela D’Ávila: 1,2%

Michel Temer: 1,1%

*Flávio Rocha, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia também foram citados, mas não atingiram 1%.  

Na separação por região, Lula teve maior penetração no Nordeste, com 43,8% das suas intenções de voto, e Bolsonaro teve maior percentual no Sudeste, com 21,8%. Por idade, Lula teve maior resultado com o grupo entre 35 e 44 anos (30,2%); e Bolsonaro com pessoas entre 16 e 24 anos (27,7%).

Pesquisa fez três cenários com candidatos

VEJA O CENÁRIO SEM O EX-PRESIDENTE:

Bolsonaro: 20,5%

“Nenhum” candidato: 17,5%

Marina Silva: 12,0%

Joaquim Barbosa: 11,0%

Ciro Gomes:  9,7%

Geraldo Alckmin: 8,1%

Alvaro Dias: 5,9%

“Não sabe”: 4,7%

Fernando Haddad: 2,7%

Manuela D’Ávila: 2,1%

Michel Temer: 1,7%

Flávio Rocha: 1,0%

*Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia também foram citados, mas não atingiram 1%. 

Foi realizada pesquisa ainda em um terceiro cenário, desconsiderando Lula e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Neste, Bolsonaro também aparece na liderança, com 20,7% das intenções de voto, seguido por “nenhum”, que registrou 17,3%; e Marina Silva, com 13,3%. Joaquim Barbosa teve 11,2%; Ciro Gomes, 10,1%; Geraldo Alckmin, 8,4%; Alvaro Dias, 6,1%; Manuela D’Ávila, 2,1%; Michel Temer, 1,7%; Flávio Rocha, 1,00%. Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia foram citados, mas não atingiram 1%.

A pesquisa de opinião pública foi feita com 2.002 eleitores, e foi estratificada segundo sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica, em 26 estados e Distrito Federal e em 154 municípios brasileiros entre os dias 27 de abril a 2 de maio. A amostra atinge grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018 para o cargo de Presidente.

Candidatos apoiados por Lula e possível candidatura

A pesquisa também consultou a disposição dos eleitores em votar em algum candidato ou candidata apoiada pelo ex-presidente petista. Entre os entrevistados, 61,2% não votariam em candidato apoiado por ele. Votariam, 23,4%; dependendo do candidato, 14,1%; e não sabem ou não opinaram, 1,3%.

Já entre os eleitores de Lula, 62,0% votariam no candidato apoiado por ele; 20,3%, dependendo do candidato; e 16,8% não votariam. Não sabem ou não opinaram, 0,9%.

Questionados sobre qual candidato o ex-presidente iria apoiar, caso não concorra ao cargo de presidente, a maioria (30,4%) respondeu que não sabe. Maria Silva foi apontada por 15%, seguida por Ciro Gomes, com 11,8%, e Fernando Haddad, com 11,5%. Entre os eleitores de Lula, “não sabe” também foi maioria, com 31,8%, a frente do nome de Marina Silva (19,2%), Ciro Gomes (15,6%), e Fernando Haddad (10,8%).

Outra questão foi a percepção dos eleitores sobre um possível registro do ex-presidente como candidato. Para 63,2%, Lula não deve conseguir o registro. Para 32,7%, o petista pode, sim, registrar candidatura. Não sabem ou não opinaram, 4,1%.

Entre os eleitores de Lula, o percentual do não cai para 62,0%, e do sim sobe para 33,5%. Não sabem ou não opinaram, 4,5%.

Percepção quanto a possibilidade de registro da candidatura do ex-Presidente Lula

Luiz Couto senador; por que não?

Considerado o deputado federal mais qualificado e atuante da última década, Luiz Couto hoje é a esperança do eleitor progressista que não quer votar em Cássio Cunha Lima, Veneziano ou Raimundo Lyra para o Senado. Para o eleitor de Lula, todos eles são golpistas e responsáveis pela ascensão do presidente mais corrupto da história.

Mas este eleitor está à deriva, órfão de candidato.

Equivocadamente o PT nunca tentou eleger um senador através do prestígio de Lula e da avaliação positiva do governo federal na era Lula-Dilma. Era o PMDB que espertamente usava o lulismo para se dar bem, seja com Vitalzinho, Maranhão, Roberto Paulino ou Wilson Santiago.

Mesmo sem lançar a pré-candidatura ao Senado, Luiz Couto já pontua bem nas pesquisas internas. Inclusive à frente de quem já tem mandato e muitos dólares pra gastar. E proporcionalmente – e circunstancialmente –  melhor que muito profissional da política com tradição familiar, mas pouco conteúdo.

O sentimento pós-golpe favorece uma candidatura realmente lulista. Lula detém mais de 60% das intenções de votos na Paraíba, e não seria uma utopia eleger para o Senado Federal um político da qualidade de Luiz Couto.

A estratosférica rejeição ao governo Temer é outro ponto positivo para o padre, pois na lógica do eleitor médio e simpático ao PT, todo político que ajudou a derrubar Dilma é co-autor desse governo sustentado por um Congresso de picaretas e um judiciário vendido.

De todos os candidatos ao Senado, Couto é o único que não votou a favor das reformas de Temer e foi contra o impeachment da Dilma. Portanto, seria ele o único na disputa com propriedade para acusar o golpe e associar todos os demais a Temer. Além disso, Luiz Couto tem um passado limpo e os adversários não teriam o que criticar, a não ser que inventassem.

A popularidade também é boa. O tempo de TV é generoso. E aliado ao prestígio, à estrutura financeira e a militância do governador Ricardo Coutinho, Luiz Couto passa a reunir todos os elementos para surpreender e virar o primeiro senador petista da Paraíba.

O momento é oportuno, duas vagas estão em disputa e o povo quer votar em gente decente pra combater a corrupção. E tudo indica que a maior crise política da história do Brasil vai resultar na maior taxa de renovação do Congresso, desde a redemocratização.

Anísio Maia diz que Ricardo Barbosa não esqueceu seu passado Cunha Lima

O deputado estadual Anísio Maia (PT) afirmou que o seu colega de parlamento, o deputado Ricardo Barbosa (PSB), Primeiro Secretário da Mesa Diretora, induziu o Plenário a erro na tarde desta quinta-feira (25) em sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba. A divergência entre ambos deu-se com a rejeição do ofício expedido pelo petista que pedia a inserção do nome Lula em nome parlamentar, no painel e nos documentos da Casa.

A argumentação do deputado Ricardo Barbosa reivindicou o art. 4º do Regimento Interno, segundo o qual o nome parlamentar deve se definido até o dia 28 de janeiro de cada legislatura. Anísio Maia lembrou, no entanto, que o regimento interno é omisso quanto às possibilidades de mudança.

“O Regimento não diz absolutamente nada quanto à mudança de nome parlamentar. Entretanto, o Art. 322 é claro quando diz que os casos omissos serão decididos pela Mesa ad referedum do Plenário. Porém, se for preciso, apresentar proposta de mudança regimental assim farei, porque não cabe ao deputado Ricardo Barbosa discutir como algum colega de parlamento deseja ser chamado ou fazer ingerência na autonomia de outro mandato”, disparou Anísio Maia.

Para Anísio Maia a condução do Primeiro Secretário da Mesa expressou sua orientação política e não o estrito cumprimento do regimento: “O deputado Ricardo Barbosa tem saudades de seu passado Cunha Lima. Para ele, que já chamou Lula de ladrão no Plenário, deve ser muito difícil ficar ao lado do governo Ricardo Coutinho ouvindo elogios ao presidente Lula.” E acrescentou: “Não satisfeito com a manobra regimental que fez, o deputado quis discutir o mérito de minha decisão tentando depreciá-la. Quem deve opinar a este respeito são meus eleitores e o meu partido.”

Para concluir Anísio Maia provocou: “Esta não é uma questão menor, é um movimento simbólico em defesa da democracia. Casas Legislativas por todo país, inclusive o Congresso Nacional, receberam propostas de nome por partes de diversos parlamentares. Nós, que defendemos o presidente Lula, representamos grande parte dos brasileiros e temos legitimidade para isto. Mas, o deputado pode ficar tranquilo que terá nosso apoio se resolver assumir suas concepções e passar a se chamar Ricardo Temer Barbosa.”

Indefinição no PT sobre Lula faz caciques do Nordeste pregarem apoio a Ciro Gomes

De Daniela Lima no Painel da Folha.

(…)

Com a indefinição sobre a candidatura que pode emergir do PT, caciques do centrão no Nordeste começaram a sondar as direções de suas siglas sobre a possibilidade de declararem apoio a Ciro Gomes (PDT). Ex-governador do Ceará, o pedetista é conhecido na região.

(…)

Partidos como o PP e o PR, que mantiveram cargos na Esplanada com a promessa de apoio a Michel Temer e sua tentativa de viabilizar uma candidatura governista, lembram que o apelo dos ministérios só renderá até junho. Depois disso, a lei eleitoral restringe a liberação de verbas.

(…)

Ciro Gomes pede autorização à Justiça para visitar Lula

O PDT pediu, nesta quinta-feira,  autorização à 12ª Vara Federal de Curitiba para que o pré-candidato presidencial do partido, Ciro Gomes, visite o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento é assinado pelo vice-presidente nacional da sigla, André Figueiredo, e ressalta que a Lei de Execuções Penais prevê como direito do preso a visita de parentes e amigos.

A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal de Lula negou na última terça-feira, 10, pedido para que nove governadores o visitassem na sede da Polícia Federal de Curitiba.

Na solicitação, o PDT ressalta que a visita seria feita em uma quarta-feira, dia da semana quando é permitida a entrada na carceragem, e por apenas três pessoas: Ciro Gomes, André Figueiredo e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

O pedido ressalta que certamente a decisão da juíza ao negar a visita dos governadores foi norteada “pela inexistência da condição quantitativa”, o que não se verifica no caso do PDT.

“Lula não pode estar impedido da visita de amigos. Isso é uma afronta à nossa Constituição Federal e à própria Lei de Execuções Penais”, assinalou.

Lula desafia dono da TV Correio a chamá-lo de bandido pessoalmente

Durante entrevista, o ex-senador e dono do Sistema Correio de Comunicação, Roberto Cavalcanti (PRB), chamou os ex-presidentes Lula e Dilma de bandidos. O fato ocorreu na tarde desta segunda-feira (3), durante a participação do empresário a uma entrevista que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) concedia à emissora.

Sabendo dessa declaração, o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva chamou o dono do Sistema Correio para um embate durante sua visita ao estado, programada para o mês de outubro. “Eu quero ver se ele tem coragem de dizer essas coisas na minha frente, se ele vai ter coragem de me entrevistar”.

E aí? Será que Roberto Cavalcanti vai bater pino?